Porto Velho, RO – O governador Marcos Rocha, do PSD, e o governador eleito Marcos Rogério (PL) se reuniram na manhã do sábado (31) e gravaram juntos um vídeo em que descrevem a transição de governo como colaborativa. As declarações estão em uma gravação de 2 minutos e 32 segundos publicada no mesmo dia no perfil de Rocha no Instagram, na qual cada um fala à sua vez, lado a lado.
Rocha abre a gravação relatando o encontro. “Muita alegria hoje. Passamos uma manhã, eu e o governador eleito, Marcos Rogério, onde a gente falou sobre vários assuntos, desafios que o governo tem”, diz.
Em seguida, o governador faz o desejo ao sucessor. “Desejei aqui ao governador Marcos Rogério muita alegria nesses vários anos que ele vai ter aí para poder trabalhar o Estado, desenvolver o nosso Estado”, afirma. Ele menciona ainda que a conversa passou pela contabilidade e por “uma série de assuntos”, e então passa a palavra ao eleito.
Marcos Rogério começa agradecendo o acesso. “Eu quero agradecer ao governador coronel Marcos Rocha, primeiro, por me receber aqui, receber a equipe de transição, e ao longo desse tempo que a equipe está trabalhando”, declara.
É logo depois que ele caracteriza o que recebeu. “O governador coronel Marcos Rocha, com a sua equipe, tem feito todo o esforço para entregar todas as informações no ambiente de transparência, que facilita muito o conhecimento das condições reais do Estado”, afirma. E emenda o efeito prático: “Com essas informações, obviamente, isso vai facilitar a tomada de decisão a partir do momento em que a gente tomar posse”.
O governador eleito descreve então o teor da reunião. “Hoje, uma conversa até bastante longa, extensa, falando sobre os principais desafios do Estado que ele enfrentou lá atrás, o cenário que tem hoje e aquilo que a gente vai poder fazer pela frente”, diz. “Esse conhecimento, essa troca de informações, ela é muito importante.”
Rocha retoma a palavra para desejar êxito à gestão que começa em janeiro. “Desejo muito sucesso, que o governo seja pleno em êxito”, declara. E situa o objetivo: “Com toda certeza, nosso objetivo aqui é sempre a população de Rondônia. Quanto melhor é a transição, melhor é o ambiente de tomada de decisão e o futuro da gestão”.
O governador elogia na sequência o trabalho da equipe montada pelo sucessor: “Parabéns pela equipe de transição”. Marcos Rogério responde citando o deputado federal Lúcio Mosquini, que coordena o grupo. “Nosso deputado Lúcio Mosquini já tem a experiência de estar dentro do governo, hoje está no parlamento”, afirma.
Ao explicar a composição, o eleito diz que procurou montar uma equipe técnica dos dois lados, “um ambiente de muita colaboração, um esforço realmente para a gente conseguir entender e fazer com que o próximo governo seja um governo de entregas”. Afirma ainda que o processo corre sem viés ou perseguição e sublinha o ponto: “Há um respeito institucional e há um respeito pessoal também, que eu queria sublinhar”.
Na legenda que acompanha o vídeo, Rocha usa as mesmas três palavras do título da publicação — diálogo, respeito e compromisso. “Na manhã deste sábado (31), tivemos uma conversa franca, amistosa e muito produtiva, marcada pelo respeito e pelo compromisso que compartilhamos com Rondônia”, escreve.
O governador também registra no texto a avaliação sobre os dois grupos: “Nossas equipes de transição também têm realizado um excelente trabalho, com dedicação e responsabilidade, garantindo um processo tranquilo e organizado”.
E resume o que diz ter ficado do encontro: “O encontro reforçou nosso entendimento de que Rondônia está acima de qualquer projeto individual. O mais importante é garantir a continuidade dos serviços e o bem-estar da nossa população”.
Em outra frente, a destruição de dragas no Rio Madeira
No dia seguinte ao encontro, domingo (1º), Marcos Rogério tratou de um assunto distinto no próprio perfil. Em vídeo publicado no Instagram, o governador eleito afirmou que vai cobrar explicações sobre a operação da Polícia Federal e do Ibama que destruiu dragas e balsas no Rio Madeira. “Fiscalizar e combater o crime é dever do Estado. Mas nenhuma autoridade tem licença para cometer abuso”, declarou.
Na mesma gravação, ele perguntou por que os equipamentos foram destruídos e que outras alternativas foram avaliadas. Relatou conversas com o prefeito de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro, que lhe teria dito que muitos dos equipamentos eram usados em atividade licenciada, e com a advogada Tânia Sena, que representa o setor. Questionou ainda o impacto ambiental da própria ação dentro do rio e resumiu o argumento: “Uma fiscalização não pode deixar um estrago maior do que aquele que veio combater”.


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