PORTO VELHO, RO - O RD Entrevista exibe, em sua 28ª edição, um especial que reúne os seis nomes da disputa pelo Governo de Rondônia: Samuel Costa (PSB), Hildon Chaves (União Brasil), Marcos Rogério (PL), Expedito Netto (PT), Pedro Abib (MDB) e Adaílton Fúria (PSD). Com o título "Os Seis Caminhos para Rondônia", o programa vai ao ar na véspera do primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro de 2026. Ele reúne trechos das entrevistas conduzidas pelo jornalista Vinícius Canova entre 15 de abril e 25 de maio, ainda na pré-campanha.
As falas aparecem organizadas por temas, e cada uma é identificada com a data da gravação. Samuel Costa foi entrevistado em 15 de abril, Hildon Chaves em 22 de abril e Marcos Rogério em 27 de abril. Expedito Netto falou em 4 de maio, Pedro Abib em 18 de maio e Adaílton Fúria em 25 de maio.
Na apresentação das trajetórias, Hildon Chaves cita os 21 anos como promotor de Justiça e os dois mandatos na Prefeitura de Porto Velho. Adaílton Fúria relata que começou a trabalhar como picolezeiro e engraxate antes de chegar à Prefeitura de Cacoal. Marcos Rogério lembra que foi vereador, deputado federal e senador e reconhece erros na eleição de 2022. "Foram erros que eu cometi, erros na abordagem política, na formação de alianças", afirmou.
Expedito Netto menciona a passagem pela Câmara dos Deputados e pela Secretaria Nacional da Pesca. Pedro Abib diz ter decidido deixar a zona de conforto para entrar na política. Samuel Costa aposta no conhecimento técnico: "Se eu não tirar uma nota maior do que a de todo mundo, eu nem candidato era".
A saúde ocupa o maior bloco do especial. Samuel Costa aponta unidades novas sem profissionais suficientes e cita Guajará-Mirim. "Só que a estrutura é moderna, o porcelanato, tudo bonito, mas não tem material humano", disse. Expedito Netto se posiciona contra a terceirização de hospitais. "Significa deixar de salvar uma vida para dar dinheiro para alguém", declarou.
Adaílton Fúria cita o hospital municipal de Cacoal, que, segundo ele, foi construído em 14 meses. Ele defende concurso público e contratação de mão de obra para saúde, infraestrutura e segurança pública. "Eu fiz muito com pouco", afirmou.
O novo hospital para Porto Velho divide os candidatos quanto ao prazo. Hildon Chaves fala em até três anos, pelo modelo BTS, em que um particular constrói o prédio e o aluga ao poder público. "Olha, eu fiz uma rodoviária em um ano e meio, mas a gente coloca um prazo de três anos que vai que tem alguma intercorrência, alguma coisa assim", declarou. Marcos Rogério defende um prazo menor. "Eu entendo que é possível fazer o novo Hospital de Urgência e Emergência de Porto Velho já no primeiro ano de mandato", disse.
Marcos Rogério também propõe usar os hospitais do interior como retaguarda de atendimento. Pedro Abib defende políticas de saúde baseadas na ciência e com apoio de pesquisadores. "Ninguém lá no João Paulo quer saber das pautas morais que estão sendo discutidas", afirmou.
O pedágio da BR-364 concentra o debate sobre custo de vida. Marcos Rogério diz não se opor à concessão. "Eu acho que ela é uma alternativa. Eu sou contra o abuso", declarou. Ele defende usar a arrecadação acima do projetado para baixar a tarifa: "O que eu tenho defendido é a redução da tarifa".
Adaílton Fúria propõe reunir a sociedade civil e a classe política em uma grande manifestação para buscar uma solução para o pedágio. "O que não dá é para ficar do jeito que está e todo mundo pagando a conta", disse. Ele também critica o preço da energia no Estado. Expedito Netto questiona políticos que defenderam a privatização e hoje reclamam da tarifa.
Na economia, Pedro Abib propõe transformar a produção de soja, leite e madeira em vez de vender a matéria-prima. "Eu não preciso vender a madeira, Vinícius, eu posso beneficiar ela e vender o produto pronto", afirmou. Hildon Chaves apresenta como resultados de sua gestão o asfaltamento, a educação e a iluminação de Porto Velho. Samuel Costa, de oposição ao governo estadual, reconhece programas da atual gestão, como o Prato Fácil. Expedito Netto cobra reconhecimento aos investimentos federais nos municípios.
