PORTO VELHO, RO - A decisão de revisar as cessões de 505 policiais militares atualmente distribuídos por diferentes órgãos públicos oferece uma das primeiras indicações concretas sobre a direção pretendida pelo governo de Marcos Rogério (PL) em Rondônia. Antes mesmo da posse, prevista para 5 de janeiro de 2027, a equipe de transição trabalha com a perspectiva de cancelar autorizações existentes, reexaminar a necessidade de permanência de servidores fora de suas corporações e ampliar a disponibilidade de profissionais para as atividades de segurança pública. À frente desse processo está o deputado federal Lúcio Mosquini (PL), que vem assumindo o papel de organizar o diagnóstico administrativo e apresentar ao governador eleito as providências consideradas prioritárias.
As medidas foram detalhadas em duas conversas exclusivas concedidas pelo parlamentar ao jornalista Vinícius Canova, do Rondônia Dinâmica e do Informa Rondônia, na sexta-feira, 30 de outubro, e neste sábado, 31. A primeira resultou em reportagem publicada pelo Rondônia Dinâmica, com informações sobre o contingente de servidores cedidos e a intenção de rever as autorizações. Na segunda conversa, Mosquini aprofundou as diretrizes administrativas da transição, abordando a continuidade de contratos essenciais, a preparação dos primeiros 100 dias e a necessidade de utilizar os recursos públicos com maior eficiência.
A sequência dos acontecimentos também encontra um antecedente importante em 22 de outubro, quando o economista Valdemar Camata, colaborador da área econômica do plano de governo de Marcos Rogério, teve suas propostas apresentadas no episódio 175 do podcast Resenha Política, conduzido pelo jornalista Robson Oliveira. Naquela ocasião, Camata defendeu auditorias de contratos, redução do custo da máquina estadual e direcionamento de recursos para infraestrutura. A aproximação entre essas ideias e as prioridades posteriormente expostas por Mosquini permite identificar uma convergência de preocupações, embora não autorize tratar todas as propostas como decisões formalmente assumidas pelo governador eleito.
No centro da atuação mais imediata da transição está a segurança pública. Segundo o levantamento apresentado por Mosquini na entrevista da última sexta-feira, 505 integrantes da Polícia Militar encontram-se cedidos a outras estruturas administrativas. A relação também inclui 106 policiais civis, 48 integrantes do Corpo de Bombeiros e 40 servidores vinculados à Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). A soma dessas quatro categorias alcança quase 700 profissionais desempenhando atividades fora de suas instituições de origem, conforme os dados fornecidos pelo coordenador.
O levantamento apresentado por Mosquini dimensiona a presença de profissionais da segurança pública em outras estruturas administrativas e fornece uma base para a reorganização pretendida pela futura gestão. A prioridade anunciada é identificar quais servidores poderão retornar às instituições de origem, especialmente os policiais militares que poderão reforçar o policiamento ostensivo, sem comprometer atividades de proteção institucional e outros serviços considerados essenciais.
A distribuição desses servidores alcança instituições como a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, prefeituras e estruturas vinculadas a parlamentares. Mosquini revelou, inclusive, a existência de aproximadamente 70 policiais à disposição de um único órgão, cuja identidade não informou. O dado evidencia a importância de examinar a concentração do efetivo, as funções exercidas e as justificativas administrativas para cada cessão.
A presença de policiais militares em atividades externas às corporações não representa, por si só, uma irregularidade. Há situações nas quais a proteção de autoridades, magistrados e membros do Ministério Público exige profissionais especializados, principalmente diante de ameaças relacionadas à criminalidade organizada. O próprio Mosquini reconheceu essa particularidade ao mencionar riscos enfrentados por integrantes do sistema de Justiça em processos envolvendo organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
A questão fundamental, portanto, não está em presumir que todas as cessões sejam desnecessárias, mas em estabelecer quais delas continuam justificadas diante das necessidades de segurança da população. O policial militar cedido para proteger uma autoridade ameaçada desempenha uma função distinta daquela exercida por um profissional deslocado para uma atividade administrativa que eventualmente poderia ser realizada por outro servidor. Tratar situações diferentes como equivalentes produziria uma revisão tão inadequada quanto manter todas as autorizações sem questionamento.
