Professor Me. Herbert Lins – MTE 1143 / Samuel Ribeiro – Marketólogo
Flávio Bolsonaro e a narrativa heroica para justificar o pedido de patrocínio a Daniel Vorcaro
CARO LEITOR, o telefonema do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro do banco Master, pedindo apoio financeiro de R$ 134 milhões para bancar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), escancara uma perigosa confusão entre política, culto à personalidade e poder econômico. Em vez de debate sério sobre projetos para o país, testemunha-se mais um capítulo da transformação da política brasileira em espetáculo de marketing eleitoral, erosivo às vésperas do pleito eleitoral. É preciso considerar que não há ilegalidade automática em buscar financiamento para uma produção audiovisual. O problema está no simbolismo político do gesto: quando um senador da República recorre a um banqueiro influente e envolvido com escândalos financeiros atrelados a fundos previdenciários para financiar um filme dedicado ao próprio pai, cria-se a percepção de promiscuidade entre interesses privados e capital político. A dúvida inevitável que surge do telefonema entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro: onde termina o apoio cultural e onde começa a tentativa de construir uma narrativa heroica para justificar o pedido de patrocínio a um banqueiro envolvido em escândalos financeiros? O cinema, que deveria servir à arte e à reflexão crítica, transforma-se em instrumento de propaganda política personalizada.
Esforço
Em meio a investigações do banco Master, crises institucionais e ao desgaste político após o governo, o esforço do senador Flávio Bolsonaro (PL) parece menos preocupado com memória histórica e mais focado na reconstrução da reputação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Erosivo
Resta saber se o telefonema do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro do banco Master será tão erosivo quanto foi a operação da Polícia Federal que encontrou mais de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo e cheques na sede da empresa Lunus Serviços e Participações, em São Luís (MA), que atingiu Roseane Sarney no passado.
Desistir
A empresa Lunus pertencia à governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), e seu marido, Jorge Murad. Na época, Roseana era pré-candidata à presidência da República pelo PFL (atual DEM/União Brasil) e o escândalo teve um impacto devastador na sua candidatura, levando-a a desistir da disputa presidencial de 2002.
Grave
O Brasil assiste, mais uma vez, setores do poder financeiro se aproximando de grupos políticos em busca de influência, proximidade e favores futuros. Mais grave ainda é procurar naturalizar a relação de um banqueiro inescrupuloso e a classe política.
Rumores
Surgiram rumores de que o banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, teria financiado o documentário Lula, de Oliver Stone, e o filme sobre Michel Temer, 963 dias – A história de uma presidente que recolocou o Brasil nos trilhos, do cineasta Bruno Barreto.
Enfrentar
O cidadão brasileiro comum, que enfrenta juros altos, desemprego e precarização da vida, vê uma elite discutindo como financiar filmes de líderes políticos enquanto problemas reais permanecem sem solução.
Pesquisa
O Instituto Veritá divulgou pesquisa de opinião com intenções de voto para governador e senador nas eleições de 2026 em Rondônia. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o seguinte protocolo: TRE: RO-02673/2026.
Espontâneo
Na pergunta 05, na página 06 do relatório da pesquisa Veritá em relação ao voto espontâneo, os pré-candidatos a governadores aparecem com o seguinte percentual: Marcos Rogério (PL) com 46%; Adailton Fúria (PSD) 32,6%; Hildon Chaves (União) 11,1%; Marcos Rocha (PSD) 6,2%; Expedito Netto (PT) 3,7% e Samuel Costa (PSB) 0,5%.
Favoritismo
A sondagem do voto espontâneo revela o favoritismo do pré-candidato a governador, senador Marcos Rogério (PL), devido ao recall eleitoral das eleições majoritárias de 2022, quando disputou o governo de Rondônia.
Justifica
O percentual do pré-candidato a governador Adailton Fúria (PSD) se justifica por conta da sua forte presença nas redes sociais e o corpo a corpo com o eleitor antes mesmo de deixar a prefeitura de Cacoal para disputar o Palácio Rio Madeira.
Apareceu
No campo da esquerda, Expedito Netto apareceu bem na intenção de voto espontâneo para governador. Netto ficou como secretário de Pesca Industrial em Brasília e pouco vinha a Rondônia, portanto, apareceu até bem. Já Samuel Costa foi lembrado timidamente pelo eleitor rondoniense.
Surpresa
A grande surpresa na pesquisa do voto espontâneo é o percentual de 6,2% obtido pelo governador Coronel Marcos Rocha (PSD). Ele que não é candidato e anda desaparecido da agenda oficial de entrega do governo.
Estimulado
Na pergunta 06, na página 8 do relatório da pesquisa Veritá em relação ao voto estimulado, os pré-candidatos a governadores aparecem com o seguinte percentual: Marcos Rogério com 42,5%; Adailton Fúria 22,2%; Hildon Chaves 21,7%; Expedito Netto 10,3%; Luiz Teodoro (PSOL) 1,5%; Pedro Abib 1,1% e Samuel Costa 0,7%.
Confirma
O pré-candidato a governador Marcos Rogério (PL) confirma o seu favoritismo e, dependendo dos arranjos políticos finais e da campanha eleitoral, arrisco em dizer que Rogério poderá ganhar no primeiro turno das eleições.
