Publicada em 05/01/2026 às 08h25
Os analistas e comentaristas políticos de pés de barro precisam compreender que o fato no presente é parte do movimento da história
CARO LEITOR, chegamos a mais um ano eleitoral e estaremos apresentando nossas análises nesse período que compreende a pré-campanha eleitoral e a campanha eleitoral propriamente dita. Neste caso, estaremos explicando cenários e apontando perspectivas do processo eleitoral em escala nacional e estadual, considerando leituras e projeções com base em fatos históricos. Me intrigam os analistas e comentaristas políticos que geralmente nunca leram um livro, um clássico da política, sociologia, geografia, economia ou se aprofundaram na História Geral e do Brasil, daí se metem a fazer a análise de conjuntura ou de cenários políticos. Para esses analistas e comentaristas de pés de barro, o livro e o conhecimento são como crucifixos que aparecem em filme de terror para demônios ou Conde Drácula. Estudar, ler, anotar, ter um conhecimento e dialogar possibilita ao analista e comentarista político caminhar com segurança sobre uma análise de conjuntura, seja econômica, política e outras. Assim, os analistas e comentaristas políticos de pés de barro precisam compreender que o fato no presente é parte do movimento da história, portanto, uma análise séria dos fatos não é constituída de descrição e afirmações soltas, mas por comprovações específicas através da interpretação de dados, observações e compreensão de como eles se conectam em um quadro mais amplo.
Diferente
O analista ou comentarista político precisa compreender que um processo eleitoral tem uma autonomia e trabalha com percepções diferentes de análise de desempenho de governo. Neste caso, a percepção do cidadão é diferente como eleitor e entrevistado numa avaliação de governo.
Casos
Os resultados eleitorais provam que a percepção do cidadão é diferente como eleitor e entrevistado numa avaliação de governo. Essa afirmação se comprova quando analisamos casos de reeleições, a exemplo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), o primeiro presidente não reeleito na história do país.
Processo
O processo eleitoral vai muito além do dia da votação. Por trás do voto, há meses de preparo por parte dos partidos, dos candidatos e da Justiça Eleitoral. Neste caso, é um trabalho que nunca se encerra, termina uma eleição, já começa o planejamento da próxima.
Pressão
Meses de pressão dos EUA sobre a Venezuela, na madrugada de sábado (03), forças militares estadunidenses bombardearam sua capital, Caracas, entraram no palácio presidencial e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. Colocando fim à sua ditadura de doze anos no país vizinho.
Deposição
Nas redes sociais, o presidente Donald Trump (Republicanos) não escondeu o principal propósito dos EUA em relação à deposição do ditador Nicolás Maduro. Controlar a indústria petrolífera venezuelana.
Pronunciamento
Em pronunciamento nas redes sociais depois da operação que prendeu o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, o presidente Donald Trump (Republicanos) afirmou que os EUA iriam “administrar a Venezuela” até uma transição de regime.
Indagado
Durante coletiva à imprensa, o presidente Donald Trump (Republicanos) foi indagado: quem governaria a Venezuela? Ele respondeu: “As pessoas que estão bem atrás de mim!” Apontando, entre outros, para os secretários de Estado, Marcos Rubio, e de Defesa, Pete Hegseth.
Discurso
No discurso, o presidente Donald Trump (Republicanos), com adjetivos como poder militar “espetacular” e “esmagador”, procurou enfatizar a imagem de homem forte, dizendo que governos anteriores permitiram que o poderio dos EUA sobre a região se deteriorasse.
Enfatizou
Em Caracas, capital da Venezuela, a Suprema Corte determinou a posse imediata da vice-presidente Delcy Rodríguez. Em pronunciamento à nação, ladeada de líderes militares, ela enfatizou que Maduro é o “único presidente” do país, “jamais seremos colônia de qualquer país” e os EUA realizaram uma “agressão sem precedentes” a seu país por conta do petróleo.
Oposição
Os principais líderes da oposição na Venezuela, Corina Machado, Edmundo González e Juan Guaidó, celebraram nas redes sociais a deposição do ditador Nicolás Maduro. Corina afirmou que “a hora de liberdade chegou” e pediu a posse imediata de Edmundo González, que teve a eleição tomada pelo ditador Nicolás Maduro nas eleições presidenciais de 2024.
Comemorada
A deposição do ditador Nicolás Maduro foi comemorada por imigrantes venezuelanos nas ruas de Nova York, Boston, Washington e Miami. Contrário ao chavismo, precisaram deixar o país. Também houve protestos contra a ação dos EUA e manifestantes levando cartazes com a frase “nada de guerra por óleo”.
Celebraram
Os presidentes Sul-americanos da Argentina, Javier Milei, do Equador, Daniel Naboa, o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, e o governo do Paraguai, celebraram o ataque dos EUA à Venezuela e a deposição e captura do ditador Nicolás Maduro.
Condenaram
Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o ditador cubano Miguel Díaz-Canel – sucessor dos irmãos Castro, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, condenaram o ataque dos EUA à Venezuela.
Agressão
Os governos da Rússia e da China consideraram como “agressão” à soberania da Venezuela a invasão militar dos EUA que culminou com a prisão e deposição do poder do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Livre
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que “o povo venezuelano está hoje livre da ditadura de Nicolás Maduro” e desejou que “o presidente Edmundo González, eleito em 2024, possa assegurar rapidamente a transição”.