Foi nesse contexto que Mosquini apresentou uma das afirmações mais significativas da entrevista de sexta-feira: “O governador Marcos Rogério quer a polícia na rua”.
A frase traduz uma orientação política e administrativa que poderá ser aferida por resultados concretos. A possibilidade de ampliar o contingente disponível para o policiamento ostensivo, sem depender exclusivamente da contratação de novos profissionais, torna a revisão das cessões uma medida de interesse público. Entretanto, o retorno às atividades-fim não pode ser confundido com a transferência automática de todos os servidores mencionados no levantamento para o patrulhamento das ruas. Policiais civis, bombeiros e integrantes da Sejus possuem atribuições distintas, enquanto parte dos policiais militares poderá continuar exercendo funções institucionais consideradas indispensáveis.
Outro elemento relevante é a situação das autorizações já prorrogadas para o próximo exercício. Mosquini revelou que a administração do governador Marcos Rocha havia renovado 271 cessões para 2027. A informação merece atenção porque os atos projetam efeitos administrativos para um período em que a condução do Executivo estadual estará sob responsabilidade de outro governante.
A renovação de cessões pela administração atual não constitui, isoladamente, evidência de desvio ou irregularidade. Pode envolver necessidades institucionais e a continuidade de serviços. Da mesma maneira, a futura administração possui razões para reexaminar a distribuição de profissionais conforme suas prioridades, desde que observe as exigências administrativas aplicáveis. O ponto central não deve ser transformado em confronto pessoal entre o governador que encerra seu mandato e aquele que assumirá o cargo. O que interessa à população é saber se o efetivo público está distribuído de maneira compatível com suas finalidades.
Na entrevista, Mosquini foi categórico ao anunciar a providência pretendida: “Essas cedências, todas elas, todas serão canceladas pelo governador Marcos Rogério”.
O próprio deputado, contudo, esclareceu que o cancelamento das autorizações existentes não significa necessariamente a proibição de novas cessões. O procedimento anunciado consiste em submeter os casos à reavaliação da próxima administração, permitindo que situações justificadas sejam novamente autorizadas. A intenção não é promover uma retirada indiscriminada de servidores, mas estabelecer uma nova análise de prioridades.
Essa distinção é essencial para avaliar a medida com responsabilidade. O cancelamento geral poderá representar o início de uma reorganização administrativa, mas sua eficácia dependerá do exame individualizado das necessidades dos órgãos envolvidos. O resultado desejável é que profissionais sem justificativa suficiente para permanecer cedidos retornem às instituições de origem, enquanto situações que envolvam proteção institucional ou outras atividades indispensáveis sejam devidamente fundamentadas.
Na conversa exclusiva deste sábado, 31 de outubro, Mosquini reafirmou a intenção de revisar as autorizações e ampliou a discussão para a organização dos primeiros 100 dias do governo Marcos Rogério. O deputado explicou que a eficiência do gasto público vem orientando sua atuação na transição e afirmou ter recebido autonomia do governador eleito para aprofundar o levantamento da situação administrativa do Estado.
Essa autonomia, conforme seu relato, envolve identificar contratos que precisarão ser mantidos, outros que exigirão novas licitações e aqueles cuja continuidade deverá ser reavaliada após a posse. A preocupação apresentada não se limita à redução de despesas. Também alcança a necessidade de impedir que a mudança de governo provoque interrupções em serviços essenciais.
