O deputado federal Fernando Máximo (PL) fez um alerta sobre os casos de hantavirose registrados no Brasil e chamou atenção para os riscos da doença, considerada grave e com alta taxa de letalidade. A manifestação ocorreu após a confirmação do primeiro óbito por hantavirose no país em 2026, registrado no estado de Minas Gerais.
Segundo o parlamentar, a vítima era um homem de 46 anos, morador da zona rural, que teria contraído a doença por meio do contato indireto com roedores infectados. Fernando Máximo também citou o caso de um navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde, onde seis pessoas foram diagnosticadas com hantavirose e três morreram, o que representa taxa de letalidade de 50%.
Durante o pronunciamento, o deputado explicou que a hantavirose é causada pelo hantavírus, transmitido principalmente pela urina, fezes e saliva de ratos e outros roedores. Conforme detalhou, os resíduos acabam se transformando em partículas suspensas no ar, que podem ser inaladas pelas pessoas.
Fernando Máximo ressaltou que os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras viroses comuns, incluindo febre, dores musculares, dor de cabeça, náuseas e vômitos. No entanto, alertou que a doença pode evoluir para quadros graves, atingindo pulmões e coração, provocando síndrome respiratória aguda e até necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O parlamentar também esclareceu que não existe tratamento específico contra a hantavirose, sendo adotadas medidas de suporte clínico conforme a gravidade de cada paciente. Em situações mais severas, pode haver necessidade de intubação e até hemodiálise.
Apesar da preocupação, Fernando Máximo afirmou que não há indicativos de risco de uma pandemia semelhante à Covid-19, lembrando que a hantavirose já existe no Brasil desde 1993 e apresenta casos esporádicos todos os anos.
Ao final, o deputado reforçou a importância da prevenção, orientando a população a manter quintais, sítios e áreas rurais limpas, evitando acúmulo de lixo, entulho e restos de alimentos que possam atrair ratos e outros roedores transmissores da doença.



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