A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou nesta quinta-feira (12) que recebeu um pedido de desculpas da presidente do SBT, Daniela Beyruti, após declarações feitas pelo apresentador Ratinho durante programa exibido ao vivo. Segundo a parlamentar, o contato ocorreu por telefone e a emissora manifestou que o posicionamento não representaria o grupo.
Em entrevista ao programa “Jornal dos Famosos”, da Leo Dias TV, Hilton relatou que a conversa durou cerca de dez minutos e que ouviu da executiva um pedido formal de desculpas. “Recebi uma ligação da Daniela Abravanel mais cedo. Me ligou, trouxe a visão do grupo. Pediu desculpas. Falou que o programa era ao vivo. Então, me parece que esse não é um comportamento que representa o SBT e o Grupo Silvio Santos”, declarou.
A deputada destacou que as medidas judiciais adotadas por ela têm como alvo exclusivamente o apresentador. “É um caso isolado do apresentador Ratinho e nós seguiremos atuando para que todas as ações sejam destinadas a ele. Tendo em vista essas respostas que foram recebidas e essa ligação que recebi da presidente da emissora”, afirmou.
Durante a conversa, Hilton disse ainda ter comentado sobre sua relação com a programação do canal. “Ela me ligou. Tivemos uma conversa de quase dez minutos. Ela foi muito gentil, muito educada. Eu disse para ela, inclusive, o quanto minha avó sempre gostou muito do SBT, do Silvio Santos. Eu cresci vendo o SBT. Ela ficou extremamente feliz e reiterou o pedido de desculpas da emissora”.
A controvérsia teve início após uma edição do “Programa do Ratinho”, exibida na quarta-feira (11), quando o apresentador afirmou que Erika Hilton “não é mulher” ao comentar a eleição da deputada para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A fala gerou críticas nas redes sociais. Hilton, que é uma mulher transexual, protocolou nesta quinta-feira um pedido de investigação no Ministério Público Federal (MPF) por declarações consideradas transfóbicas e solicita indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti.



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