A tensão entre integrantes do Supremo Tribunal Federal e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ganhou um novo capítulo após manifestação formal do ministro Gilmar Mendes. Ele apresentou uma notícia-crime pedindo que o político mineiro passe a ser investigado no âmbito do Inquérito das Fake News, sob relatoria de Alexandre de Moraes.
O movimento ocorreu depois da circulação de um vídeo nas redes sociais de Zema, no qual dois ministros do STF são retratados como bonecos em uma encenação que reproduz diálogos entre eles. O material foi divulgado semanas atrás e repercutiu no meio político.
Na avaliação de Gilmar Mendes, o conteúdo extrapola o campo da crítica e atinge diretamente a imagem institucional do Supremo, além de sua honra pessoal.
“vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa“
O ministro também sustenta que a produção utilizou recursos avançados de edição, caracterizando o que chamou de “deep-fake”, e aponta que a publicação teria sido feita com a intenção de fragilizar a credibilidade da Corte.
O pedido ocorre em meio a declarações recentes de Zema envolvendo ministros do STF. Em outro vídeo divulgado nos últimos dias, o ex-governador afirmou que Gilmar Mendes e Dias Toffoli deveriam ser presos, fazendo referência a um requerimento apresentado na CPI do Crime Organizado.
A troca de críticas chegou às redes sociais. Em resposta pública, Gilmar Mendes afirmou que considera contraditório o posicionamento do ex-governador, lembrando que Minas Gerais já recorreu ao próprio STF para tratar de questões financeiras com a União.



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