Mais de 20 anos depois de matar os pais, Suzane von Richthofen voltou a dominar as conversas. Agora, a assassina vai ficar milionária por causa de um documentário da Netflix, que vai pagar R$ 500 mil para ela aparecer. E eu, e talvez você, sejamos culpados disso.
Condenada pelo assassinato de Manfred Albert e Marísia von Richthofen em 2002, Suzane virou protagonista da nova produção da plataforma de streaming. Ela deu entrevista, mostrou a sua vida em regime aberto, e até revisitou a mansão onde os pais foram mortos a pauladas, no Campo Belo, em São Paulo.
Mas o jogo por trás desse documentário vai além da nossa curiosidade. É justo um criminoso lucrar milhões contando a sua tenebrosa história?
Sim, a gente tem culpa nesse cartório. Histórias assim mexem com algo mais profundo: o medo de que o perigo não venha de fora, mas sim de dentro da própria casa. Talvez isso explique o motivo desse crime virar uma obsessão nacional. Talvez seja por isso que a gente vê, revê, comenta e consome cada nova versão da mesma história.
Mas não é só curiosidade. Por trás da repercussão da volta de Suzane, tem uma verdade bem incômoda. A gente diz que quer entender, mas, na verdade, só quer reviver o choque.



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