PORTO VELHO, RO - No programa Conexão Rondônia ao Vivo, apresentado por Ivan Frazão nesta sexta-feira, 20, o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, o prefeito de Vilhena e delegado Flori Cordeiro, tratado durante a entrevista como pré-candidato ao Governo de Rondônia, e o deputado estadual delegado Rodrigo Camargo discutiram o cenário eleitoral, a estratégia do Podemos para 2026 e as prioridades administrativas que, segundo eles, devem orientar o debate estadual nos próximos meses.
Logo na abertura, Ivan Frazão contextualizou a edição como um espaço voltado à política, mencionando o período de decisões partidárias e a janela de mudanças de legenda. Na apresentação dos convidados, Flori foi identificado como pré-candidato ao governo, classificação que seria reforçada ao longo do programa. Em sua primeira fala, Léo Moraes afirmou que o Podemos entraria no processo eleitoral com “os melhores quadros” para as disputas majoritárias e, ao citar nominalmente os integrantes do grupo, declarou: “a gente tá aqui com o nosso amigo Flori, nosso pré-candidato ao governo do estado”, atribuindo ao aliado uma gestão bem avaliada em Vilhena e relacionando esse desempenho principalmente à área da saúde.
Ao traçar um panorama partidário, Léo Moraes afirmou que o Podemos administra cidades que concentram parcela significativa da população rondoniense e sustentou que o protagonismo do partido para 2026 se apoiaria tanto nesse fator quanto no que chamou de qualidade das gestões locais. Vilhena foi apontada como referência administrativa e Porto Velho apareceu no discurso como exemplo de desafios ainda em curso, com menção a vazios assistenciais e à necessidade de ampliar serviços de saúde. O prefeito também descreveu a sigla como uma legenda de centro-direita, com debate de valores e abertura ao diálogo, ressaltando que, na condição de Executivo, o foco deve permanecer no atendimento à população.
Flori Cordeiro vinculou sua trajetória política à relação com Léo Moraes, afirmando que ingressou no partido a convite do atual prefeito da capital e que sua eleição em Vilhena ocorreu dentro desse processo. Questionado sobre prioridades para o estado, afirmou que saúde e segurança pública seriam áreas centrais, classificando o momento como crítico e defendendo que Rondônia precisa de gestão e decisões firmes para enfrentar os problemas. Segundo ele, a experiência administrativa em Vilhena demonstraria a possibilidade de melhorar indicadores a partir de organização financeira e mudanças no modelo de gestão.
Ao detalhar o modelo adotado no município, Flori mencionou a utilização de formatos de gestão com participação de entidades sem fins lucrativos e disse que o objetivo foi ampliar a eficiência do serviço sem retirada de direitos de servidores. Afirmou que esse tipo de estrutura já funciona em hospitais de referência no país e que a aplicação local teria permitido elevar a capacidade de atendimento e melhorar as condições de trabalho nas unidades, embora tenha ressaltado que não existe solução perfeita e que ajustes são permanentes.
Durante o programa, o deputado Rodrigo Camargo também participou do debate e fez críticas ao governo estadual, concentrando sua fala em questões de gestão e na necessidade de mudanças estruturais, sem entrar em detalhes técnicos sobre medidas específicas. A intervenção do parlamentar foi inserida no contexto de oposição política e de avaliação do cenário administrativo do estado.
Ao ser questionado sobre sua relação institucional com o governador Marcos Rocha, Léo Moraes adotou tom conciliador e afirmou manter diálogo respeitoso com o Executivo estadual. Ele citou sua passagem pelo Detran, quando, segundo disse, implementou políticas de redução de taxas e ações de caráter social, e afirmou que projetos estruturantes para Porto Velho foram elaborados naquele período. Também declarou que, apesar de divergências eleitorais passadas, espera cooperação entre os entes para viabilizar recursos destinados à capital.
Na sequência, o prefeito listou iniciativas municipais em andamento ou planejadas, incluindo policlínica em fase de licitação, pronto-socorro infantil, Casa da Mulher Brasileira, Casa do Autismo, novas unidades de saúde e projetos de infraestrutura, além de parcerias para construção de escolas. Ele afirmou que a administração trabalha com um conjunto amplo de projetos e que a meta é ampliar serviços e reorganizar a cidade com base em planejamento e captação de recursos.
O tema das eleições voltou ao centro da conversa quando Ivan Frazão perguntou sobre a escolha de um eventual vice na chapa de Flori. Léo Moraes reiterou que o partido pretende disputar o governo e declarou que o Podemos não abrirá mão de candidatura própria, voltando a se referir ao prefeito de Vilhena como “nosso pré-candidato a governo”. Também afirmou que Rodrigo Camargo é tratado como pré-candidato ao Senado e que a composição da chapa deverá buscar equilíbrio regional e nomes com capacidade de agregação política e técnica.
Ao comentar as articulações, Léo disse que o partido trabalha para montar chapas proporcionais e dialoga com outras siglas, citando conversas com lideranças de diferentes partidos e ressaltando que o período de filiações deve intensificar as negociações. O objetivo, segundo ele, é apresentar um projeto político estruturado antes de definir alianças, preservando a linha programática do grupo.
Flori complementou a discussão ao afirmar que pretende levar ao debate estadual os resultados administrativos de Vilhena. Entre os pontos citados, mencionou expansão de unidades de saúde, obras em andamento, melhorias na atenção básica e implantação de transporte coletivo gratuito, além de investimentos municipais financiados com recursos próprios. Segundo ele, mais importante do que obras específicas foi a reorganização administrativa que, na avaliação apresentada, ampliou a capacidade de execução da prefeitura.
No encerramento, Léo Moraes afirmou que o Podemos pretende chegar ao processo eleitoral “unido e coeso” e que o partido se vê preparado para disputar o governo em 2026. Flori agradeceu a participação e reforçou a relação política com o grupo, enquanto Camargo fez uma breve mensagem ao público sobre a importância do engajamento cívico. Ivan Frazão concluiu a edição destacando o objetivo do programa de oferecer informação para que o eleitor acompanhe o cenário político com mais elementos de análise.



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