Guerra de narrativas será um divisor de águas nas eleições de 2026
CARO LEITOR, as eleições de 2026 prometem ser um divisor de águas na política brasileira porque serão marcadas sem Jair Bolsonaro e com a possibilidade de reeleição do presidente Lula (PT-SP), mas por consolidar no país um novo ciclo na política no âmbito nacional: a guerra de narrativas entre direita e esquerda. Neste caso, o pleito eleitoral deste ano se projeta para ser uma batalha simbólica pelo domínio do imaginário coletivo e pela influência sobre o discurso público. Em face disso, considerando os resultados eleitorais do pleito de 2018 e 2022, a decisão do voto não se manifestou nas urnas pela fidelidade partidária, mas pela percepção da guerra de narrativas construída nas redes sociais. Por sua vez, a mídia social não diz ao eleitor o que pensar, mas sobre o que pensar. Contudo, a disputa em escala estadual e nacional será uma disputa tradicional marcada por uma guerra de narrativas e, repito, será um divisor de águas nas eleições de 2026. Por que digo ser uma disputa tradicional? Porque o jogo do poder continuará sendo entre as forças conservadoras e progressistas do país.
Esquerda
A esquerda é uma máquina de votos consolidada no país por conta dos partidos históricos de esquerda, sindicatos, movimentos sociais, artistas e influenciadores, mas sem alma comunicativa e de reação nas redes sociais porque não consegue persuadir o eleitor pela emoção.
Direita
A direita, por seguir a reboque da extrema-direita, perdeu o discurso nacionalista e desenvolvimentista para o país, bem como na defesa da integração regional. A direita democrática no Brasil foi sufocada com o golpe militar de 1964, com a cassação do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Voltou com a redemocratização sendo coadjuvante de governos social-democratas, mas foi sufocada recentemente pela extrema-direita.
Extrema-direita
A extrema-direita compreendeu rapidamente as novas regras do jogo com o advento das redes sociais. Mesmo com espaço na mídia tradicional, construiu uma rede descentralizada de informação digitalmente poderosa. Neste caso, transformou o WhatsApp, Telegram, YouTube, Instagram, Facebook, bem como lives e podcasts, em arenas alternativas de debate, pautando a grande imprensa e influenciando o discurso político.
Calar
Falando em discurso político, o pastor Silas Malafaia, pelas redes sociais, pediu para Eduardo Bolsonaro se calar, pois estaria prejudicando a campanha do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República.
Atacou
Em live dos EUA, o ex-deputado federal autoexilado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atacou a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), acusando-os de não estarem empenhados e divulgando a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Beneficia
Sejamos justos, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) viaja o Brasil inteiro defendendo o ideal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), consequentemente, beneficia o sobrenome da família Bolsonaro na política. Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez uma caminhada recentemente de Minas Gerais a Brasília pedindo anistia para Bolsonaro.
Chegou
Eu pensei que esse dia não chegaria, mas chegou em que eu concordaria com o pastor Silas Malafaia. Ou seja, concordo plenamente com Malafaia que o ex-deputado federal autoexilado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fique calado. A narrativa de Eduardo, carregada de impropérios, prejudica completamente a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ministro
O ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE), desembarca hoje (15) ao meio-dia em Porto Velho. Ele será recepcionado pelo senador Confúcio Moura (MDB) e o vice-presidente estadual do PT e pré-candidato a deputado federal, Edson Silveira (PT). Em seguida, Camilo segue com os anfitriões para o IFRO da Calama.
IFRO
O IFRO da Calama será palco para o ministro Camilo Santana (PT-CE) assinar o termo de autorização para construção do novo campus Buritis, refeitórios e bibliotecas nos demais campi do interior do IFRO. Depois, a comitiva segue para conhecer as futuras instalações do HU-UNIR/EBSERH em parceria com a Prefeitura de Porto Velho.
Teatro
O ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) encerra agenda na capital com visita às obras de conclusão do Teatro Universitário do Campus Porto Velho e assinatura da ordem de serviço do Restaurante Universitário do Campus Rolim de Moura da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).
Resistente
Contra o trabalho não existem argumentos. A agenda positiva do senador Confúcio Moura (MDB) tem contribuído em muito para captar recursos e investimentos do Governo Federal em Rondônia. Confúcio se mostra resistente e não esmorece diante dos ataques sofridos pela extrema-direita em solo rondoniense.
Acompanhado I
O prefeito Léo Moraes (Podemos), na sexta-feira passada (20), participou do programa A Hora do Povo da rádio Rondônia e, depois, do podcast Conexão Rondônia do Jornal Eletrônico Rondônia ao Vivo. Léo estava acompanhado do prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), e do deputado estadual Rodrigo Camargo (Republicanos).
Acompanhado II
Nas entrevistas que o prefeito Léo Moraes (Podemos) participou, acompanhado do prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), e do deputado estadual Rodrigo Camargo (Republicanos), confirmou a pré-candidatura de Flori ao governo e Camargo ao Senado pelo Podemos - esse último aguarda a janela partidária para trocar de partido.
Autoproclamou
De forma surpreendente, o deputado estadual Rodrigo Camargo (Republicanos), ainda filiado no Republicanos, usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) durante a sessão ordinária de abertura anual da legislatura na tarde de ontem (24), para se autoproclamar candidato a governador com o aval do prefeito Léo Moraes (Podemos).
Cavalo
Na política, cavalo de batalha é um termo frequentemente usado para descrever um argumento essencial para atingir com disfarces algum objetivo. Não se sabe ainda os motivos reais que levaram o deputado estadual Rodrigo Camargo (Republicanos), compondo uma chapa majoritária como candidato a senador, a se autoproclamar - repentinamente - candidato a governador com o aval do prefeito Léo Moraes (Podemos).
