Publicada em 06/02/2026 às 15h50
Uma série de ações voltadas à adaptação climática e à proteção das comunidades que vivem às margens do rio Madeira estão sendo executadas pela Prefeitura de Porto Velho. As medidas combinam atendimento social, articulação intersetorial, logística de emergência e suporte direto às famílias em áreas de risco, diante das chuvas e aumento do nível do rio ou de estiagem provocados por mudanças climáticas e variabilidade hidrológica.
Entre as iniciativas já em andamento está o serviço itinerante do Cadastro Único, levado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semias) às comunidades de Vila Calderita, Aliança e Cujubim Grande, no médio Madeira, nos meses de fevereiro e março. O objetivo é atualizar dados de famílias em situação de vulnerabilidade para ampliar o acesso a programas e benefícios sociais. A ação também alcança localidades menores, como Bom Será, Brasileira e Agrovilas.
No campo da prevenção e resposta à cheia do rio, a Prefeitura coordena reuniões estratégicas entre Semias, Defesa Civil, Educação e outras áreas para alinhar atribuições e garantir atendimento rápido em caso de impactos causados pelo aumento dos níveis das águas. Essa articulação inclui organização de fluxos de atendimento, ajuda humanitária e definição de abrigos temporários.
Ajuda aos moradores
A Defesa Civil Municipal mantém o monitoramento constante dos níveis do rio e protocolos de prevenção. Em ações concretas, o município promoveu entregas de cestas básicas, água potável, hipoclorito de sódio e kits de higiene às comunidades afetadas pela cheia de 2025, em localidades como Nazaré, São José da Praia e Conceição da Galera. A Operação “SOS Ribeirinhos”, que conduziu esse atendimento, segue ativo com apoio de parceiros e da sociedade civil organizada.
Em ações concretas, o município promoveu entregas de cestas básicas, água potável, hipoclorito de sódio e kits de higiene
A prefeitura também realizou missões de reconhecimento e apoio direto às áreas mais atingidas, com participação de órgãos federais e estaduais, para entender as necessidades locais e levar assistência médica, vacinação, medicamentos e insumos essenciais.
Outra ação de adaptação é a criação do Núcleo Comunitário da Defesa Civil (Nupdec), que capacita moradores das próprias comunidades para atuar na prevenção e resposta a emergências. Essa ação fortalece a preparação local para enfrentar eventos extremos.
Na última quarta-feira (3), equipes formadas por servidores e técnicos da Defesa Civil Municipal e da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias) atuaram diretamente nas comunidades impactadas pela enchente.
Durante as ações, foram distribuídas cestas básicas, água potável e hipoclorito de sódio às famílias afetadas. As entregas contemplaram as comunidades de Itacoã, com 14 kits, Pau D’Arco, com dois kits, e Bom Jardim, onde foram distribuídos 38 kits de suprimentos essenciais.
Paralelamente à entrega dos donativos, equipes da Semias realizam levantamentos por meio de formulários de avaliação biopsicossocial. O trabalho também inclui orientações sobre o registro no Cadastro Único (CadÚnico), etapa fundamental para que as famílias tenham acesso aos programas de assistência social do Governo Federal.
Por fim, o município decretou estado de alerta de emergência durante os períodos críticos do rio Madeira, mobilizando órgãos públicos e comunidades para prevenção e redução de danos causados por eventos climáticos adversos, como enchentes.
A ação tem como foco apoiar famílias em situação de vulnerabilidade social
Campanha de doação
Outra iniciativa é a campanha “O Rio nos Une” segue arrecadando roupas que serão destinadas às populações ribeirinhas do Baixo Madeira, em Porto Velho.
A ação tem como foco apoiar famílias em situação de vulnerabilidade social, impactadas pela cheia do rio Madeira e pelo período de estiagem registrado no último ano.
O movimento é realizado pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM) e da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMDC), e busca garantir apoio básico às comunidades afetadas, respeitando as especificidades da população ribeirinha.
As doações podem ser entregues na sede da Defesa Civil Municipal, localizada na Rua Abunã, entre as ruas Guanabara e Rafael Vaz Silva, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. A Casa dos Conselhos, na Rua Guanabara, nº 965, bairro Nossa Senhora das Graças, também funciona como ponto de coleta.
Mais informações, esclarecimento de dúvidas ou agendamento de coletas podem ser feitas pelo WhatsApp da Defesa Civil: (69) 98473-2111.
Essas ações mostram a combinação de atendimento social, prevenção, infraestrutura de apoio e articulação entre secretarias e instituições para reduzir vulnerabilidades e aumentar a resiliência das populações ribeirinhas frente às variações climáticas e aos riscos naturais associados ao rio Madeira.
Texto: Francisco Costa



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