O especial também mostra como os candidatos se posicionam diante da política nacional. Marcos Rogério, que coordena em Rondônia a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, rejeita o rótulo de radical. "E hoje estou num partido, aliás o Brasil inteiro me vê como direita e alguns até me acham de uma direita mais radical, embora eu não seja, eu sou de direita, não sou radical, não sou extremista, como querem colocar o carimbo", declarou.
Expedito Netto, que votou pelo impeachment de Dilma Rousseff, foi perguntado se entrou para a história como golpista. "Eu não vejo como um golpista. Eu entendo que naquele momento o país estava parado", respondeu. Ele se define como de centro-esquerda.
Samuel Costa se declara progressista, mas pede que o debate estadual deixe a polarização de lado. "Só que nessa discussão aqui, no âmbito do Estado, as pessoas têm que se desapegarem das intoxicações ideológicas", disse.
Adaílton Fúria relata ter mantido diálogo com os governos de Jair Bolsonaro e de Lula enquanto foi prefeito. "Quem governa não é partido, quem governa é pessoas", afirmou. Hildon Chaves elogia Ronaldo Caiado e defende a experiência em cargos executivos. Pedro Abib diz ter autonomia em relação às escolhas nacionais do MDB e rejeita rótulos.
No bloco de confrontos, Hildon Chaves afirma que Adaílton Fúria ainda não está pronto e critica a renúncia a mandatos. "Eu tenho uma certa reticência, eu não acho legal você sair pulando mandatos", disse. Adaílton responde comparando os orçamentos de Cacoal e de Porto Velho. "Eu entreguei muito com pouco e ele entregou muito com muito", declarou.
Adaílton Fúria também critica a atuação de Marcos Rogério na concessão da BR-364. "Houve várias audiências públicas, o senador Marcos Rogério não participou de nenhuma, não fez a função dele como senador da república, que é nos defender e fiscalizar a elaboração desse contrato, fiscalizar os valores embutidos nesse contrato", afirmou. Marcos Rogério diz que, ao assumir a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado, aprovou requerimentos para debater o pedágio. "Eu fiz audiência pública em Ji-Paraná, eu fiz audiência pública lá em Vilhena e eu fiz audiência pública lá em Brasília, na sede da Comissão de Infraestrutura", declarou.
Samuel Costa questiona a atuação de Adaílton Fúria na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. Expedito Netto e Adaílton Fúria apresentam versões diferentes sobre o fim da relação política entre os dois. "Não, acho que ele segue o caminho dele, eu sigo o meu caminho", disse Expedito. "E a partir dali eu nunca mais falei com o Netto", afirmou Adaílton, depois de relatar a candidatura da esposa a deputada federal.
Pedro Abib foi questionado sobre uma notificação extrajudicial enviada a um colunista que havia antecipado sua pré-candidatura. "Quem fez a notificação foi a IRB, para a Emicare, que é uma empresa privada, que não tem relação nenhuma formal, salvo uma parceria com a Católica", declarou. Ele defendeu a liberdade de imprensa: "Uma liberdade de imprensa é fundamental para a democracia".
Na rodada final, cada candidato apresenta uma síntese da candidatura. "Eu não sou candidato e não deixei uma prefeitura para vir ser candidato a governador do estado de Rondônia para fazer mais do mesmo", afirmou Adaílton Fúria. Pedro Abib defende ciência, tecnologia e inovação. Expedito Netto aposta na cooperação: "Pensem que talvez a cooperação entre governo federal e governo estadual possa beneficiar muito a população".
Marcos Rogério promete "um governo que olhe para as pessoas". Hildon Chaves diz que a experiência de oito anos na capital pode ser replicada no Estado. Samuel Costa diz que estará "disposto a governar para todos, priorizando as pessoas mais simples, as pessoas mais fracas".
O especial termina com a orientação para que o eleitor consulte o local de votação e as candidaturas no site tse.jus.br. O RD Entrevista é uma produção dos estúdios Rondônia Dinâmica em parceria com o Informa Rondônia. A direção técnica, pós-produção e motion é de Roberto Lamarão.


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