Tamanho
O bom dos números favoráveis do crescimento do pré-candidato a governador Marcos Rogério (PL) demonstra que ele cresceu sem receber o apoio do prefeito Léo Moraes (Podemos). Caso Léo apoie Rogério, e esse último cresça, saberemos o tamanho de Léo na transferência de voto na capital.
Correções
Os números da Veritá revelam que o pré-candidato Adailton Fúria (PSD) precisa fazer correções na estratégia eleitoral e montar uma equipe de marketing eleitoral. Além disso, os governistas precisam cair de vez na campanha do Fúria para fazê-lo chegar ao segundo turno.
Leão
Considerando os números da Veritá, é surpreendente o crescimento do pré-candidato a governador Hildon Chaves (União). Contudo, Hildon precisa matar um leão por vez, ou seja, para chegar ao segundo turno das eleições, vencer Fúria na corrida eleitoral no primeiro turno.
Revela
Os pré-candidatos a governador da esquerda Expedito Netto (PT) 10,3%, Luiz Teodoro (PSOL) 1,5%, Pedro Abib (MDB) 1,1% e Samuel Costa (PSB) 0,7% revelam o tamanho do eleitorado progressista rondoniense de 13,6%. Neste caso, o Lulismo continua sendo maior que o voto nos candidatos dos partidos da esquerda.
Rejeição I
Na pergunta 08, na página 12 do relatório da pesquisa Veritá, em relação à rejeição dos pré-candidatos a governadores, aparecem com o seguinte percentual: Expedito Netto (PT) 55,5%; Marcos Rogério (PL) 27,2%; Adailton Fúria (PSD) 7,7%; Hildon Chaves (União) 4,0%; Luiz Teodoro (PSOL) 3,1%; Samuel Costa (PSB) 2,1% e Pedro Abib (MDB) 0,4%.
Rejeição II
O voto de rejeição dos pré-candidatos a governador em Rondônia revela um eleitorado cada vez mais movido pelo desgaste político, pela decepção administrativa e pela polarização ideológica.
Senadores
Na pergunta 10, na página 16 do relatório da pesquisa Veritá em relação ao voto espontâneo, os pré-candidatos a senadores aparecem com o seguinte percentual: Silvia Cristina (PP) com 29,6%; Fernando Máximo (PL) 25%; Bruno Bolsonaro (PL) 14,7%; Confúcio Moura (MDB) 7,3%; Mariana Carvalho (Republicanos) 6%; Marcos Rogério (PL) 4,2%; Jaime Bagatolli (PL) 4,1%; Hildon Chaves (União) 2,7%; Luciana Oliveira (PT) 2,2%; Adailton Fúria (PSD) 1,9%; Luiz Fernando (PSD) 1,2% e Acir Gurgacz (PDT) 1%.
Liderando
No voto espontâneo para o Senado, quem aparece bem liderando o cenário é a pré-candidata ao Senado Silvia Cristina (PP). Ela é a mais lembrada porque carrega as bandeiras na luta contra o câncer, em favor da saúde e dos municípios rondonienses. Caso Silvia não ganhe para o Senado, o rondoniense perderá uma grande porta-voz da saúde em Brasília.
Surpreender
O pré-candidato a senador Luiz Fernando (PSD) não é tão desconhecido como muitos pensam no meio político. O pequeno percentual de Luiz revela que, com um bom trabalho de marketing eleitoral, o pré-candidato a senador pode surpreender nas urnas.
Percentual
Na pergunta 11 na página 17 do relatório da pesquisa Veritá em relação ao voto estimulado, os pré-candidatos a senadores aparecem com o seguinte percentual: Bruno Bolsonaro (PL) 32,1%; Fernando Máximo (PL) 28%; Silvia Cristina (PP) com 13,7%; Mariana Carvalho (Republicanos) 10%; Acir Gurgacz (PDT) 6,3%; Neidinha Suruí (PSB) 3,1%; Amir Lando (MDB) 2,7%; João Cipriano (Novo) 2,2% e Luiz Fernando 1,8%.
Correndo
Os números do voto estimulado para o Senado revelam o favoritismo dos pré-candidatos Bruno Bolsonaro Scheid (PL) e Fernando Máximo (PL). Correndo por fora aparece Silvia Cristina (PP) e Mariana Carvalho (Republicanos). Já os candidatos da esquerda não terão chance nenhuma de ganhar uma vaga ao Senado.
Música
Caso a pré-candidata ao Senado Mariana Carvalho (Republicanos), que acordou do sono profundo e reapareceu em ano eleitoral, perca a eleição novamente, será a terceira derrota consecutiva de uma eleição majoritária, daí ela pode pedir música para o Fantástico.
Sério
Falando sério, a democracia exige transparência, ética e distância saudável entre agentes públicos e grandes interesses econômicos. Quando um mandato parlamentar é usado para fortalecer projetos pessoais e familiares, a política perde sua função pública e se converte em extensão de um clã. O país não precisa de filmes para fabricar mitos. Precisa de líderes capazes de enfrentar os problemas nacionais sem transformar a República em palco de autopromoção permanente.



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