As convenções partidárias terminaram. Em Rondônia, os partidos e federações definiram seus candidatos a governador, vice, duas das três vagas ao Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
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O prazo para entrega das atas para homologação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) é o próximo dia 15 e, no dia seguinte (16), estarão abertas as campanhas. Seis candidatos já estão trabalhando seus nomes visando à sucessão estadual (governador e vice), cargos que mais mobilizam o eleitorado.
O futuro político de Rondônia está nas mãos do próximo governador e de sua equipe. O Estado, apesar de jovem (foi criado em dezembro de 1981 e instalado no dia 4 de janeiro de 1982), é uma das poucas, se não a única, fronteiras econômicas do País.
Em outubro, teremos eleições gerais e o eleitor terá a oportunidade de eleger o futuro governador para os próximos 4 anos, que assumirá a partir de janeiro de 2027. A campanha eleitoral terá início na segunda quinzena deste mês, momento em que os candidatos terão a oportunidade de apresentar os planos de governo que realmente estejam alicerçados nas prioridades de Rondônia, que, apesar de ser um Estado rico na agricultura e pecuária, é pobre em áreas fundamentais, como a saúde e o transporte, que é comprometido pelas sete praças de pedágio na BR-364, devido aos preços absurdos, com sérios prejuízos para a economia regional, pois Rondônia, apesar de ter o transporte fluvial, via Rio Madeira, depende, a exemplo de outros Estados, do transporte rodoviário.
O eleitor, na hora do voto, tem que cobrar dos candidatos à sucessão estadual projetos e propostas viáveis para amenizar a situação da saúde pública, que é precária e grave, na Capital (Porto Velho) e no interior, que dependem do Pronto-Socorro João Paulo II, implantado para atender à demanda da Usina Hidrelétrica de Samuel, na década de 90. O PS João Paulo II, muito criticado, atende à demanda de Porto Velho, de boa parte do interior, de parte do Amazonas e até da Bolívia.
Porto Velho é a única capital do País que não tem pronto-socorro municipal, situação que está sendo amenizada pelo atual prefeito, Leo Moraes. Mais de 70% dos acidentes em Porto Velho têm motocicletas envolvidas, resultando em enorme demanda de fraturas e atendimento no JP II, que tem pacientes nos corredores, em colchões e macas, mas atende.
Hoje, temos como candidatos a governador e vice o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves e o deputado estadual Cirone Deiró, ambos do União Brasil; o senador Marcos Rogério (PL) e o deputado estadual delegado Rodrigo Camargo (Podemos); o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria e o empresário de comunicação e ex-deputado estadual Ewerton Leoni, filiados ao PSD. Também são candidatos o ex-deputado federal Expedito Netto, tendo como vice o advogado Luiz Teodoro (PSOL); pelo MDB, Pedro Abib e o ex-senador Amir Lando como vice; e Samuel Costa (PSB), com o sargento Machado como companheiro de chapa.
O prazo para homologação das atas pelo TRE terminará no dia 15 e, até a data, poderão ocorrer alterações. A partir do dia 16, estarão abertas as campanhas eleitorais, incluindo serviços de alto-falantes, carreatas, comícios, distribuição de materiais de campanha e internet.
Os candidatos devem apresentar projetos identificados com a realidade econômica, social e política de Rondônia. O eleitor deve cobrar um Plano de Governo com prioridades voltadas, por exemplo, para a saúde pública, pois entra governo, sai governo e ela continua precária; e para a situação do “Corredor da Morte”, trecho da BR-364 de Porto Velho a Vilhena, com cerca de 700 km, onde ocorrem diariamente acidentes, sendo a maioria com vítimas fatais, e que foi terceirizado pelo Governo Federal por 30 anos.
A situação da BR-364 é crítica. A “administradora” do trecho, a Nova 364, implantou, em prazo recorde, as 7 praças de pedágio, com preços desproporcionais aos das demais praças existentes em outros Estados, cobrados desde janeiro. Melhorias?! Limpeza do acostamento.
Os mais de 100 km de duplicação, as terceiras pistas, passarelas (inferiores e superiores), túneis e viadutos estão no projeto com prazo de 30 anos. Isso significa que, nesse período, não teremos a necessária duplicação do trecho, que não suporta uma demanda de 2,5 mil veículos pesados/dia em períodos de safras de grãos (soja, milho, café), além da exportação de carne bovina, que também é elevada, via Rio Madeira.
Saúde pública não é um problema de Rondônia, mas da maioria dos Estados, porém o eleitor tem que cobrar um projeto viável e emergente para o setor, que é fundamental, pois envolve vidas humanas, pessoas, gente.
O processo de industrialização também deve estar no planejamento como prioridade. Se hoje Rondônia está entre os maiores exportadores de soja do País, por que não industrializar ao menos parte? Por que exportamos a soja in natura e depois a compramos industrializada de outros Estados?
A mesma situação é para o gado. O Estado precisa pensar grande, como ele é, e manufaturar parte do que produz no campo. É garantia de empregos qualificados e economia fortalecida.
Outro segmento que deve estar entre as prioridades emergentes é a Segurança Pública. As facções estão, a cada dia, ocupando mais espaços e o povo correndo risco para ir ao trabalho, para os filhos irem à escola e para o lazer. Mesmo fechado em casa, o risco é enorme, pois as ações criminosas estão, a cada dia, mais violentas e crescentes.
Segurança pública, saúde, industrialização, além de educação, cultura e esportes, devem constar do planejamento para a Rondônia do futuro. O eleitor precisa ser seletivo.
É necessário que os candidatos deem um basta às promessas impossíveis e tenham como exemplo o saudoso ex-governador do Paraná Jaime Canet Júnior, que não aceitou concorrer à reeleição porque sempre defendeu a rotatividade de Poder e tinha como lema uma frase ausente nos políticos de hoje: “Não estou aqui para fazer promessas, mas para assumir compromissos”.


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