O deputado federal Lúcio Mosquini anunciou a suspensão do processo de desintrusão na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, após decisão liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida interrompe, neste momento, a retirada de ocupantes não indígenas da área.
A desintrusão vinha causando forte tensão em municípios como Monte Negro, Jaru, Tarilândia e Alvorada do Oeste. Produtores relataram medo constante, insegurança jurídica e risco real de perder propriedades onde vivem e produzem há décadas. Também houve registros de propriedades incendiadas, o que agravou o clima de apreensão na região.
Mobilização e articulação institucional
Segundo Mosquini, a suspensão é resultado de uma mobilização conjunta. Nós atuamos diretamente em Brasília, dialogando com o STF, com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), além de manter diálogo constante com produtores e entidades representativas.
“O que sempre defendemos foi equilíbrio e diálogo. Não se pode conduzir uma medida dessa magnitude sem considerar o impacto social e econômico sobre famílias que construíram sua história nessas áreas. Essa suspensão é uma vitória importante”, afirmou o parlamentar.
Processo segue em análise
Apesar do anúncio ser recebido como um alívio imediato para os produtores rurais, o caso continua sob análise do STF. A expectativa agora é que o período de suspensão permita avanço nas tratativas e construção de uma solução definitiva que traga segurança jurídica e estabilidade no campo.
Mosquini reforçou que a mobilização continua. “Nós seguiremos acompanhando de perto. Nosso compromisso é com a paz no campo e com a justiça para todos os envolvidos.”



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