Publicada em 09/01/2026 às 14h00
Fora – A provável desistência de o governador Marcos Rocha, presidente regional do UB em concorrer a senador nas eleições de outubro próximo, abre espaços para os demais pretendentes. Rocha está no segundo mandato seguido e teria muitas chances de conseguir uma das duas vagas ao Senado, hoje ocupadas por Confúcio Moura e Marcos Rogério, presidentes estaduais do MDB e PL, respectivamente. Com Rocha permanecendo no cargo, cumprindo o mandato até o final do ano, sua esposa, a secretária de Estado de Ação Social, Luana também está fora das eleições deste ano, devido ao grau de parentesco, o mesmo ocorrendo com Sandro, diretor-geral do Detran-RO e irmão do governador.
Espaço – Não há dúvidas que Rocha e Luana teriam enormes chances de conseguirem o objetivo, que seria a eleição de ambos para o Senado e Câmara Federal, respectivamente. O governador vinha trabalhando sua pré-candidatura ao Senado e Luana estava sempre entre os nomes considerados em condições de se eleger deputada federal, devido ao seu trabalho eficiente na Seas. Já Sandro seria uma aposta, mas com chances de chegar a ocupar uma das 24 cadeiras na Ale-RO, pois o cargo de diretor geral do Detran facilita muito a quem tenha pretensões políticas, de enfrentar as urnas, como é o seu caso. Quem está “batendo palmas” são os adversários, pois Rocha e Luana certamente seriam nomes com plenas condições de sucesso nas urnas.
Coerência – Medida correta e efetiva do Ministério Público Federal (MPF) ao firmar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa Athivalog Transporte, para o cumprimento de normas de tráfego e prevenção de excesso de cargas nos veículos da empresa nas rodovias federais de Rondônia. O acordo, firmado em dezembro, dentre outras obrigações prevê a doação de RS 189.249,83 ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) em Rondônia, oriundos de irregularidades relacionadas com o excesso de peso dos veículos da empresa e de terceiros contratados por ela, que danificaram as rodovias. Medida correta, inteligente, eficiente, que poderia ser aplicada pela nossa polícia de elite, a Federal, na apreensão de balsas, motores, equipamentos, veículos na extração de ouro no Rio Madeira, por exemplo, que são queimados, quando poderiam ser doados ao Estado, prefeituras, entidades beneficentes.
Pedágio – A partir de segunda-feira (12) terá início a cobrança de pedágio no trecho da BR 364, de 700km, entre Porto Velho a Vilhena, na divisa com o Mato Grosso. Os sete postos de cobrança do pedágio, já instalados, são eletrônicos e motoristas e motociclistas não precisarão parar para pagar a tarifa, abusiva, se relacionada a outras regiões, inclusive cem rodovias duplicadas e dotadas da infraestrutura mínima para proporcionar uma viagem segura aos usuários. Não é o caso da 364, no chamado “Corredor da Morte”, devido ao elevado índice de acidentes, a maioria com óbitos. A concessionária vencedora da concorrência para administrar o trecho, a Nova 364, do Consórcio Quatro UM/Opportunity, realizou nos últimos meses uma “maquiagem” às margens, mas nada relacionado aos poucos mais de 100km de duplicação, passarelas, terceiras pistas, sinalização, etc.
Pedágio II – Apesar de investir “pesado” somente nos arcos onde estão os moderníssimos equipamentos, que garantem a passagem pelo posto de pedágio sem parar, mas com o registro da cobrança, a “bronca” maior é sobre o valor a ser cobrado, considerado o “mais caro do Brasil”. Vamos aos preços num comparativo com outras rodovias pedagiadas no Brasil com tarifa média de 100km, (categoria 1 automóveis): BR 364, Rondônia, R$ 21,10; Via Araucária, no Paraná, R$ 11,60; BR 163 (MS-Pantanal), R$ 9,00; BR 163 (Nova Rota), R$ 7,50; Vila Costeira (SC), R$ 4,40. É importante destacar, que pouco foi feito visando a melhoria da BR 364 em Rondônia, nada que justificasse a cobrança do pedágio com preço abusivo. Até quando o Estado será explorado ao máximo por especuladores como também ocorre, nos preços abusivos das passagens aéreas e voos limitados?
Respigo
Expectativa de mudanças na equipe do governador Marcos Rocha (UB). Vários secretários devem deixar os cargos em breve, porque estarão concorrendo a cargos eletivos nas eleições de outubro +++ Estariam previstas substituições nas secretarias da Saúde, de Segurança Pública, no comando da Polícia Militar (PM) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com todos concorrendo a cargos proporcionais. Na Casa Civil também se questiona sobre o futuro político de Elias Rezende, inclusive, para concorrer a cargo majoritário (governador ou vice) +++ As eleições estão chegando. As convenções para escolha dos candidatos ocorrerão de 20 de julho a 5 de agosto +++ São cerca de seis meses para que os partidos políticos escolham seus candidatos. Sem contar que este ano passará muito rápido +++ O Carnaval está chegando (14 a 17 de fevereiro), a Copa do Mundo (11 de junho a 19 de julho) também. Ainda teremos as eleições (4 de outubro primeiro turno e 25 segundo turno), para os cargos de presidente da República, governadores e respectivos vices; duas das três vagas ao Senado dos Estados e Distrito Federal; Câmara Federal e Assembleias Legislativas.



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