Durante participação na Feira Industrial de Hanôver 2026, na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil reúne condições para assumir protagonismo global na área de energia limpa. O discurso ocorreu na abertura do espaço brasileiro no evento, considerado o principal do setor de inovação industrial no mundo.
Ao se dirigir a empresários e autoridades presentes, Lula defendeu uma mudança no posicionamento do país no cenário internacional, destacando que o Brasil tem estrutura para competir em alto nível com economias desenvolvidas.
“O Brasil é um país que quer se transformar numa economia rica. Nós cansamos de ser tratados como um país pobre e um país pequeno”
O presidente citou exemplos da indústria nacional para sustentar sua avaliação, mencionando empresas como Petrobras e Embraer como referências de atuação global. Segundo ele, o país tem capacidade não apenas de competir, mas também de compartilhar tecnologia com parceiros internacionais, incluindo na Europa, América do Sul e África.
A agenda também incluiu a defesa de um papel estratégico do Brasil na chamada economia verde. Lula destacou que a matriz energética brasileira é majoritariamente limpa, com cerca de 90% de fontes renováveis, e apontou o uso de biocombustíveis como diferencial competitivo.
“Vamos fazer uma comparação entre os combustíveis brasileiros e os combustíveis alemães ou de qualquer outro país, para ver qual emite menos CO₂”
Após a cerimônia, o presidente percorreu estandes de empresas brasileiras presentes no evento, onde acompanhou demonstrações tecnológicas, incluindo veículos movidos a biocombustíveis, como caminhões abastecidos com biodiesel.
A participação brasileira, segundo Lula, busca ampliar a cooperação com a Alemanha, tanto no campo industrial quanto no científico. Ele afirmou que o país pretende absorver conhecimento e, ao mesmo tempo, apresentar soluções desenvolvidas internamente.
O chefe do Executivo também ressaltou o interesse em fortalecer relações bilaterais, com foco em investimentos e desenvolvimento sustentável. Ao final, afirmou que a presença do Brasil na feira pode marcar uma nova fase na relação entre os dois países.
“Depois da participação do Brasil nesta feira, a relação Alemanha e Brasil nunca mais será a mesma”
O Brasil retorna ao evento como parceiro oficial após um intervalo de 46 anos. Nesta edição, mais de 300 empresas nacionais participam da feira, distribuídas em seis pavilhões, incluindo grandes indústrias e startups.



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