Publicada em 09/01/2026 às 08h41
Ato do 8 de janeiro no Palácio do Planalto é marcado pela ausência de outros poderes
CARO LEITOR, a cerimônia ontem (8) no Palácio do Planalto marcou 3 anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023 e contou com a presença do presidente Lula (PT-SP). O evento foi marcado por falas de exaltação à democracia e de defesa da manutenção das instituições. Lula descartou existir conflitos entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo, elogiou o Poder Judiciário e exaltou o regime democrático. Apesar do tom de harmonia entre os Três Poderes, o evento reuniu aliados do governo na sua grande maioria e ausência de políticos de outros partidos, bem como dos representantes de outros Poderes, como o presidente da Câmara de Deputados, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, reforçando especulações do clima de tensão entre o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF. O evento foi marcado pelo veto de Lula ao PL da Dosimetria que flexibiliza penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. Do lado de fora do Palácio do Planalto, o ato em defesa da democracia contou com a presença de poucas pessoas.
Ausência
A ausência do presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), reforça a especulação em torno do clima de tensão entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.
Presença
Não é a primeira vez que o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) deixam de comparecer a eventos do Palácio do Planalto. Motta e Alcolumbre não marcaram presença na celebração da isenção do IR (Imposto de Renda), uma das principais bandeiras do governo Lula.
Veto
O veto do presidente Lula (PT-SP) ao PL da Dosimetria, que reduz penas aos extremistas que invadiram as sedes dos Três Poderes, bem como aos envolvidos na trama do golpe, a exemplo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), já era esperado.
Prejuízos
O Ministério da Previdência concluiu que o prejuízo de fundos previdenciários que investiram em Letras Financeiras do Banco Master sem a garantia do FGC será bancado pelos cofres públicos locais, ou seja, estados e municípios. Tema que ainda vamos aprofundar.
Prisão
Ontem, no 8 de janeiro, o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) divulgou nas redes sociais conteúdo defendendo prisão humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Vale lembrar que o clã Bolsonaro e a grande maioria dos parlamentares da extrema-direita sempre se posicionaram contra os Direitos Humanos.
Criticando
Nas redes sociais, o senador Jaime Bagattoli (PL-Vilhena) divulgou conteúdo criticando o veto do presidente Lula (PT-SP) ao PL da Dosimetria. Segundo o post de Bagattoli, o veto é um ato de pura perseguição e vingança política aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Contra
O senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes) não postou nenhum conteúdo relacionado ao 8 de janeiro. Contudo, Confúcio foi o único parlamentar rondoniense em Brasília a votar contra o PL da Dosimetria que beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) envolvido na trama golpista do 8 de janeiro.
Considerou
Nas redes sociais, o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB-Jaru) considerou o ato de 8 janeiro no Palácio do Planalto como o “dia da mentira”. Segundo Lúcio, a comemoração em Brasília que marca o dia de ataque à democracia inverteu os valores; para ele, a data foi uma manifestação popular de pessoas indignadas.
Farsa
O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-Porto Velho) divulgou vídeo nas redes sociais afirmando que o 8 de janeiro sofreu manipulação de imagens e foi uma farsa mediante uma narrativa inventada de que a data foi um ato terrorista.
Manifestaram
Os deputados federais Maurício Carvalho (União-Porto Velho), Thiago Flores (Republicanos-Porto Velho), Fernando Máximo (União-Porto Velho), Rafael Fera (Podemos-Ariquemes) e as deputadas Cristiane Lopes (União-Porto Velho) e Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná), não se manifestaram nas redes sociais em relação ao 8 de janeiro.
Confirmou
Em conversa exclusiva com a coluna, o ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho) confirmou à coluna as tratativas para se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT) e construir sua pré-candidatura ao governo de Rondônia com apoio do presidente Lula (PT-SP).
Filiação I
O ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho) ocupa um cargo relevante no Ministério da Pesca do governo Lula III e confidenciou à coluna que as tratativas de sua filiação ao PT para concorrer ao governo de Rondônia iniciaram em Brasília.
Filiação II
O vice-presidente estadual do PT em Rondônia e pré-candidato a deputado federal, Edson Silveira (PT-Porto Velho), confirmou as tratativas de filiação do ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho) à legenda petista. Já a candidatura ao governo dependerá de Netto se dedicar ao processo de construção interna.
