Com foco na proteção de vidas e na redução de riscos durante o período de cheia, a Prefeitura de Porto Velho está promovendo uma articulação interinstitucional com as usinas hidrelétricas que atuam na região. A iniciativa marca o início dos preparativos para as cheias dos rios na região e prevê o alinhamento de protocolos operacionais e fluxos oficiais de comunicação.
Como parte dessa estratégia, a Defesa Civil convocou as usinas hidrelétricas de Samuel, Santo Antônio e Jirau para uma reunião técnica, com o objetivo de pactuar um protocolo oficial de comunicação operacional para o período de cheia. A Prefeitura destaca a importância da integração ágil e eficiente entre os responsáveis pelo monitoramento e operação das estruturas hidráulicas e os órgãos municipais de proteção e defesa civil.
ESTRATÉGIAS
De acordo com o Diretor Executivo da Defesa Civil, Marcelo Duarte, o protocolo a ser estabelecido prevê parâmetros mínimos, prazos definidos, conteúdo padronizado e rastreabilidade administrativa das informações operacionais, especialmente em situações como, por exemplo, abertura de comportas e vertedouros, mudanças operacionais com potencial impacto a jusante, incidentes ou quaisquer eventos que possam demandar medidas emergenciais, entre outros temas.
“A gente quer entender, por exemplo, como são feitos os planos de ação dessas usinas. O produto que vai ser entregue a partir dessa reunião é um protocolo de comunicação por meio de boletins diários. A partir desses dados, conseguimos planejar as ações que serão realizadas”, concluiu Marcelo Duarte.
Ainda segundo a Defesa Civil Municipal, a formalização do Protocolo Oficial de Comunicação Operacional será fundamental para subsidiar as ações de prevenção, preparação, alerta e resposta durante o período das cheias em 2026, garantindo maior segurança à população ribeirinha e às áreas potencialmente afetadas.
Para a Coordenadora de Segurança de Barragem da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, Katia Vieira, o encontro reforça a importância da integração entre as instituições. “A união entre as usinas e a prefeitura é essencial para subsidiar a Defesa Civil com informações que permitam uma atuação preventiva, e não apenas assistencial”.
ARTICULAÇÃO
A reunião técnica interinstitucional contou ainda com a promotora de justiça Valéria Giumelli Canestrini, coordenadora do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA) do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), que acompanhou as discussões e reforçou a importância da transparência, da responsabilidade compartilhada e do cumprimento dos dispositivos legais relacionados à segurança de barragens e à proteção da população.
“Entendo que essa reunião é importante para que os órgãos, junto com a Defesa Civil e as usinas, tenham maior proximidade e conhecimento de dados, como, por exemplo, os procedimentos de aumento de vazão do rio, para que a população seja comunicada previamente e possa adotar medidas de proteção de seus bens e, principalmente, de suas vidas”, concluiu a promotora.
De acordo com o monitoramento hidrológico, o nível do Rio Madeira está em 13,59 metros, mantendo-se instável e em estado de atenção. Entre a madrugada de quarta-feira (25) e quinta-feira (26), foram registrados 52 milímetros de chuva, conforme dados do Censipam. A Defesa Civil segue acompanhando o cenário de forma permanente.



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