Publicada em 31/01/2026 às 10h45
O mapa das Eleições Gerais de 2026, que serão realizadas em outubro (dia 5, primeiro turno, e dia 25, onde houver necessidade de segundo turno), está sendo desenhado, mas a expectativa é enorme devido ao volume de candidatos que os partidos podem registrar para os cargos que estarão em disputa. Este ano teremos eleições para presidente da República, governadores e os respectivos vices; duas das três vagas de cada estado e do Distrito Federal ao Senado; Câmara Federal e Assembleias Legislativas.
Hoje estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 17 partidos e vários deles em federação, o que possibilita a união somente para os cargos proporcionais. É importante sempre ressaltar que as federações partidárias têm requisitos bem mais específicos do que as coligações possuíam. Cumpre lembrar, ainda, que as coligações continuam existindo, mas somente é possível realizá-las para os cargos majoritários (presidente da República e vice, governador e vice, prefeito e vice).
Estão registrados no TSE 30 partidos políticos, e existem mais 23 em fase de organização. Entre partidos isolados e federados, são 17 partidos em condições de disputar as eleições em Rondônia.
Cada partido ou federação tem condições de lançar até 25 candidatos, o que representa a possibilidade de cada um colocar na disputa 24 candidatos. Ou seja, no máximo, teremos 426 candidatos a deputado estadual nas eleições de outubro próximo.
Na atual composição da Assembleia Legislativa (Ale) de Rondônia, temos 24 cadeiras. Dos 24 parlamentares, até o momento, somente o delegado Rodrigo Camargo (Republicanos-Ariquemes) se manifestou como pré-candidato a uma das duas vagas ao Senado, e Ezequiel Neiva (UB-Cerejeiras), a deputado federal.
Também não estaria descartada uma pré-candidatura do presidente da Ale-RO, Alex Redano (Republicanos-Ariquemes), à sucessão estadual, mas é um assunto que está sendo tratado nos bastidores. Redano tem uma reeleição sem dificuldades e a investida em uma candidatura majoritária seria uma medida ousada, mas que necessita de organização e de um grupo político sólido.
Talvez a recente filiação do governador Marcos Rocha ao PSD, já como presidente regional do partido, provoque uma revolução na política regional. Uma parceria com o presidente da Ale-RO não estaria descartada, inclusive a possibilidade de Rocha rever sua recente posição de não disputar uma das vagas ao Senado.
No caso de Rocha entrar na disputa deste ano, ele terá que renunciar seis meses antes das eleições, assumindo o vice, Sérgio Carvalho (UB), com quem teve divergências após uma viagem do governador ao exterior. Rocha ficou mais tempo fora do país do que permitia a Constituição, mas os deputados se reuniram extraordinariamente, ampliaram o prazo, e Sérgio não assumiu o comando do Estado.
Como o União Brasil é dominado pelos Gonçalves — o irmão de Sérgio, Júnior, foi chefe da Casa Civil em quase todo o primeiro mandato de Rocha e parte do segundo e sempre foi quem mandava e desmandava no governo —, Rocha precisava ter em mãos outro partido para poder planejar seu futuro político ou “pendurar as chuteiras”, como se diz popularmente no meio político. Optou por deixar o UB e assumir um partido forte em nível nacional e sólido em Rondônia, o PSD.
É importante destacar que o PSD tem o deputado estadual Laerte Gomes, maior votação (25.603 votos) nas eleições de 2022, que já foi prefeito de Alvorada do Oeste e presidiu o Legislativo estadual. É um dos políticos mais experientes do estado e certamente deverá liderar a votação na reeleição deste ano, sendo fundamental para o futuro político do seu partido.
O PSD tem três deputados estaduais eleitos em 2022. Além de Laerte, tem Cássio Góes, de Cacoal, que também não deverá enfrentar dificuldades para conseguir um novo mandato, e Nim Barroso, de Ji-Paraná, que foi o deputado estadual que obteve a menor votação (7.609 votos) em 2022, mas teve grande importância na eleição do prefeito Affonso Cândido (PL) em 2024. Deverá contar com o apoio de Affonso no processo de reeleição.
Além de Laerte, temos outros deputados que estarão em busca de um novo mandato e trabalham diuturnamente para isso. Porto Velho é representada por sete deputados, e todos estão se preparando para tentar a reeleição. Os demais (17) são do interior. Três deles estarão em busca de outros cargos, e os demais, da reeleição.
A expectativa é de enorme disputa pelas 24 cadeiras da Ale-RO. Até o momento, 14 se preparam para a reeleição, mas há inúmeras lideranças na capital e no interior que estão trabalhando para conquistar uma das 24 cadeiras do Parlamento estadual.
Porto Velho tem ao menos 30% dos atuais vereadores que almejam uma das vagas na Assembleia Legislativa e também na Câmara Federal. Ariquemes, Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná, Rolim de Moura, Cacoal e Vilhena também têm vereadores com ampla folha de bons serviços prestados à população e com condições de sucesso nas eleições deste ano, além de lideranças agrícolas, sindicais e comerciais.
A previsão é de uma disputa das mais acirradas à sucessão estadual, mas a mobilização é ainda maior quando se trata da Assembleia Legislativa. Hoje já existe a possibilidade de termos mais de 420 candidatos e, até as convenções (20 de julho a 5 de agosto), quando serão definidos os candidatos aos cargos eletivos, teremos uma verdadeira maratona, que exige fôlego de uma São Silvestre daqueles que têm pretensões de chegar entre os primeiros.
Os pretendentes que se preparem…



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