Publicada em 10/02/2026 às 09h43
Candidatos outsiders podem fornecer aos eleitores uma rara chance de mudar o status quo
CARO LEITOR, a corrupção, o clientelismo, o assistencialismo e o apadrinhamento político são fenômenos recorrentes em países em desenvolvimento, como o Brasil. No entanto, políticos outsiders podem fornecer aos eleitores uma rara chance de mudar o status quo, ou seja, pode significar mudanças reais à frente da gestão pública ou ser um desastre. Existem exemplos de sucesso de candidatos outsiders eleitos para cargos executivos e legislativos. Por exemplo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), eleito em 2018 como candidato outsider, e o prefeito da capital de Macapá, Dr. Furlan (MDB), eleito no pleito de 2020. Neste caso, Zema foi eleito governador de Minas em 2018 com 71,80% dos votos e reeleito em 2022 com 56,18% dos votos. Em ambos os pleitos eleitorais, Zema ganhou no primeiro turno. Já o Dr. Furlan, um neófito em política, derrotou o irmão do senador David Alcolumbre (União) na disputa pela Prefeitura de Macapá (AP) no segundo turno das eleições municipais de 2020, ele obteve 55,67% dos votos. No pleito eleitoral de 2024, Dr. Furlan foi reeleito com 85,08% dos votos. Assim, o candidato outsider, quando ingressa na política, se torna uma incógnita e decisões tomadas de mudança provocam reações da classe política estabelecida e podem elevar ao sucesso ou insucesso administrativo. No caso de Zema e Furlam, foram aprovados pelo crivo das urnas.
Dúvidas
Estamos há oito meses de uma eleição em que vamos escolher o presidente da República, governadores dos estados, senadores e deputados federais e estaduais, e ainda estamos com muitas dúvidas sobre os possíveis candidatos em escala nacional e estadual. Contudo, o fenômeno do outsider pode se manifestar na corrida eleitoral.
Incentiva
Estudos acadêmicos revelam que expor governantes e parlamentares com avaliação e aprovação baixa nas pesquisas, bem como políticos corruptos e partidos tradicionais com a imagem desgastada, incentiva o aparecimento de candidatos outsiders a concorrer a cargos públicos, inclusive a serem eleitos.
Anunciou
O pré-candidato a governador do PL, senador Marcos Rogério (PL), divulgou vídeo ao lado do vice-prefeito de Cacoal, Tony Pablo (PSD), anunciando R$ 3 milhões de emendas para Cacoal. Tony não apoia a candidatura ao governo do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD).
Filiação
O governador Coronel Marcos Rocha, a primeira-dama Luana Rocha e o seu irmão, Sandro Rocha, assinaram ontem (09) a ficha de filiação ao PSD e acertaram com o ex-senador Expedito Júnior (PSD), a composição do Diretório Estadual da sigla em Rondônia.
Anotado
O ex-senador Expedito Júnior (PSD) revelou à coluna que, depois do carnaval, o novo Diretório Estadual do PSD de Rondônia estará anotado no TSE. Com isso, o governador Coronel Marcos Rocha assume o comando da legenda em Rondônia. Ele terá um partido para chamar de seu.
Sentiu
O governador Coronel Marcos Rocha (PSD) não está para brincadeira no jogo do poder. Ontem (09), o pré-candidato a governador e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), sentiu o peso da máquina numa campanha eleitoral em Candeias do Jamari.
Café
Liderados pelo ex-prefeito Valteir Queiroz, todos os cargos de confiança do governo de Rondônia em Candeias do Jamari tomaram café com o pré-candidato a governador e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD). Fúria é o candidato do Palácio Rio Madeira.
Domínio
A máquina pesa no jogo do poder, dessa maneira, o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) está cooptando para o seu domínio o partido Novo e a federação partidária Renovação Solidária composta pelo PRD e Solidariedade. Tanto o Novo como a federação Renovação Solidária vão abrigar os pré-candidatos a deputados federais e estaduais da base governista.
Comando I
Desembarca em Rondônia na quinta-feira (12) os deputados federais Paulinho da Força (SD) e Fred Costa (PRD-MG). Além dos dirigentes nacionais do PRD, o presidente Marcus Vinicius e o secretário-executivo Ovasco Rezende. O secretário-chefe da Casa Civil, Elias Rezende, será entronizado no comando partidário do PRD em Rondônia.
Comando II
Na queda de braço entre o secretário-chefe da Casa Civil, Elias Rezende, e o vice-governador Sérgio Gonçalves (União) pelo comando partidário da federação Renovação Solidária, formada pelo PRD e Solidariedade, Elias levou a melhor. A federação em voga receberá a filiação da base governista para compor a nominata de deputados estaduais e federais.
Reunidos
Falando em federação, na noite de ontem (09), o deputado federal Maurício Carvalho (União), o presidente estadual do União Brasil em Rondônia, empresário Júnior Gonçalves, e a deputada federal Silvia Cristina (PP), estiveram reunidos com os deputados estaduais da federação União Progressista.