Estratégia
O ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho) negou que a sua filiação ao PT e a sua possível pré-candidatura ao governo pela legenda do presidente Lula (PT-SP) sejam uma estratégia para garantir o apoio da legenda petista ao pré-candidato a governador Adailton Fúria (PSD-Cacoal) caso esse último chegue ao segundo turno.
Apoio
Segundo o ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho), caso ele não chegue ao segundo turno das eleições em outubro próximo, ficará neutro. Ele também disse que caberá ao PT decidir o apoio de legenda de esquerda ao candidato que chegar ao segundo turno e garantir apoio ao presidente Lula (PT-SP).
Construindo
O ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho) é filho do presidente estadual do PSD em Rondônia, ex-senador Expedito Júnior (PSD-Rolim de Moura). Esse último construiu a pré-candidatura e está construindo a candidatura do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), ao governo de Rondônia.
Distintos
Na conversa com a coluna, o ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho) revelou que, embora os projetos pessoais sejam distintos, ele continua amando o seu pai e mantém uma relação de respeito e admiração ao ex-senador Expedito Júnior (PSD-Rolim de Moura).
Cara
Causa-me estranheza essa filiação do ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho) ao PT para disputar o governo. Apesar de Netto, como parlamentar, sempre ter votado nas matérias dos governos petistas na Câmara dos Deputados, ele não tem cara de esquerda, principalmente pelo voto dado a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG).
Conveniente
A filiação do ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho) é conveniente para o PT e seu nome surge como tábua de salvação para a legenda petista que precisa garantir um palanque para o presidente Lula (PT-SP) em Rondônia. Inclusive, ajuda na construção das nominatas de deputado federal e estadual.
Críticas
Contudo, no futuro próximo, o ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho) poderá deixar a legenda petista, fazendo críticas como fez o ex-governador Roberto Requião quando trocou o MDB pelo PT para disputar o governo do Paraná nas eleições de 2022. Geralmente, o PT suga e depois cospe fora quem o ajuda no jogo do poder.
Garantiu
Em contato com a coluna, a direção estadual do partido Democracia Cristã (DC) garantiu que a legenda elegerá dois deputados estaduais nas próximas eleições. Ou seja, o deputado estadual Ribeiro do Sinpol - filiado atualmente no PRD e disputa a reeleição - e um outro candidato. Agora é esperar o fechamento das filiações e fazer o cálculo da matemática do poder.
Mobiliza
O evangelista e articulador político Eduardo Vilarino garantiu à coluna que o partido Mobiliza, presidido no estado pelo ex-vereador de Rolim de Moura Uender Nogueira (Mobiliza-Rolim de Moura), elegerá dois deputados estaduais. Vale lembrar que o Mobiliza, com nominata completa de deputado estadual, não conseguiu eleger nenhum deputado nas eleições de 2018 e 2022.
Fake
O prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos-Vilhena), divulgou vídeo afirmando que não existe servidor da saúde municipal em greve por conta de salário atrasado. Segundo Flori, tudo não passa de fake news e, se alguém provar o contrário, ele doa uma caminhonete na hora.
Tamanho
O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), postou foto comparando os ônibus de transporte de pacientes da Prefeitura de Cacoal e Vilhena. Para Fúria, o ônibus de Cacoal é o "pai" e o de Vilhena é o "filhote" por conta da diferença de tamanho (risos).
Dever
A questão é simples, a Prefeitura de Vilhena não precisa de um ônibus tão grande para fazer o transporte de pacientes para a capital porque faz o dever de casa muito bem em relação ao atendimento em saúde. O ônibus de Vilhena só transporta pacientes para tratamento do câncer no Hospital do Amor.
Sério
Falando sério, a cerimônia no Palácio do Planalto para lembrar o 8 de janeiro com a presença do presidente Lula (PT-SP), do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB-SP), ministros, parlamentares aliados, governadores e representantes das Forças Armadas. Do lado de fora, militantes do PT e dos movimentos sociais gritavam palavras de ordem contra a anistia aos envolvidos nos atos golpistas.



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