O deputado federal Rafael Fera (Podemos) afirmou que a população tem razão ao cobrar políticos sobre os valores dos pedágios na BR-364. Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, o parlamentar disse que faltou reação da classe política no momento em que o modelo de concessão foi discutido.
“tem toda razão e tem que ir pra cima mesmo, tem que descer o cacete nos políticos”
Durante a entrevista, Fera questionou a atuação de deputados e senadores à época da tramitação do projeto, sugerindo que houve omissão diante de decisões que impactariam diretamente a população de Rondônia. Ele destacou que não ocupava mandato naquele período, mas criticou quem tinha responsabilidade institucional e não se posicionou.
“por que não gritou lá atrás? Por que não denunciou lá atrás? Por que não mobilizou a população lá atrás?”
O parlamentar também afirmou que os critérios utilizados para definição das tarifas não refletem a realidade atual e criticou a forma como decisões foram conduzidas por órgãos federais. Segundo ele, o valor cobrado atualmente não seria adequado diante das condições apresentadas.
“Então o valor, realmente esse valor não era para estar sendo cobrado”
Além do tema dos pedágios, Rafael Fera comentou a polêmica envolvendo sua tentativa de filiação ao União Brasil durante a janela partidária. Ele confirmou que chegou a assinar uma ficha, mas recuou após conversar com a direção nacional do Podemos, optando por permanecer no partido.
“ninguém negou que assinou o documento. Fui lá, assinei, tal”
O deputado relatou que, ao comunicar sua decisão, solicitou a devolução do documento, o que, segundo ele, não ocorreu. Fera afirmou ter tomado medidas preventivas para evitar problemas jurídicos, como possível dupla filiação, e criticou a conduta adotada por integrantes do partido.
“isso aí é molecagem”
Rafael Fera disse ainda que segue atuando como oposição e que continuará denunciando situações que considera prejudiciais à população, tanto em âmbito estadual quanto federal.
Assista na íntegra:



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