Na saúde, Mosquini citou o exemplo de um contrato relacionado à prestação de serviços de anestesiologia, com vencimento previsto para 24 de dezembro. Segundo o coordenador, a proximidade entre o encerramento contratual e a posse da nova administração exige providências antecipadas para evitar o risco de falta desses profissionais nas unidades hospitalares. Ele informou que trabalha na questão da prorrogação contratual e mencionou outros 47 contratos da área da saúde que demandam atenção durante a transição.
Entre os serviços abrangidos por esse acompanhamento estão atendimentos em unidades de terapia intensiva, diferentes especialidades médicas, fornecimento de medicamentos e atividades necessárias ao funcionamento da rede hospitalar. Mosquini também chamou atenção para a manutenção de equipamentos essenciais, utilizando como exemplo o risco de uma unidade ficar sem energia em razão de problemas envolvendo geradores.
Não se trata de afirmar que esses serviços estejam atualmente interrompidos ou que todos os contratos apresentem irregularidades. A preocupação exposta pelo coordenador diz respeito à identificação antecipada de vencimentos, necessidades de manutenção e providências administrativas que impeçam a descontinuidade dos atendimentos durante a mudança de gestão.
É uma abordagem que atribui à transição responsabilidade superior à simples reunião de informações para o futuro governo. Ao identificar antecipadamente serviços cuja continuidade dependerá de decisões administrativas, a equipe busca reduzir o intervalo entre o conhecimento de um problema e a adoção das medidas necessárias. A efetividade desse trabalho, evidentemente, dependerá da execução das providências pelos órgãos competentes.
Para os primeiros 100 dias, Mosquini apresentou uma perspectiva de ações concentradas em necessidades imediatas. Na saúde, mencionou a proposta de uma atuação emergencial organizada por meio de um gabinete de crise, expressão utilizada pelo próprio deputado ao descrever a orientação atribuída ao governador eleito. Na infraestrutura rodoviária, citou operações de recuperação emergencial de trechos danificados, incluindo serviços de tapa-buracos. Na segurança pública, a revisão das cessões aparece entre as medidas destinadas a reorganizar a disponibilidade de efetivos.
O conjunto de iniciativas indica a intenção de iniciar a administração com intervenções em áreas diretamente relacionadas ao cotidiano da população. Entretanto, ainda não foram apresentados, no material disponível, cronogramas completos, metas quantitativas ou estimativas de recursos para a execução dessas ações. Por isso, as propostas devem ser compreendidas como diretrizes anunciadas pela transição, não como resultados antecipadamente assegurados.
A diferença entre anunciar providências e executá-las será particularmente importante na segurança pública. A revisão de centenas de cessões produzirá um indicador administrativo imediato, mas o resultado relevante estará na quantidade de profissionais que efetivamente retornarão às atividades de suas corporações, nas funções que passarão a desempenhar e na capacidade de ampliar o atendimento à população sem comprometer serviços essenciais prestados por outros órgãos.
Nesse processo, o perfil do coordenador da transição ajuda a compreender a forma como essas prioridades estão sendo organizadas. Lúcio Mosquini não chega à função como um estreante na administração pública. Com trajetória que inclui atividades como secretário estadual e 12 anos de exercício parlamentar, segundo seu próprio relato, o deputado também afirmou ter participado dos trabalhos de transição relacionados à chegada de Confúcio Moura ao governo, na passagem de 2010 para 2011.
A experiência administrativa encontra respaldo político no resultado eleitoral de 2026. Mosquini recebeu mais de 150 mil votos para a Câmara dos Deputados, tendo mencionado, na conversa deste sábado, aproximadamente 158 mil sufrágios. O parlamentar relacionou sua trajetória política, o conhecimento da máquina pública e a experiência em diferentes áreas à responsabilidade recebida para coordenar a preparação da próxima gestão.
Sua relação com Marcos Rogério, entretanto, ultrapassa a circunstância eleitoral recente. Mosquini descreveu uma amizade antiga, mantida mesmo em períodos nos quais ambos integravam partidos diferentes. Na conversa, afirmou que a proximidade pessoal atravessou distintas conjunturas políticas e que a confiança construída ao longo dos anos contribuiu para sua escolha como coordenador.
