Por G1
Publicada em 25/04/2020 às 09h54
A Boeing anunciou que rescindiu o contrato para comprar o controle da divisão de aviação comercial da Embraer. Informação foi confirmada pela empresa por meio de um comunicado oficial na manhã deste sábado (25).
As partes planejavam criar uma 'joint-venture' composta pelo negócio de aviação comercial da Embraer e uma segunda 'joint-venture' para desenvolver novos mercados para a aeronave de transporte aéreo médio e mobilidade.
Segundo a Boeing, o acordo previa que 24 de abril era a data limite inicial para rescisão, passível de extensão por qualquer uma das partes caso algumas condições fossem cumpridas. Em nota, a empresa alegou que “exerceu seu direito de rescindir após a Embraer não ter atendido as condições necessárias”.
“É uma decepção profunda. Entretanto, chegamos a um ponto em que continuar negociando dentro do escopo do acordo não irá solucionar as questões pendentes”, diz trecho da nota.
Negociação
A operação entre as duas empresas foi anunciada em julho de 2018, nove meses após a compra de parte da Bombardier pela Airbus – outras duas gigantes da aviação comercial. A nova empresa, resultante dessa união, teria capital avaliado em US$ 4,75 bilhões.
A transação seria feita em duas "etapas". Em uma delas, a Boeing iria comprar 80% do capital da Embraer ligado à aviação comercial – produção de aeronaves regionais e comerciais de grande porte, segundo material divulgado pelo Cade.
A parceria entre as empresas havia recebido aprovação de autoridades regulatórias, exceto da Comissão Europeia.
Transporte militar
Já a outra transação, prevê que Embraer e Boeing criem uma joint venture (nova empresa) voltada à produção da aeronave KC-390, de transporte militar. Esse cargueiro é o maior modelo produzido no Brasil, atualmente. Segundo o comunicado da Boeing, essa negociação segue mantida.

imprimir