Desespero
Durante a reunião da federação partidária União Progressista – União Brasil e PP, alguns deputados perceberam que a federação possui tronco, mas não conta com calda para garantir a reeleição de oito deputados estaduais e dois federais. O desespero bateu em alguns presentes por conta da possibilidade de não serem reeleitos.
Unanimidade
Outro ponto alto da reunião da federação partidária União Progressista – União Brasil e PP, foi a escolha do pré-candidato a governador. O nome do ex-prefeito Hildon Chaves - em processo de filiação ao partido Republicanos, foi unanimidade entre os presentes para ser o candidato a governador apoiado pela federação.
Reagiu
O vice-governador Sérgio Gonçalves (União), presente na reunião da federação partidária União Progressista – União Brasil e PP, reagiu à escolha do nome de Hildo Chaves, afirmando que ele mantém a pré-candidatura a governador independentemente de assumir ou não a titularidade do cargo de governador. Sérgio ainda tem esperança de assumir o governo em abril próximo.
Acertado
Contudo, ficou condicionado na reunião da federação partidária União Progressista – União Brasil e PP, caso o vice-governador Sérgio Gonçalves (União) assuma o governo com a possível renúncia do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) em abril próximo, ele será o candidato a governador da federação, do contrário, o candidato será o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, atualmente filiado ao PSDB.
Outsiders I
Na reunião da federação União Progressista, o deputado federal Maurício Carvalho (União), apresentou uma pesquisa de consumo interno com cenários para os cargos de governador e senador. Para surpresa de todos, os candidatos majoritários do Podemos podem ser os outsiders da eleição, ou seja, o pré-candidato a governador e prefeito de Vilhena, delegado Flori, e o pré-candidato a senador, deputado estadual delegado Rodrigo Camargo – aguardando a janela partidária.
Outsiders II
O pré-candidato a governador do Podemos, delegado Flori (Podemos), foi eleito prefeito de Vilhena como candidato outsider, ou seja, fora dos esquemas partidários, das articulações empresariais e dos acordos escusos. Por isso, conseguiu implementar mudanças administrativas impactantes naquele município sem ser pressionado por financiadores de campanha — esses padrinhos invisíveis que costumam cobrar a conta depois da eleição.
Outsiders III
O delegado Rodrigo Camargo, atualmente filiado ao Republicanos e aguardando a janela partidária para se filiar ao Podemos e disputar o Senado pela legenda, foi eleito deputado estadual na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) no último pleito eleitoral. Camargo é notado pela sua atuação parlamentar independente e oposição ferrenha ao governo do presidente Lula (PT-SP), daí pode se tornar o candidato outsider ao Senado.
Consolidada
O pré-candidato a governador, delegado Flori (Podemos), e o pré-candidato a senador, delegado Rodrigo Camargo (Podemos), contam com o apoio do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos). Léo está bem avaliado e com popularidade em alta, deverá sair do pleito eleitoral fortalecido e com sua liderança consolidada no jogo do poder e eleitoral no âmbito estadual.
Aliança
O presidente estadual do Avante, ex-deputado estadual Jair Montes (Avante), e o deputado Marcelo Cruz, fecharam uma aliança política e partidária. Neste caso, Cruz deixa o PRTB e muda para o Avante, que, por sua vez, junta a sua nominata de pré-candidatos a deputados estaduais e de pré-candidatos a deputado federal no Avante.
Fortalecer
A aliança do ex-deputado estadual Jair Montes (Avante) e do deputado Marcelo Cruz – em processo de filiação no Avante, além de fortalecer a legenda na capital e no interior, deverá sair vitoriosa nas urnas no próximo pleito eleitoral de outubro. O Avante, com essa composição, deverá eleger três ou quatro deputados estaduais e buscar uma cadeira na Câmara de Deputados.
Acertar
Falando em Câmara de Deputados, cresce o nome da professora Glaucia Negreiros entre os profissionais de Educação para disputar o mandato de deputado federal. Gláucia tem um currículo invejável como gestora em Educação e poderá ser uma surpresa nas urnas, basta acertar na nominata de deputado federal.
Atrasos
A Amazonfort é uma empresa de porte mediano, portanto, não pode sofrer atrasos nos pagamentos pelas prefeituras para as quais presta serviço de coleta de lixo e destinação final do resíduo sólido. O atraso prejudica de imediato o salário dos trabalhadores e as obrigações fiscais e trabalhistas.
Crença
Eu carrego comigo a crença de apoiar e incentivar nossas empresas locais, exemplificada por casos de sucesso como a Cairu, Eucatur, Irmãos Gonçalves, Campilar, Laticínios Toya, Novalar e outros. Portanto, fomentar e torcer a favor do sucesso do setor privado dos nossos empresários cria um ambiente de negócios sustentável e robusto no âmbito estadual.
Sério
Falando sério, a polarização política, o populismo e a ascensão de líderes que se apresentam fora do establishment tradicional fazem surgir candidatos outsiders a cargos eletivos. Por sua vez, os outsiders estão conectados a uma série de temas importantes para a democracia contemporânea porque recorrem a discursos com sentimentos antiestablishment político e apresentam o desejo de mudança política e administrativa na gestão pública e nas funções legislativas e judiciárias.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!