Publicada em 06/02/2026 às 14h23
A atriz Danni Suzuki voltou a falar publicamente sobre um dos episódios mais delicados de sua vida pessoal: a perseguição sofrida por um stalker ao longo de 17 anos. O relato foi feito durante participação no Encontro, onde ela detalhou como a situação extrapolou os limites do virtual e passou a ameaçar pessoas próximas.
Segundo Danni, mensagens ofensivas e invasivas fazem parte da rotina de figuras públicas, mas o caso ganhou outra dimensão quando amigos e familiares começaram a ser alvos diretos. “Pra pessoas públicas é bem normal receber diversos tipos de mensagens, tanto de amor quanto de ódio. Mas isso tomou uma proporção muito maior quando os meus amigos começaram a relatar que este homem não só falava de mim, mas que os ameaçava de morte também”, contou.
Em conversa com Patrícia Poeta, a atriz revelou que decidiu investigar o agressor por conta própria e encontrou diversos perfis nas redes sociais usados ao longo dos anos. “Ele me mandava áudios, vídeos, PIX, mensagens no meu celular pessoal, que ele também teve acesso”, relatou.
As ameaças, segundo Danni, passaram a envolver também o ambiente profissional. “Começou a ameaçar meus chefes, meus colegas de trabalho, dizendo que se não me mandasse embora ele iria matá-los”, disse. Com o tempo, a perseguição deixou de ser episódica e se tornou contínua. “Deixaram de ser ameaças pontuais pra se tornar uma perseguição de 24h não só da minha vida pessoal, mas de todas as pessoas ao meu redor que eu amo tanto.”
A atriz afirmou que a situação se agravou após a obtenção de uma medida protetiva. “Ele detalhou muito como ele ia me matar, e não só a mim, meu filho e meus amigos. Enquanto eu estava na delegacia ele continuava me mandando mensagens”, relatou.
Danni comparou o impacto psicológico da perseguição a uma invasão constante da intimidade. “É como se você carregasse o stalker pra dentro de casa, porque ele tá ali no seu celular, na sua conta bancária, no seu e-mail”, refletiu. Por causa disso, ela contou que precisou mudar hábitos e rotina. “Eu mudei a minha rotina de vida por causa dele, e comecei a perceber que as pessoas que eu amo estavam se sentindo ameaçadas.”
O homem foi preso em janeiro deste ano, em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo. Apesar da prisão, a atriz afirma que o sentimento de segurança ainda não é pleno. “É uma violência psicológica constante. Agora que ele tá preso, eu fico um pouco aliviada, sentindo que as coisas tomaram um rumo. Mas ainda não me sinto segura”, concluiu.



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