Publicada em 15/01/2026 às 14h48
Durante o mês de janeiro, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realiza a campanha Janeiro Roxo, movimento nacional promovido pelo Ministério da Saúde com foco na conscientização, prevenção e enfrentamento da hanseníase. A iniciativa busca informar a população sobre os sinais da doença, a importância do diagnóstico precoce, o acesso ao tratamento gratuito e o combate ao preconceito e à desinformação.
A hanseníase é uma doença infecciosa que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo causar manchas com alteração de sensibilidade. Segundo o médico Tiago Barnabé, um dos principais sinais de alerta é a perda ou diminuição da sensibilidade em determinadas áreas do corpo.
“A hanseníase é uma doença que acomete a pele e os nervos da pele. O principal sintoma é uma mancha um pouco mais clara que a pele, onde a pessoa não sente direito. Às vezes, a pessoa se machuca, se queima ou se arranha e não percebe a dor, o que é uma característica muito peculiar da doença”.
Diagnóstico precoce
A Semusa reforça que, ao perceber qualquer mancha com alteração de sensibilidade, a orientação é procurar a unidade básica de saúde mais próxima da residência. Os profissionais da rede municipal estão capacitados para realizar a avaliação inicial e, quando necessário, encaminhar o paciente para o Serviço Especializado Municipal (SEM), que é referência no acompanhamento de casos mais avançados.
O médico destaca que o fluxo correto é procurar o posto de saúde mais perto de casa. O profissional já foi treinado para avaliar, diagnosticar ou excluir a hanseníase. “Quando há dúvidas ou casos mais avançados, o paciente é encaminhado para o centro de referência”
Tratamento é gratuito e tem cura
Uma das principais mensagens da campanha Janeiro Roxo é que a hanseníase tem cura e o tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples e eficaz é o tratamento, reduzindo riscos de sequelas.
Tiago Barnabé afirma que a Hanseníase tem cura. “Não tenha medo de procurar o serviço de saúde. Quanto antes a pessoa for diagnosticada, mais fácil é o tratamento e maiores são as chances de cura”.
O tratamento varia conforme a classificação da doença: nos casos paucibacilares, dura seis meses; já nos casos multibacilares, o tratamento tem duração de até 12 meses, sempre com acompanhamento médico.
Combate e orientação à população
A campanha também atua no enfrentamento do preconceito e da discriminação ainda associados à hanseníase. A doença não é transmitida por contato físico casual, como apertos de mão, uso de talheres ou banheiros compartilhados. A transmissão ocorre pelo ar, em situações de contato próximo, contínuo e prolongado, geralmente no ambiente domiciliar.
O secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, destacou a importância da campanha e reforçou a necessidade do diagnóstico precoce. “O Janeiro Roxo é um momento fundamental para reforçarmos junto à população que a hanseníase tem cura e que o tratamento está disponível gratuitamente pelo SUS.”



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