A Coreia do Norte voltou a realizar testes militares com lançamento de mísseis balísticos de curto alcance, em mais um movimento que eleva a tensão na Península Coreana. Segundo a imprensa estatal, os disparos ocorreram no domingo (19) e tiveram como objetivo avaliar a eficácia de armamentos com munições de fragmentação.
A ação foi acompanhada pelo líder Kim Jong-un e integra uma sequência recente de testes envolvendo diferentes tipos de armamento, incluindo capacidades nucleares.
Esse tipo de munição funciona a partir de um mecanismo que se abre ainda no ar, liberando diversas cargas explosivas menores sobre uma área extensa. Parte desses artefatos não detona no momento do impacto, permanecendo ativa e oferecendo risco prolongado, principalmente em regiões habitadas.
Organizações internacionais alertam para os efeitos desse tipo de armamento. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha aponta que o uso em larga escala já resultou na dispersão de milhares — e até milhões — de submunições instáveis em diferentes países.
“As submunições não detonadas frequentemente explodem quando manuseadas ou perturbadas, representando um grave perigo para os civis”
Estudos apresentados ao Congresso dos Estados Unidos indicam que esse tipo de armamento já foi empregado em mais de 20 países desde a Segunda Guerra Mundial, por diversos governos.
O novo teste gerou reação imediata da Coreia do Sul, que classificou a ação como provocação e pediu a interrupção dos lançamentos. Apesar das críticas internacionais, tanto o Norte quanto o Sul não aderiram à Convenção de Oslo, tratado internacional que proíbe o uso e armazenamento desse tipo de munição, já assinado por mais de 120 países.



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