Podemos I
A expectativa agora é pela reação do prefeito Léo Moraes (Podemos) em relação à autoproclamação de candidatura a governador do deputado estadual Rodrigo Camargo (Republicanos) pelo Podemos e com aval do dirigente maior, ou seja, o próprio Léo, e confrontado à pré-candidatura a governador do prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), já confirmado pelo próprio Léo como candidato a governador pelo Podemos.
Podemos II
Caso permaneça o prefeito Léo Moraes (Podemos) em silêncio ou mande seguir o jogo com dois pré-candidatos a governador pelo Podemos, o autoproclamado candidato a governador Rodrigo Camargo – ainda filiado no Republicanos, deve estar sendo usado como cavalo de batalha para fritar em pouca banha o pré-candidato a governador pelo Podemos, delegado Flori.
Desmentiu
Em tempos pretéritos, o prefeito Léo Moraes (Podemos), durante entrevista ao podcast Resenha Política, comandado pelo jornalista Robson Oliveira, desmentiu o deputado federal Fernando Máximo (União) em relação a um suposto convite para dirigido a Máximo para disputar qualquer cargo majoritário pelo Podemos.
Ocultas
Em face do que aconteceu com Máximo, caso o prefeito Léo Moraes (Podemos) não reaja com altivez à autoproclamação de candidatura a governo do delegado Rodrigo Camargo pelo Podemos - mesmo ainda estando filiado ao Republicanos, e quebrando o acordo previamente existente com o delegado Flori de encabeçar a chapa majoritária da legenda na disputa pelo Palácio Rio Madeira, chego à conclusão que forças ocultas trabalharam para derrubar Flori do cavalo.
Conhecido
Flori Cordeiro ficou conhecido no estado pela sua atuação como delegado de Polícia Federal no combate à corrupção no âmbito estadual. Em face disso, foi convencido pelo prefeito Léo Moraes (Podemos) no passado a se filiar ao Podemos e concorrer ao cargo eletivo de deputado federal em 2022. Flori obteve 15.343 (1,77%).
Picado
Na candidatura a deputado federal, o delegado Flori (Podemos) conquistou 9.726 votos (1,12%) nas eleições de 2022 em Vilhena. Em face disso, foi picado pela mosca azul da política e se lançou candidato a prefeito de Vilhena nas eleições suplementares de 2022. Ele foi eleito com 74,43%, derrotando a oligarquia local dos Donadons. No pleito de 2024, Flori foi reeleito prefeito coincidentemente com o mesmo percentual de votos, 74,43%.
Loucura
No final do ano passado, o prefeito Léo Moraes (Podemos) sondou o prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), para ser o pré-candidato a governador do Podemos. A princípio, Flori achou que seria uma loucura, mas colocou o nome à disposição, concedendo entrevistas e retornando para as redes sociais. Flori começou a aparecer como outsider na corrida eleitoral, incomodando os donos da bola do jogo do poder em Rondônia.
Outsider
O delegado Flori surgiu na política como outsider, não venceu para deputado federal nas eleições de 2022, mas foi eleito e reeleito prefeito de Vilhena com votações expressivas e enfrentando o sistema e grupos financiadores de campanha no âmbito local. Como prefeito, revelou uma capacidade de entrega extraordinária e revolucionou a máquina administrativa da Prefeitura de Vilhena, transformando a cidade num verdadeiro canteiro de obras.
Colher
Existe um ditado popular que diz que em briga dos outros ninguém mete a colher. Desconsiderando o dito ditado popular, o pré-candidato a governador Samuel Costa (Rede) deixou comentário nas redes sociais dizendo que o prefeito Léo Moraes (Podemos) “é o maior enganador da política rondoniense”.
Risco
Samuel Costa, no comentário, perguntou: “Quem ele (Léo Moraes) ainda não traiu? Vai trair, isso faz parte da índole dele. Em 2022, passou a perna em Carlos Magno e, agora, fez a mesma coisa com Flori. Rodrigo Camargo não tem estrutura psicológica para levar uma rasteira. O Podemos corre o risco de conduzir todos os pré-candidatos a deputado estadual a um verdadeiro suicídio coletivo, assim como ocorreu na eleição passada”, finalizou Samuel.
Baixaria
A baixaria tomou conta da sessão ordinária na Câmara Municipal de Porto Velho na manhã de ontem (24). Os vereadores trocaram acusações entre si. Por sua vez, o vereador Fernando Silva (Republicanos) e o vereador Marcos Combate (Agir) foram às vias de fato. Já o presidente da casa de leis, vereador Gedeão Negreiros (PSDB), usou a tribuna para exigir respeito e decoro parlamentar dos pares durante os trabalhos legislativos.
Abuso
Chamou atenção da coluna o prefeito Alex Testoni (União) de Ouro Preto do Oeste, usar a tribuna em sessão ordinária da Câmara Municipal na segunda-feira (23), para lançar o filho, Ninho Testoni, como pré-candidato a deputado estadual. A sessão ordinária da Casa de Leis seria o ambiente apropriado para Testoni lançar o seu filho candidato a deputado estadual? Pior, pode ser visto como abuso de poder por parte de Testoni.
Sério
Falando sério, o discurso e o vocabulário tradicionais da esquerda perderam força em uma sociedade que valoriza a espontaneidade e a linguagem direta. A direita perdeu o discurso e segue sufocada pela extrema-direita. Essa última domina as redes sociais por meio de narrativas persuasivas capazes de unir a razão e a emoção.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!