O pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo MDB, Pedro Abib, fez críticas ao que classificou como política baseada no "achismo", cobrou explicações de parlamentares sobre a implantação dos pedágios na BR-364 e procurou se desvincular do legado político do senador Confúcio Moura durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira.
Ao comentar os desafios da administração pública, Abib afirmou que muitas decisões governamentais são tomadas sem diagnóstico técnico adequado. Segundo ele, políticas públicas precisam ser formuladas com base em dados, planejamento e indicadores concretos. "O achismo bota dinheiro público no lixo", declarou ao defender maior utilização de ciência, tecnologia e inovação na gestão estadual.
"O achismo bota dinheiro público no lixo."
Questionado sobre a concessão da BR-364 e a cobrança de pedágios, o pré-candidato disse que os agentes políticos que acompanharam o processo precisam prestar esclarecimentos à população. Sem citar nomes, afirmou que cabe aos parlamentares que exerciam mandato durante as discussões explicar qual foi sua atuação antes da implantação do modelo atualmente em vigor.
"Quem tem que responder sobre isso com assertividade são os nossos parlamentares que estavam eleitos durante esse processo."
Um dos momentos mais incisivos da entrevista ocorreu quando Abib foi confrontado sobre o histórico do MDB e o legado de Confúcio Moura. Em resposta, afirmou que sua candidatura possui identidade própria e que não pretende responder por decisões tomadas por lideranças partidárias do passado. "O pré-candidato é o Pedro, não é o Confúcio", declarou.
"Se eu precisar criticar o senador Confúcio por alguma atitude, eu o farei."
O emedebista também afirmou que não terá dificuldades em fazer críticas ao senador caso considere necessário. "Se eu precisar criticar o senador Confúcio por alguma atitude, eu o farei", disse, acrescentando que ingressou no partido recentemente para participar de um projeto que definiu como um "novo MDB", voltado para uma alternativa de centro e distante da polarização nacional.
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