Reconhecer
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que seu país não reconheceu o regime de Maduro e também não vai reconhecer a ação de intervenção dos EUA na Venezuela por violar o direito internacional de autodeterminação dos povos.
Ultrapassou
Pelas redes sociais, o presidente Lula (PT-SP) disse que o ataque dos EUA à Venezuela é "afronta gravíssima à soberania" e afirmou que o país norte-americano ultrapassou "linha inaceitável" e abre “precedente extremamente perigoso” na América do Sul.
Acusou
Em vídeo publicado nas redes sociais com tom eleitoral, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comemorou a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e acusou o presidente de apoiar o regime de Maduro na Venezuela. O vídeo de Tarcísio repercutiu positivamente na militância da extrema-direita e bolsonarista.
Tom
Falando em tom eleitoral, o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) sabe que uma vitória para cargos majoritários passa pelas urnas de Porto Velho. Neste caso, Rogério trava diálogo com forças políticas da capital.
Palanque
Contudo, o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) fechou o ano de 2025 sem conseguir colocar as três principais forças políticas da capital no seu palanque, ou seja, o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho), o prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho) e o deputado federal Maurício Carvalho e a ex-deputada federal Mariana Carvalho, ambos do União Brasil.
Tentou
Segundo fontes próximas ao senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná), ele tentou convencer o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho), a ser seu coadjuvante como candidato a vice-governador na chapa ao governo de Rondônia nas eleições de outubro. Não sendo Hildon, que fosse Ieda, o convite foi recusado pelo casal Chaves.
Chaves
Já fontes próximas ao prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho), confirmaram que ele será candidato a deputado federal e a deputada estadual Ieda Chaves (União-Porto Velho) disputará a reeleição. Contudo, política é como nuvem, muda de posição com o vento.
Profundo
O diálogo entre o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) e o deputado federal Maurício Carvalho (União-Porto Velho), bem como a sua irmã, a ex-deputada federal Mariana Carvalho, é bem mais profundo. Os irmãos Carvalhos detêm o comando da federação partidária União Progressista (UP) – União Brasil e PP, bem como do Republicanos. Além disso, gozam de amizade com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Vincular
O deputado federal Maurício Carvalho (União-Porto Velho) chegou a vincular à coluna uma possível candidatura a governador, mas não alcançou eco no público-alvo e ecoou nos bastidores do poder. A desistência futura seria uma moeda de troca de Maurício para indicar a irmã, a ex-deputada Mariana Carvalho (União-Porto Velho), como candidata a senadora numa chapa majoritária.
Fritar
Falando em eco, o desejo do deputado Maurício Carvalho (União-Porto Velho) de fazer da irmã, a ex-deputada Mariana Carvalho (União-Porto Velho), candidata a senadora numa chapa majoritária, ecoou no PL. Caberia ao senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) fritar a pré-candidatura do agropecuarista Bruno Scheid (PL-Ji-Paraná) ao Senado.
Arco I
Caso vingue a aliança entre o PL do senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) com o deputado Maurício Carvalho (União-Porto Velho) e a sua irmã, a ex-deputada Mariana Carvalho (União-Porto Velho), o arco partidário de aliança seria formado pelo União Brasil, Republicanos, PP e PL. A deputada federal Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) continuaria como candidata ao Senado nesse arco de aliança.
Arco II
Diante do arco partidário de aliança entre o PL, Republicanos e a Federação UP, comenta-se nos bastidores do poder que o deputado federal Fernando Máximo (União-Porto Velho) e o vice-governador Sérgio Gonçalves (União-Porto Velho) também seriam fritados. Restaria a Máximo concorrer à reeleição e a Sérgio disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Apresentar
Falando em aliança, não prosperaram tratativas entre o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) e o prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho) para caminharem juntos nas eleições de outubro. Neste caso, caberia a Léo apresentar o candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Rogério.
Poder
O Podemos em Rondônia governa 49% do eleitorado rondoniense e formou um pentágono de poder – triângulo de cinco lados - formado pelos municípios de Porto Velho, Ariquemes, Pimenta Bueno, Vilhena e São Miguel Guaporé. Tal forma de poder pode render para o Podemos a cadeira de governador com a pré-candidatura do delegado Flori (Podemos-Vilhena) e do deputado estadual delegado Rodrigo Camargo (Podemos-Ariquemes) ao Senado.
Bajuladores
Falando em forma de poder, muitos que rodeiam o prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho) estão despreparados para o exercício do poder por conta de deficiências cognitivas em relação à interpretação de texto. Tais bajuladores criticaram por demais a última coluna porque chamei o prefeito Léo de festeiro.
Festeiro
O prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho), por ser festeiro, oferece entretenimento para a população, celebra suas conquistas e fortalece o turismo de eventos e entretenimentos na nossa capital. Quem critica desconhece a cadeia econômica de geração de oportunidade e renda local. Neste caso, fortalece nossa rede de hotéis, pousadas, bares, restaurantes, comércio formal e informal, prestadores de serviços, além de projetar o turismo na nossa capital em escala regional e nacional.
Sério
Falando sério, análise de conjuntura política é o estudo aprofundado de um momento específico, analisando a interação complexa de fatos políticos, sociais, econômicos e culturais para entender as forças, personagens e tendências que moldam o cenário e as disputas de poder, permitindo uma leitura estratégica da realidade e a formulação de ações mais informadas em curto e médio prazo, sem perder a visão do contexto histórico e estrutural.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!