ROCHA VIAJA, GONÇALVES ASSUME O GOVERNO: PODERIA HAVER REAPROXIMAÇÃO? GOVERNADOR DIZ QUE NADA MUDOU
Mudança no ar? O governador Marcos Rocha nega. Tudo continua como antes. Mesmo que o vice-governador Sérgio Gonçalves tenha assumido o poder por cinco dias, enquanto o próprio Rocha viajava para a Bolívia, de onde só retorna neste sábado. Embora não tenham conversado (Sérgio procurou o governador, mas não houve encontro), o fato de Rocha ter deixado o poder nas mãos do seu vice, com quem não fala há meses e a quem acusa de traição, poderia indicar algum tipo de reaproximação, rapidamente rechaçada pelo governador.
Uma figura bem informada da política comentou com a coluna que o governador poderia estar apenas fazendo um teste com seu vice, para sentir como Gonçalves agiria nesses cinco dias. Nova negativa do chefe do Executivo, mesmo que apenas uma reaproximação com o vice daria a Marcos Rocha a condição de disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro.
Mesmo público, o assunto é tratado como segredo de Estado dentro do Palácio. Ninguém fala nada, ninguém comenta, a não ser em portas bem fechadas e a vozes baixas. Rocha retorna neste sábado e, segundo fontes palacianas, não há qualquer expectativa de que governador e vice voltem às boas. Há, claro, um desejo enorme de Marcos Rocha em disputar a eleição, assim como há de sua esposa, Luana Rocha, que quer uma cadeira na Câmara Federal, e do irmão dele, Sandro Rocha, que sonha em ser deputado estadual. Só isso.
O governador mantém sua decisão inicial de não concorrer em outubro e permanecer no cargo até o final do mandato. O motivo é claro: a ruptura com seu vice, que assumiria o posto caso Rocha entrasse na disputa pelo Senado.
O que se ouve nos bastidores é que a pressão sobre o governador tem aumentado, tanto por parte de pessoas muito próximas, como a própria esposa e secretária de ação social, quanto de secretários, eleitores e muitos amigos. Rocha, por enquanto, está intransigente e teria avisado inclusive ao comando nacional do seu novo partido, o PSD, que não vai concorrer.
Há, contudo, uma nova versão segundo a qual o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, teria feito um apelo para que Rocha reconsiderasse. Na versão que vem de fontes ligadas ao governador, ele tem repetido que não há qualquer possibilidade de mudança de planos. Não concorre e fica onde está até 5 de janeiro de 2027.
O fato de ter deixado o governo nas mãos de Sérgio Gonçalves por cinco dias, sem haver necessidade legal, poderia indicar alguma mudança nos planos de Marcos Rocha. Nos bastidores da política, a situação chegou a ser vista como uma fresta para um futuro acordo. Até agora, contudo, essa possibilidade continua descartada. Mudará?
Se essa versão for verdadeira, as coisas poderiam começar a melhorar no Palácio Rio Madeira/CPA, e Sérgio Gonçalves poderia assumir o governo apoiando Rocha ao Senado, mesmo sendo ele próprio candidatíssimo à sucessão estadual por outro partido, o União Brasil.
Há algo de concreto nisso tudo? Não. Mas há fortes indícios. Pode ser que a candidatura de Rocha esteja sendo encaminhada e a de Gonçalves também. Resta aguardar os próximos dias. O prazo final é 2 de abril. Só nesse dia se terá certeza absoluta de como ficará o caso que já teve vários desdobramentos e, ao que tudo indica, ainda terá muitos outros.
MOSQUINI QUER QUE JUSTIÇA FEDERAL DECIDA SOBRE DIMINUIÇÃO DOS PREÇOS DO PEDÁGIO PARA A METADE DOS ATUAIS
Numa ação impetrada com seu CPF, como cidadão, o deputado federal Lúcio Mosquini está pedindo à Justiça Federal de Rondônia que mande rever os dados relacionados com o número de veículos que rodam na BR-364, para que sejam recalculados os valores do pedágio que vigoram atualmente. O pedido se baseia no fato de que, para o cálculo do pedágio, foram utilizados números de veículos muito baixos, de 2020, ano da pandemia, quando a circulação estava restrita.
“O único dado que serviu de cálculo para o pedágio foi o do número de veículos que circulavam na BR-364. E esse número é de 2020, conforme está no processo de privatização. Ora, na pandemia a situação era completamente diferente. Hoje o total de veículos que circulam é, no mínimo, o dobro. Ou seja, por justiça, os valores cobrados deveriam ser pelo menos a metade dos atuais”.
Mosquini aguarda uma decisão da Justiça Federal, acreditando que seu pedido de revisão será acatado e que seja determinada a atualização dos números. Ao tratar do assunto, em entrevista nesta semana, o parlamentar também defendeu a bancada federal, afirmando que não houve omissão no caso. “Nada passou pelo Congresso. Não houve um projeto, não houve debate no Parlamento. Tudo foi feito através do governo federal e da ANTT, a agência de transportes terrestres”.