Durante a campanha de 2026, segundo relatou, os dois atuaram frequentemente juntos, também na companhia do deputado federal Fernando Máximo. Mosquini apresentou essa convivência como parte de uma relação sustentada por amizade, confiança e lealdade, destacando que seu vínculo com Marcos Rogério não se limita à filiação ao PL.
A proximidade pessoal pode facilitar a comunicação entre o governador eleito e o responsável pelo levantamento das condições administrativas do Estado. Também pode conferir maior agilidade à apresentação de problemas e à definição de prioridades. Mas a confiança política não substitui a necessidade de critérios objetivos, documentação e transparência. Quanto maior a autonomia concedida ao coordenador, maior será a importância de demonstrar como os diagnósticos apresentados se convertem em decisões fundamentadas.

A divisão de tarefas na transição não se limita ao Executivo. Em conversa com Vinícius Canova, o deputado estadual Rodrigo Camargo (Podemos), eleito vice-governador na chapa de Marcos Rogério, afirmou estar concentrado em “acompanhar tudo que está chegando” à Assembleia Legislativa para votação, com o propósito de impedir projetos prejudiciais ao interesse público, enquanto a interlocução com o governo que se despede fica a cargo de Mosquini. A atuação já tinha registro público. Na sessão ordinária de 27 de outubro, Camargo usou a tribuna da Alero para contestar o envio de matérias em regime de urgência, mecanismo que, segundo ele, retira do parlamentar as duas ferramentas de um voto consciente: o pedido de vista e o pedido de informações. “Estão aí pedindo que o deputado leia e saiba o que enfiaram no meio. Já ouviu falar do jabuti?”, questionou.
Ao exigir que as matérias fossem lidas antes de votadas, Camargo, ainda no mandato estadual, mas já com a vice-governadoria no horizonte, contribuiu tecnicamente para reduzir o risco de que a gestão Marcos Rogério comece sob os efeitos de decisões aprovadas às pressas no fim do governo atual. E estendeu o critério ao próprio grupo: “Você já pensou se o ano que vem, governador Marcos Rogério e o vice começam a mandar tudo para cá em regime de urgência? Acabou com essa Casa, pode fechar!” Deputados reagiram à dureza da fala, e um deles advertiu que o novo governo não estaria imune ao mesmo modo de operar. A objeção é legítima e reforça o ponto: a régua que Camargo fixou na tribuna passa a valer também para a administração da qual fará parte. E ele sabe disso. Sabe mais do que ninguém.
É nesse aspecto que a atuação de Mosquini encontra um ponto de contato com as propostas apresentadas anteriormente por Valdemar Camata. Em entrevista publicada pelo Rondônia Dinâmica em 22 de outubro, a partir de sua participação no Resenha Política #175, o economista defendeu que a próxima administração reduza os custos do Estado e utilize as economias obtidas para ampliar a capacidade de investimento.
Camata, que colaborou tecnicamente com a área econômica do plano de governo de Marcos Rogério, manifestou apoio à auditoria de contratos, mas fez uma ressalva importante: o rigor empregado para revisar despesas existentes precisa ser observado também nas contratações realizadas pela futura gestão. A redução dos gastos administrativos, em sua avaliação, deve servir a uma estratégia de desenvolvimento, e não representar uma finalidade isolada.
A convergência é relevante. Enquanto Mosquini descreve uma transição concentrada na eficiência do gasto, na continuidade dos serviços e na reorganização administrativa, Camata apresenta a redução do custo estatal como instrumento para ampliar investimentos estruturais. São abordagens complementares, embora a participação do economista na futura administração não tenha sido confirmada por ele.
