Publicada em 17/02/2026 às 09h56
A Confederação Geral do Trabalho anunciou a realização de uma paralisação nacional de 24 horas em reação à proposta de reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei. A greve será deflagrada no momento em que a Câmara dos Deputados iniciar a discussão do projeto, prevista para ocorrer antes do fim de fevereiro.
Segundo a central sindical, a mobilização não incluirá atos públicos ou manifestações de rua, limitando-se à suspensão das atividades em todo o país. A medida amplia o embate entre o governo e os sindicatos, historicamente influentes no cenário político argentino.
A proposta já foi aprovada pelo Senado na última quinta-feira (12), com 42 votos favoráveis e 30 contrários, e agora aguarda análise dos deputados. O Palácio do Planalto argentino trabalha com a expectativa de votação em plenário no dia 25 de fevereiro, com conclusão até 1º de março, data de abertura das sessões ordinárias do Congresso.
O texto, que ainda pode sofrer alterações, promove mudanças amplas na legislação trabalhista, revisando normas que, em grande parte, estão em vigor desde a década de 1970. Para a oposição e entidades sindicais, as alterações reduzem garantias históricas dos trabalhadores.
A tramitação foi acompanhada de tensão nas ruas. Na quarta-feira (11), protestos contrários à reforma terminaram em confrontos com forças de segurança em Buenos Aires.
Analistas apontam que o projeto integra um pacote mais amplo de medidas estruturais defendidas pelo governo Milei, voltadas à reorganização da economia, à atração de investimentos e à geração de empregos.



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