A decisão sobre o pedido de Mosquini pode sair a qualquer momento.
COMEMORAM OU SE ASSUSTAM? CONFÚCIO MOURA E ACIR GURGCZ SÃO OS NOMES APOIADOS PELO GOVERNO LULA AO SENADO
Para comemorar ou para considerar um tiro no pé? Em um eleitorado que, segundo leituras políticas, teria cerca de 74 por cento de conservadores e direitistas, o governo do PT anunciar seus nomes preferidos ao Senado levanta questionamentos. Foi o que o partido do presidente Lula fez em nível nacional, escolhendo petistas e aliados nos quais pretende apostar suas fichas nas eleições deste ano. Em Rondônia, não há petista, mas dois nomes aliados: um do MDB e outro do PDT.
Para surpresa de ninguém, o primeiro nome apoiado pelos petistas e por Lula é o do senador Confúcio Moura, aliado do Planalto. O outro é o presidente regional do PDT, o empresário Acir Gurgacz. Em relação a Confúcio, não havia dúvida de que os governistas destacariam e apoiariam seu nome. Já em relação a Gurgacz, ao receber o aval do campo político ligado ao governo federal, há quem avalie que isso possa afastá-lo de parte do eleitorado mais conservador.
Afora o Nordeste e alguns estados do Norte, o Partido dos Trabalhadores terá poucos nomes próprios e apostará em aliados. No Acre, por exemplo, o nome é o de Jorge Viana. No Amapá, o escolhido é Randolfe Rodrigues. Gleisi Hoffmann, no Paraná, e Benedita da Silva, no Rio de Janeiro, também aparecem entre os nomes ligados ao partido. No Sul, apenas um nome: o do gaúcho Paulo Pimenta.
Entre os aliados citados estão Renan Calheiros, do MDB de Alagoas; João Azevedo, do PSD do Pará; Renato Casagrande, do PSB do Espírito Santo; Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte; e Manuela D’Ávila, do PSOL do Rio Grande do Sul.
FERNANDO MÁXIMO DISPUTA UMA CADEIRA AO SENADO, APOIANDO MARCOS ROGÉRIO AO GOVERNO E PRONTO PARA O NOVO DESAFIO
Fernando Máximo está em ritmo intenso de trabalho. O médico, ex-secretário de Saúde e atualmente deputado federal, se movimenta agora em uma disputa considerada mais complexa: conquistar uma das duas cadeiras de Rondônia no Senado.
Ao participar novamente do programa Papo de Redação, da Parecis FM, no programa dos Dinossauros, Máximo lembrou que foi o deputado federal mais votado na última eleição, com mais de 85 mil votos, mas que agora precisará alcançar cerca de 300 mil para atingir sua meta eleitoral.
Na conversa com Everton Leoni, Beni Andrade, Erik Araújo e Sérgio Pires, ele destacou sua atuação parlamentar, afirmando que já destinou mais de 260 milhões de reais em emendas para praticamente todas as cidades do Estado. Disse também que percorre os municípios para acompanhar pessoalmente as obras realizadas com os recursos destinados. Máximo afirmou ainda que continua atuando como cirurgião, mantendo atendimentos sempre que encontra espaço em sua agenda.
Durante a entrevista, ao ser questionado sobre a compra do Hospital Regina Pacis, realizada na pandemia, em vez da construção de hospitais de campanha, Máximo lembrou que houve críticas aos 12 milhões pagos à época. Segundo ele, o hospital hoje realiza uma média de 20 cirurgias por dia e teria valor de mercado estimado atualmente em cerca de 40 milhões de reais.
Sobre a campanha eleitoral, Máximo confirmou aliança com o candidato do PL ao governo, Marcos Rogério, e negou qualquer conflito com a candidatura do empresário Bruno Scheid, de Ji-Paraná, indicado por Jair Bolsonaro ao Senado. “Tudo fofoca, mentiras, vindas de gente que cria histórias do nada”, afirmou.
Fernando Máximo percorre Rondônia se apresentando como pré-candidato e buscando ampliar sua base política. O resultado da disputa será conhecido nas urnas em outubro.
ABERTA A JANELA, VAI COMEÇAR UMA GRANDE TROCA-TROCA DE PARTIDOS ENTRE OS ATUAIS DEPUTADOS
Começa agora um período de intensa movimentação partidária. Durante trinta dias, desde a última quinta-feira, está aberta a chamada janela partidária, que permite a deputados estaduais e federais trocarem de partido sem risco de perder o mandato.
Alguns deputados estaduais devem migrar para novas legendas. Entre eles estariam seis parlamentares que devem ingressar no PRD, partido comandado por Elias Rezende e alinhado politicamente ao governador Marcos Rocha.
