Durante passagem por Angola, o papa Leão XIV fez críticas contundentes a práticas de exploração e ao autoritarismo em diferentes partes do mundo. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (20), durante celebração religiosa em Saurimo, próxima à fronteira com a República Democrática do Congo.
Em sua fala aos fiéis, o líder da Igreja Católica associou práticas de opressão e violência a uma negação dos valores centrais do cristianismo.
“Toda forma de opressão, violência, exploração e desonestidade nega a ressurreição de Cristo”
A manifestação integra uma série de discursos mais incisivos adotados pelo pontífice ao longo de sua atual viagem pelo continente africano. O roteiro inclui quatro países, com passagem por diversas cidades e deslocamentos que somam milhares de quilômetros.
Desde que assumiu o papado, em maio do ano passado, Leão XIV vinha mantendo postura mais reservada. No entanto, durante essa agenda internacional, tem ampliado o tom das críticas, especialmente em relação a conflitos, desigualdade e exploração de recursos.
Sem mencionar nomes diretamente, o papa também tem direcionado declarações a lideranças globais. Em dias anteriores, ele condenou a atuação de governantes que classificou como responsáveis por exploração econômica e destruição em larga escala.
Em entrevista recente, o pontífice afirmou que os discursos apresentados durante a viagem foram preparados previamente e não têm como alvo específico qualquer autoridade internacional.
Além das críticas sociais, Leão XIV também comentou o cenário geopolítico recente, manifestando reprovação a ações militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A visita à África é considerada uma das mais extensas já realizadas por um papa, tanto pela duração quanto pela logística, envolvendo múltiplos deslocamentos e encontros com comunidades locais.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!