Publicada em 27/01/2026 às 11h45
Uma reflexão sobre poder, audiência e responsabilidade nas redes sociais marcou a participação de Luana Piovani em um evento no Teatro Rival, nesta segunda-feira (26). Em tom direto e sem concessões, a atriz questionou a lógica que transforma influenciadores digitais em referências absolutas da internet e citou Virginia Fonseca como exemplo durante a fala.
No palco, Luana afirmou que não se considera refém dos mecanismos de engajamento das plataformas digitais e transferiu a responsabilidade para quem consome conteúdo. “O algoritmo trabalha muito a meu favor. Eu não sou escrava dessa p#@!. Eu fico chocada. Ao mesmo tempo que eu vou lá e critico e tal... Mas é o seguinte: são vocês que fazem essas pessoas ídolos. São vocês que seguem esse bando de m@#!”, disparou, arrancando reações da plateia.
A atriz ainda provocou o público presente ao sugerir que muitos ali reproduzem o comportamento que criticam. “Se eu pegar o telefone dessas quatro mesas, com certeza tem um bando de gente aqui que segue a Virgínia”, afirmou, em meio a risos no teatro.
Apesar do discurso duro, Luana fez questão de separar a crítica ao sistema da vida pessoal da influenciadora. Ela destacou aspectos familiares de Virginia e adotou um tom mais conciliador. “Gente, tudo de bom para ela. Família, três filhos, maravilhoso. Deus abençoe. A maior dádiva da vida de uma mulher que escolhe ser mãe é ter filho com saúde”, declarou.
Na sequência, a atriz voltou ao ponto central de sua crítica ao tratar de responsabilidade social. Para ela, o alcance massivo nas redes impõe deveres tanto a quem produz quanto a quem consome conteúdo. “Mas não é por isso que não está claro, não só para eles, os zilionários, mas para vocês que os fazem zilionários, que as pessoas têm que ter responsabilidade social. Se você virou uma pessoa que fala e todo mundo escuta, p$@#@. Se liga no que você está falando”, completou.
A fala repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o papel dos influenciadores, a lógica dos algoritmos e o peso das escolhas do próprio público na construção de ídolos digitais.



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