Outros parlamentares aguardam definições. O nome citado nos bastidores é o de Rodrigo Camargo, que pretende deixar o Republicanos para disputar o governo pelo Podemos. A mudança dependeria de um acordo político que envolve o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes.
Na Câmara Federal, o deputado Fernando Máximo deve deixar o União Brasil e ingressar no PL. Já Lúcio Mosquini, que busca um quarto mandato, deixou oficialmente o MDB e avalia propostas de pelo menos cinco partidos que lhe ofereceram espaço.
Sobre os demais parlamentares, ainda não há confirmações públicas de mudanças. A janela partidária se encerra em 4 de abril e até lá são esperadas diversas movimentações.
Nos bastidores, o grupo político ligado ao governador Marcos Rocha trabalha para fortalecer sua base. A expectativa é atrair nomes relevantes tanto na Assembleia Legislativa quanto entre pré-candidatos à Câmara Federal. Com a abertura da janela, negociações e acordos políticos devem se intensificar.
MINISTRO DO STF TAMBÉM LAMENTA OMISSÃO DA PGR NO PEDIDO DE PRISÃO DO BANQUEIRO GOLPISTA
Mesmo com provas apresentadas pela Polícia Federal indicando que o banqueiro Daniel Vorcaro teria ordenado ações de violência contra o jornalista Lauro Jardim e antigos funcionários, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não acolheu pedido de prisão contra o investigado.
O caso chegou posteriormente ao ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria e determinou a prisão. A atuação da Procuradoria-Geral da República gerou críticas de parlamentares, que questionaram a decisão de não avançar na análise do pedido inicialmente apresentado pela Polícia Federal.
No documento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, Gonet afirmou que não houve tempo hábil para examinar todo o material do processo. A justificativa foi contestada por críticos que apontaram a urgência do caso.
Ao analisar a situação, o ministro André Mendonça registrou em decisão que “lamenta-se” a posição da PGR e ressaltou a gravidade das evidências apresentadas. Segundo ele, os indícios de ilícitos “estão fartamente revelados”.
Mendonça também destacou a necessidade de medidas urgentes, afirmando que o caso envolve a “concreta possibilidade de se prevenir possíveis condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalista e até mesmo de autoridades públicas”.
JAIR BOLSONARO É UM GRANDE RISCO PARA A ESQUERDA E PARA MINISTROS DO STF. PORTANTO, QUE ELE CONTINUE PRESO!
Para surpresa de ninguém, os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin decidiram, por maioria, que o ex-presidente Jair Bolsonaro deve continuar preso e não terá direito à prisão domiciliar.
O pedido já havia sido negado anteriormente por decisão individual de Alexandre de Moraes. Desta vez, o caso foi analisado por outros integrantes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
Mesmo enfrentando problemas de saúde e já condenado a 27 anos de prisão, Bolsonaro permanece como uma figura central no debate político nacional. Entre seus apoiadores, ele continua exercendo forte influência.
Durante o período de prisão, Bolsonaro indicou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, como nome para disputar a Presidência da República. Em algumas sondagens políticas divulgadas recentemente, Flávio aparece em cenários de disputa com o presidente Lula.
Caso venha a disputar e vencer a eleição, aliados de Bolsonaro afirmam que uma eventual nova gestão poderia discutir medidas como anistias relacionadas a processos políticos e mudanças institucionais envolvendo o Judiciário.
ATENDENDO PEDIDO DE MORADORES, GEDEÃO QUER SINALIZAÇÃO PARA ESQUINA PERIGOSA, DEPOIS DE VÁRIOS ACIDENTES
Atento às demandas da população e às questões de segurança no trânsito da capital, o vereador Gedeão Negreiros protocolou um pedido de providência solicitando, com urgência, a instalação de um semáforo no cruzamento da Avenida Sete de Setembro com a Rua João Goulart, no bairro Nossa Senhora das Graças.
A solicitação foi encaminhada à Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran) após reclamações de moradores, motoristas e comerciantes da região. Segundo os relatos, o cruzamento apresenta sinalização insuficiente diante do intenso fluxo de veículos e pedestres.
De acordo com o documento apresentado pelo parlamentar, a combinação entre tráfego elevado e ausência de um mecanismo de controle mais eficiente teria contribuído para a ocorrência frequente de acidentes no local, colocando em risco condutores, passageiros e pedestres.
No pedido encaminhado à Semtran, Gedeão solicita a realização de um estudo técnico para avaliar a viabilidade da implantação do semáforo. A expectativa é que a medida contribua para organizar o tráfego e aumentar a segurança viária na região.
PERGUNTINHA
Você sabia que “sicário”, aquele criminoso que teria se suicidado (?) em uma cela da Polícia Federal e que era contratado pelo dono do Banco Master para realizar serviços ilegais, significa, segundo o dicionário: assassino, celerado, criminoso, delinquente, facínora, homicida, malfeitor ou matador?



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