Estamos a menos de seis meses das eleições gerais, que serão realizadas em outubro. O primeiro turno ocorrerá no dia 4 e, onde for necessário, haverá segundo turno para os cargos executivos (presidente da República e governadores) no último domingo do mês, dia 25. Já as duas vagas ao Senado, além dos deputados federais (oito, no caso de Rondônia) e dos 24 deputados estaduais, serão definidas ainda no primeiro turno.
As eleições ao Legislativo estadual são as que mais mobilizam o eleitorado de Rondônia, quando mais de 1,2 milhão estavam em condições de votar nas eleições municipais (prefeito, vice e vereador) em 2024. Dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indicam que 30,63% deixaram de votar, ou seja, mais de 110 mil eleitores, quase 10% do total.
O presidente do TRE, desembargador Miguel Raduan, disse recentemente que Rondônia tem cerca de 125 mil eleitores com títulos irregulares, informação que preocupa, pois as eleições deste ano estão chegando e o prazo para regularização é o dia 6 de maio. Apesar do curto espaço de tempo, não se nota mobilização maior do Governo do Estado, prefeituras, câmaras de vereadores, Assembleia Legislativa, deputados federais e senadores empenhados na busca de solução. Afinal de contas, são mais de 125 mil eleitores que não estarão legalizados para exercer o direito constitucional de votar.
Nas eleições gerais de outubro, os 12 partidos políticos ou federações têm condições de lançar até 325 candidatos para as 24 cadeiras de deputado estadual. Da legislatura atual, 21 estarão concorrendo à reeleição e os demais a deputado federal ou vice-governador, no caso de Cirone Deiró (UB), do pré-candidato ao cargo máximo executivo de Rondônia, Hildon Chaves (UB), ex-prefeito por dois mandatos seguidos de Porto Velho. Também existe a possibilidade de o delegado Rodrigo Camargo (Podemos-Ariquemes) concorrer a vice do senador Marcos Rogério, presidente regional do PL e pré-candidato à sucessão estadual.
Os mais otimistas acreditam que teremos renovação de 50% da atual composição da Ale-RO, ou seja, dez ou onze conseguirão novos mandatos, pois três deles (Camargo e Deiró), já citados, seguirão novos caminhos, e o terceiro, Ezequiel Neiva (UB), tem problemas de inelegibilidade. Mas, caso registre a candidatura, será a deputado federal, pois já havia decidido que o filho, Wiveslando, vem sendo preparado há tempos para concorrer a deputado estadual.
Nas eleições de 2018, foram reeleitos 13 deputados e eleitos 11. Em 2022, houve inversão, quando se reelegeram 11 dos 24 deputados. Para este ano, a previsão é de, no mínimo, 50%, mas com 21 concorrendo a mais um mandato, como em 2022, quando três disputaram outros cargos.
O Quociente Eleitoral (QE) é a base para se eleger um deputado. O Quociente Partidário (QP) indica quais vagas cada partido ou federação consegue de forma direta. O cálculo divide o total de votos recebidos pela legenda pelo Quociente Eleitoral. Se o Estado registra 100.000 votos válidos e tem 10 cadeiras em disputa para deputado, o cálculo é simples: 100.000 (votos) ÷ 10 (vagas) = 10.000. Ou seja, o QE é de 10 mil votos para se eleger um deputado.
Pesquisas e enquetes realizadas por empresas especializadas e veículos de comunicação indicam que há insatisfação por boa parte dos candidatos à reeleição. Não seria rejeição, mas cobrança por melhorias na saúde, educação, estradas e assistência social, onde estão os maiores problemas da maioria da população, além de equilíbrio financeiro e combate à corrupção, com fiscalização permanente dos bens públicos.
Hoje, o pré-candidato a deputado estadual, aquele que tem contato direto com a população, como o vereador, tem um desafio enorme em se sobrepor à insatisfação de boa parte do eleitorado. Isso é possível notar na enorme rejeição nas eleições de 2024 para prefeito e vereador, quando a população tem maior participação, porque são eles que têm contato direto com o eleitorado. Soma-se a isso o alerta do desembargador Miguel Raduan, presidente do TRE, de que mais de 125 mil eleitores estão com os títulos irregulares no Estado, ou seja, já vamos para as urnas com cerca de 10% do eleitorado fora.



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