O alcance dessa discussão também ultrapassa os primeiros meses de governo. Camata defendeu a diversificação dos corredores logísticos de Rondônia, a integração entre rodovias, hidrovias, ferrovias e aeroportos, além da ampliação da industrialização da produção estadual. Ao afirmar “Não precisamos ser reféns da BR-364”, o economista sintetizou sua crítica à dependência de uma única estrutura de transporte para atividades econômicas que exigem alternativas de circulação e escoamento.
A proposta logística não deve ser confundida com um programa já definido para execução. Ela evidencia, porém, uma questão importante para qualquer administração que pretenda transformar economias orçamentárias em capacidade de investimento: a eficiência do gasto público somente alcança seu sentido mais amplo quando contribui para melhorar serviços e enfrentar limitações estruturais.
A sucessão dessas manifestações, entre 22 e 31 de outubro, permite delinear uma direção administrativa em formação. Primeiro, um colaborador técnico do plano de governo apresenta a defesa da racionalização de despesas e de investimentos em infraestrutura. Depois, o coordenador da transição anuncia o cancelamento e a revisão de cessões na segurança pública. Por fim, detalha a preparação dos primeiros 100 dias, com atenção aos contratos de saúde, às intervenções emergenciais nas rodovias e à reorganização do funcionamento da máquina estadual.
Não há, nesses elementos, comprovação antecipada de sucesso. Há prioridades anunciadas, informações apresentadas por integrantes ligados à preparação da futura administração e decisões que ainda dependerão da atuação do governador eleito. A distinção é indispensável para que a análise da transição não se transforme em antecipação de realizações inexistentes.
Também não seria adequado converter esse conjunto de propostas em condenação genérica da administração Marcos Rocha. A existência de contratos que exigem continuidade e de servidores cedidos a diferentes instituições não demonstra, isoladamente, má gestão. Contratos e cessões podem corresponder a necessidades legítimas. A avaliação responsável deve considerar suas finalidades, seus custos e a justificativa de sua permanência, sem substituir a análise técnica por disputas políticas.
A futura administração, por sua vez, não poderá utilizar indefinidamente os problemas eventualmente identificados na transição como explicação para a ausência de resultados. A autonomia conferida à equipe de Mosquini e o levantamento antecipado de contratos, servidores e necessidades administrativas criam condições para decisões mais informadas. Também estabelecem uma responsabilidade correspondente: transformar as informações disponíveis em providências executáveis e passíveis de avaliação pública.
O primeiro teste estará nas decisões sobre segurança pública. Se a próxima gestão pretende ampliar a presença de policiais militares no policiamento ostensivo, será necessário demonstrar quantos profissionais foram efetivamente reintegrados às atividades das corporações, quais cessões permaneceram justificadas e que resultados administrativos decorreram dessa reorganização. O simples número de atos cancelados não será suficiente para medir a eficácia da política.
Na saúde, o parâmetro deverá ser a continuidade do atendimento. Nas rodovias, a realização das intervenções anunciadas. Na gestão dos contratos, a adoção de critérios consistentes tanto para revisar despesas herdadas quanto para justificar novas contratações. São exigências compatíveis com o princípio de eficiência que o coordenador da transição apresenta como uma das referências do futuro governo.
Mosquini dá o tom da transição, mas a responsabilidade pelas decisões e pelos resultados será de Marcos Rogério. A amizade, a lealdade política e a experiência do coordenador ajudam a explicar a confiança depositada em sua atuação. Não dispensam, contudo, a necessidade de que cada medida anunciada encontre fundamento administrativo e produza benefícios verificáveis.
Ao término dos primeiros 100 dias, o balanço que realmente importará não será o volume de diagnósticos produzidos, a quantidade de contratos examinados ou o número de atos administrativos assinados. Será a capacidade de demonstrar que profissionais da segurança pública passaram a exercer funções mais necessárias à população, que serviços essenciais permaneceram funcionando e que a reorganização dos recursos estaduais produziu resultados concretos. É nessa passagem entre o diagnóstico e a execução que o tom anunciado pela transição se converterá, ou não, em uma marca efetiva do governo Marcos Rogério.


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