Em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio, o presidente da China, Xi Jinping, defendeu que a circulação de navios no Estreito de Ormuz ocorra sem restrições. A manifestação foi feita durante conversa com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, nesta segunda-feira (20).
Segundo informações divulgadas pela imprensa estatal chinesa, Xi destacou que a manutenção da rota marítima aberta atende não apenas aos países da região, mas também à estabilidade do comércio internacional.
“O Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal, o que serve aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional em geral”
O posicionamento ocorre em um momento de impasse entre Estados Unidos e Irã, que têm divergido sobre o controle da passagem de embarcações no Golfo. A recente interceptação de um navio iraniano por forças norte-americanas, no domingo (19), aumentou as incertezas sobre uma possível retomada de negociações entre os dois países.
Pequim tem reforçado o discurso em favor de uma solução diplomática. Além de defender o fim das hostilidades, Xi Jinping voltou a pedir esforços internacionais para restaurar a estabilidade na região, alinhado a uma proposta de paz apresentada pela China nos últimos dias.
A preocupação chinesa também envolve impactos econômicos. Apesar de manter reservas estratégicas de energia, o país já começa a sentir efeitos do aumento nos preços globais. A China é uma das principais compradoras de petróleo do Irã, o que amplia o interesse direto na normalização da rota.
O Estreito de Ormuz, ponto central da crise, concentra uma parcela significativa do transporte mundial de petróleo e gás. Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a passagem tem sido alvo de restrições impostas por Teerã, que condicionou a circulação de navios ao seu controle.
Após tentativas frustradas de negociação, Washington anunciou medidas para bloquear o acesso de embarcações a portos iranianos, incluindo o tráfego na região. Em resposta, o Irã ameaçou reagir contra navios militares e instalações portuárias de países vizinhos.
Mesmo após um anúncio inicial de flexibilização, Teerã voltou a endurecer sua posição ao acusar os Estados Unidos de descumprirem termos de um cessar-fogo recente.



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