Publicada em 17/02/2026 às 10h46
O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) publicou um vídeo nas redes sociais em que critica a homenagem feita pela escola de samba Acadêmicos de Niterói ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, durante o Carnaval. Na gravação, o parlamentar afirma que o episódio configuraria “propaganda eleitoral antecipada” e defende que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adote medidas contra o presidente.
No vídeo, Chrisóstomo classifica a situação como “uma aberração jurídica” e diz que estaria “escrachado” o que, segundo ele, seria uma antecipação de campanha. “A escola de samba fez essa homenagem exatamente para antecipar a campanha do Lula”, declara. Em seguida, ele menciona um possível encaminhamento jurídico e afirma: “Lula inelegível! O Brasil quer Lula inelegível!”.
O deputado também faz comparação com o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao mencionar a decisão que o tornou inelegível. “Veja o que fizeram com o presidente Bolsonaro. Tornaram o presidente Bolsonaro inelegível por uma reunião com embaixadores pra tratar de assuntos institucionais”, afirma, acrescentando: “E agora? O que o TSE vai dizer em relação a essa propaganda toda realizada por essa escola de samba ao Lula, que estava presente lá com a sua esposa?”. Ao final, ele conclui com uma avaliação sobre a agremiação: “Sabem qual é a nota dessa escola de samba? Zero!”.
Além do vídeo, o deputado publicou um texto em que reforça as acusações e cobra uma resposta da Justiça Eleitoral. No post, ele afirma que haveria “motivos de sobra para impugnar a candidatura de Lula da Silva” e sustenta que cerca de R$ 12 milhões teriam sido repassados à Acadêmicos de Niterói para “fazer campanha eleitoral antecipada”. O parlamentar também diz que o presidente teria “zombado da família, dos cristãos” e de conservadores, além de alegar que “vai as a Lula” teriam sido “abafadas” por som de carros “a mando do presidente da escola”. No mesmo texto, Chrisóstomo afirma ainda que a Polícia Federal teria “enquadrado muitos que estavam vaiando” e encerra cobrando: “Aguardo o posicionamento do TSE!”.
A publicação gerou grande volume de comentários em poucas horas. Até o fechamento desta reportagem, a imensa maioria das reações não se concentrou na discussão jurídica apresentada pelo parlamentar, mas em cobranças sobre sua atuação no mandato e em referências a episódios controversos atribuídos a ele pelos próprios usuários.
Entre as mensagens, houve recorrência de cobranças diretas para que o deputado “trabalhe” e foque em demandas do estado. “Trabalhe pelo seu Estado, Rondônia, cuide da missão que lhe foi concedida e pare de querer lacrar na internet”, escreveu um usuário. “Bora trabalhar um pouco”, disse outro. Em linha semelhante, uma terceira mensagem questionou: “Meu irmão, cadê que tu trabalha?”.
Também apareceram comentários que associaram o deputado a acusações de nepotismo, sem apresentar provas ou documentos no próprio espaço da publicação. “Sobrenome NEPOTISMO”, registrou um usuário. Outro comentou: “Falando em TSE, já exonerou a parentaiada do seu gabinete?”. Em uma mensagem mais longa, um comentarista afirmou que o parlamentar deveria “explicar para a população” a presença de familiares no gabinete, novamente sem anexar evidências no próprio comentário.
Além das cobranças e acusações, diversas mensagens foram irônicas ou agressivas, com xingamentos e provocações políticas. Parte dos comentários também desviou o foco para disputa eleitoral e defesa do presidente, com menções a “Lula 2026” e críticas à direita, enquanto outros defenderam o deputado e atacaram adversários políticos. “Coronel está certo, se fosse o Bozo, a petralhada toda tava berrando aos 4 ventos”, escreveu um usuário. Houve ainda comentários que elogiaram o desfile e a escola de samba, sem entrar no debate proposto pelo parlamentar.
No conteúdo publicado, Chrisóstomo afirma que a homenagem seria parte de uma estratégia para antecipar campanha eleitoral e sugere que o TSE deveria agir. O parlamentar também faz paralelos com a inelegibilidade de Bolsonaro e menciona, no texto, recursos públicos e suposta atuação de órgãos de segurança durante o desfile. As alegações são apresentadas como entendimento do próprio deputado, que diz aguardar providências e posicionamento do tribunal.
A postagem, porém, funcionou como catalisador de reações que extrapolaram o tema central: em vez de se limitarem ao debate sobre a homenagem e eventuais consequências eleitorais, muitos usuários transformaram a caixa de comentários em espaço de cobrança por resultados do mandato, críticas pessoais e lembrança de controvérsias atribuídas ao parlamentar.
Até o momento considerado para esta matéria, as reações indicavam um ambiente predominantemente crítico, com manifestações de apoio em menor volume e forte polarização nas respostas.



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