COLUNAS (RE)PUBLICADAS
ERREI: No dia 27 citei o sr. Bohemundo Álvares Afonso como pai do historiador Esron Penha de Menezes. O pai dele foi o cidadão Esron de Menezes Leite
Esron: “E qual das casas é a minha?
CAUSOS DO ESRON
Muitas vezes a conversa de quase todas diárias na área em frente à casa do historiador e jornalista Esron Menezes, “viajava” do fato histórico que ele conviveu com causos que dávamos muitas risadas, mas que, no fundo mesmo eram passagens sérias.
Esron Menezes, professor, jornalista, implantador da Guarda Territorial e do Corpo dem Bombeiros, historiador (1914/Humaitá - 2009/Porto Velho)
Às vésperas de casar o Esron foi encarregado de acompanhar a construção do conjunto “Caiari” e da distribuição delas. “O coronel Aluízio Ferreira, então diretor da ferrovia Madeira-Mamoré o encarregou de uma lista e a cada nome seria entregue uma chave. “Desde o notei que faltava uma chave, mas quando eu perguntava dele dizia que era para um amigo e encerrava a conversa por aí, dizendo que não confiava que eu fosse mesmo casar”.
Conjunto "Caiari", década de 1940
“Aluguei uma casa e transferi para lá os móveis, e no dia do casamento eu estava com uma malária, mesmo assim fui casar. Acabada a cerimônia fomos andando e o coronel Aluízio veio me cumprimentar, meteu a mão no bolso e me entregou a chave dizendo que temia que eu deixasse a noiva no altar”.
De outra feita o Esron foi mandado ao Rio de Janeiro em companhia de um funcionário do governo, e lá esse seu amigo conheceu uma jovem que fora a primeira Miss Porto Velho (1917), e desse conhecimento surgiu uma aproximação e o Esron foi encarregado de pedir autorização da mãe para o namoro dos dois.
Brasil, campeão de 1958. De pé: Técnico Vicente Feola, Djalma Santos, Zito, Belini (com a taça), Nilton Santos Orlando e Gilmar; agachados Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagalo e o massagista Paulo Amaral
“Não sei se eu errei o pedido mas quando soube da possibilidade da filha retornar a Porto Velho, a pretendida futura sogra deu um “não” e, apesar da moça ter mais de 30 anos o namoro que não existiu terminou por aí.
Tem muitos causos do Esron mas só gosto de rir quando lembro desses dois e mais o da final da Copa do Mundo de 1958. Ele e mais um grupo de notívagos foram para o clube “Bancrévea”. O Brasil vinha embalado: vencera 3 dos cinco jogos, 11 gols e só dois contra. “O jogo foi pela manhã e aqui “Porto Velho” não tinha nem emissora de rádio. Aqui escutávamos pelas rádios “Nacional” e Tupy”.
Na época a estática prejudicava muito o som e muitas vezes confundia a recepção. “De repente “Gol”. Vibramos, soltamos foguetes foi quando chegou um membro do grupo que se atrasara e gritou que nós festejamos foi o primeiro gol da Suécia (final Brasil 5x2). Todas as vezes que o Esron contava ele ria muito.
A partir da década de 1960 Esron passou a escrever um coluna no jornal “O Guaporé”, fundado em 1952 para dar apoio ao deputado federal Aluízio Ferreira – na época o Território tinha outros dois jornais, o “Alto Madeira” circulando desde 1917 e o “Imparcial” em Guajará-Mirim.
Coluna "História Antiga", assinada por CEM, o Capitão Esron Menezes, no Alto Madeira



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