A repercussão da expulsão de estudantes por bullying em um colégio de alto padrão em São Paulo levou a atriz Samara Felippo, de 47 anos, a retomar publicamente um episódio envolvendo sua filha e a criticar o tratamento dado a casos de racismo no ambiente escolar.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a atriz afirmou que há disparidade na forma como instituições lidam com diferentes tipos de violência. Para ela, enquanto o bullying recebe respostas mais rígidas, situações de cunho racial tendem a ser minimizadas, mesmo com impactos profundos sobre as vítimas.
Ao recordar o caso vivido por sua filha em 2024, Samara destacou que enfrentou resistência ao cobrar punições mais severas. Na época, a adolescente teve um trabalho escolar copiado e, posteriormente, destruído por colegas, que escreveram ofensas racistas no material. Após a denúncia, houve suspensão das envolvidas e registro policial, mas a atriz afirma que o desfecho ficou aquém do esperado.
A atriz reforçou sua posição ao detalhar a diferença entre os dois tipos de violência e relembrou sua cobrança por medidas mais duras. “Fiquei me perguntando por que num caso de bullying eles expulsam nove alunos, que é correto, e num caso de racismo, que acontece todos os dias em ambiente escolar, onde seria um ambiente acolhedor, eles relativizam. Na época eu fui muito atacada porque eu pedi a expulsão das agressoras, eu briguei tanto pela expulsão, não por odiar, que elas se ressocializem em outro lugar. Minha filha nem tá mais nessa escola. Eu acho que tenho que deixar algo muito claro aqui também. Bullying e racismo são coisas completamente diferentes. Bullying qualquer criança tá sujeita a sofrer essa violência, racismo só crianças pretas sentirão essa dor. Violências contra crianças, contra adolescentes, que causam impactos eternos, dores emocionais, físicas, evasão de escola”.
A atriz ainda defendeu a ampliação do chamado letramento racial, ressaltando que o combate à discriminação exige mais do que posicionamentos públicos. Segundo ela, é necessário adotar atitudes concretas no cotidiano, reconhecer privilégios e agir diante de situações de injustiça.
Samara também demonstrou preocupação com a falta de responsabilização em casos desse tipo e afirmou que o debate precisa avançar. Em declarações anteriores, chegou a afirmar que o episódio envolvendo sua filha foi tratado de forma inadequada, sem consequências proporcionais à gravidade dos fatos.



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