O Selo Lixo Zero é um reconhecimento ao esforço de pessoas e instituições para reduzir o impacto da produção de resíduos no meio ambiente. Por isso, o índice contabiliza diversas ações que convergem para que tudo tenha uma destinação adequada e grande parte do que sobrou após o consumo seja reutilizada, reaproveitada ou reciclada. A primeira comarca, dentre os 27 tribunais de Justiça do Brasil, a conquistar esse reconhecimento foi a de Pimenta Bueno, em Rondônia.
A unidade está a cerca de 520 quilômetros da sede do Tribunal de Justiça, em Porto Velho, e foi escolhida como parte de um amplo leque de ações de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental da Justiça de Rondônia. Mas, além da decisão institucional de priorizar as políticas sustentáveis, o engajamento da comunidade jurídica local foi fundamental para o resultado, como destaca a chefe do Gabinete de Governança do TJRO, Rosemeire Moreira. A secretária ressalta que a iniciativa contempla tanto as diretrizes do plano de gestão do desembargador Alexandre Miguel quanto a Estratégia do Poder Judiciário.
Foi o presidente do TJRO quem recebeu o Certificado outorgado pelo Instituto Lixo Zero, no evento institucional que marcou os primeiros 100 dias da gestão, nesta semana. O presidente destacou o empenho de todos, especialmente da equipe do Núcleo de Gestão Socioambiental (Nages), que elaborou o plano de ação e contou com o engajamento dos servidores e magistrados. A assistente de Direção Paula Jaruzo visitou os parceiros, fez reuniões com colaboradores terceirizados e orientou o público externo. Cada um foi abraçando a causa e, como numa construção coletiva, cada novo esforço somado resultou numa aliança pela preservação.
Os números alcançados são expressivos, de acordo com os índices estabelecidos pela certificadora: 100% de redução e reuso; 92% de educação e conscientização; 83% de reciclagem e 80% em ações sociais; destinação de 100% dos resíduos orgânicos à compostagem. A média foi de 74% de desvio de aterro, ou seja, esse é o percentual de resíduos gerados que não foram para o aterro sanitário e tiveram destinação ambiental correta e socialmente justa.
Além da separação, a iniciativa fomenta a redução na produção de resíduos, estimulando o uso de canecas e garrafas reutilizáveis em substituição aos copos descartáveis. Para o público externo, são oferecidos copos compostáveis, que se transformam em mudas de plantas nativas para reflorestamento nas zonas rural e urbana. Foram também estabelecidos fluxos específicos para a destinação de papel, resíduos orgânicos e materiais não recicláveis.



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