Publicada em 30/01/2026 às 09h43
Flávio Bolsonaro repete a tática eleitoral de 2018
CARO LEITOR, sem criatividade, o pré-candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o filho zero um do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), repete a tática eleitoral de 2018 do pai. Neste caso, um roteiro velho e conhecido utilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para conquistar a Presidência da República nas eleições de 2018. A tática consistiu em visitar igrejas evangélicas neopentecostais, aceitar Jesus e um batismo simbólico nas águas do rio Jordão. Jair Bolsonaro usou as imagens com sucesso nas eleições de 2018 e conseguiu capturar a boa-fé de uma enorme parcela de evangélicos tradicionais e neopentecostais, inclusive de católicos, garantindo a formação de uma base eleitoral decisiva e gratuita por meio de uma simbologia religiosa que, na prática, camuflava os interesses políticos. Foi uma tática que funcionou naquele cenário do pleito eleitoral de 2018, já nas eleições de 2022, não foi suficiente para derrotar o candidato Lula na corrida presidencial, demonstrando que a tática tem prazo de validade.
Insiste
O “marqueteiro” Carlos Bolsonaro, irmão do pré-candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), insiste na velha tática eleitoral como se estivéssemos em 2018, ignorando o Brasil de 2026.
Resta
O pré-candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seguindo o roteiro de 2018, aceitou Jesus, participa de cultos evangélicos e, por último, tomou banho no rio Jordão. Resta agora um ato de violência, ou seja, uma facada ou atentado a bala.
Criatividade
Existe uma máxima no futebol brasileiro de não mexer no time que está ganhando. Neste caso, não mudar a tática de jogo que está fazendo o time vencer partidas. Contudo, no jogo eleitoral, essa máxima não vale porque requer muita criatividade para ganhar uma eleição e leitura dos cenários de cada eleição.
Fake news
O combate a fake news está sendo implacável no atual cenário político. Neste caso, a mentira não corre mais solta e a prova disso foi o recuo instantâneo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que precisou apagar às pressas uma postagem mentirosa sobre Lula e Educação. Flávio foi desmascarado em tempo real.
Cálculo
Os evangélicos tradicionais e neopentecostais estão abrindo os olhos para o jogo de manipulação de políticos que misturam política com religião, em especial, do rótulo de “fáceis de enganar” e se distanciando dessa manipulação barata. Tentar aplicar um velho golpe num eleitorado vacinado é um erro de cálculo fatal.
Gente
Falando em manipulação, existem vários políticos em Rondônia que recorrem à tática de misturar política com religião, em especial, transformar igrejas em reduto eleitoral. Como estamos em ano eleitoral, não estranhe se o púlpito da sua igreja for transformado em palanque para diversos candidatos.
Igreja
Em Rondônia, o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná), a deputada federal Cristiane Lopes (União-Porto Velho) e o deputado federal Fernando Máximo (União-Brasil-Porto Velho) fazem das igrejas evangélicas neopentecostais seus principais redutos eleitorais.
Flerte
O senador Jaime Bagattoli (PL-Vilhena) é católico, mas flerta com igrejas evangélicas neopentecostais, daí ele foi abraçado pelas igrejas nas eleições de 2022. O flerte e o abraço resultaram na indicação do Pastor Valadares como seu primeiro suplente de senador.
Reduto
Falando em flerte, o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB-Jaru) é evangélico e sua principal bandeira é a agricultura. Contudo, ele também conta com algumas igrejas evangélicas neopentecostais como reduto eleitoral.
Apoio
O governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) é um evangélico neopentecostal fervoroso e conta com apoio das mais diversas igrejas evangélicas neopentecostais. O apoio recebido contribuiu para sua vitória nas eleições de 2018 e a reeleição no pleito eleitoral de 2022.
Liminar
Na tarde de ontem (29), o juiz federal Shamyl Cipriano concedeu liminar suspendendo a cobrança do pedágio da BR. 364. A liminar derrubando a cobrança do pedágio foi fruto da soma de esforços de associações de representação de classe e dos representantes políticos pertencentes à nossa bancada federal.
Objeto
Segundo o advogado Marcelo Barrozo, três ações com o mesmo objeto foram distribuídas para derrubar a cobrança do pedágio na BR. 364. Neste caso, APROJOSA, ABIOV e o partido União Brasil, que contou com a assinatura de todos os parlamentares da bancada federal, exceto o senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes). Tais ações derrubaram a cobrança do pedágio na BR. 364.
Prefeitos
Diversos prefeitos e ex-prefeitos entrarão na briga por um cargo eletivo nas eleições deste ano. Os ex-prefeitos da capital Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) e Dr. Mauro Nazif (sem partido), estão decididos a participar das eleições. Mauro deseja retornar à Câmara dos Deputados e Hildon segue indefinido se concorre ao cargo de governador ou deputado federal.
Peleja
Já o ex-prefeito Roberto Sobrinho (sem partido) ainda peleja na justiça para se viabilizar eleitoralmente. Caso fique liberado, Sobrinho pode tentar disputar o governo do estado pelo PDT do senador Acir Gurgacz (PDT-Ji-Paraná).
Descompatibilizando
Os atuais prefeitos de Vilhena e de Cacoal estarão se descompatibilizando dos seus respectivos cargos no início de abril para se lançarem na disputa eleitoral. Neste caso, o prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos-Vilhena), e o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), se enfrentarão nas urnas pela disputa ao governo de Rondônia.
Corrida
Ex-prefeitos do interior também entrarão na corrida eleitoral deste ano. Neste caso, o ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (sem partido), tentará uma vaga na Câmara de Deputados. Esaú Fonseca (União-Porto Velho), também ex-prefeito de Ji-Paraná, deverá buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO).
Ex-prefeitos
Entre os nomes de ex-prefeitos candidatos a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) figura o nome do ex-prefeito de Colorado D’Oeste, Professor Ribamar (sem partido), da ex-prefeita Raissa Bento (MDB) de Guajará-Mirim e Silas Borges (sem partido) de Nova Brasilândia.
Especula-se
Entre os atuais prefeitos do interior que também podem deixar o cargo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO), especula-se o nome dos prefeitos de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro (PL-Nova Mamoré), Jurandir Araújo (União) de Santa Luzia D’Oeste e Pedro Dena (União) de Alto Alegre dos Parecis.
Fardamento
O prefeito Léo Moraes (Podemos) usou as redes sociais para anunciar a entrega do novo fardamento dos alunos matriculados na rede pública municipal de Porto Velho. Neste caso, os alunos, além de receber o fardamento completo, receberão também o calçado. A coluna aplaude a iniciativa!
Visitas
O presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, vereador Gedeão Negreiros (PSDB), está realizando visitas institucionais nas escolas municipais da capital. A visita mais recente foi na E. M. E. F. Manoel Pedro Pereira, localizada na área rural.
Anunciou
Durante a visita à E. M. E. F. Manoel Pedro Pereira, o vereador Gedeão Negreiros (PSDB) anunciou a destinação de emendas parlamentares que serão utilizadas para a melhoria da estrutura física da escola e para a aquisição de nova mobília escolar, garantindo mais conforto e dignidade aos alunos e profissionais da educação.
Sério
Falando sério, para quem não sabe, existe uma diferença entre tática e estratégia. Essa última é o plano a longo prazo que define os objetivos gerais e a direção. Enquanto a tática são as ações práticas, flexíveis e de curto prazo usadas para implementar esse plano. Em suma, a estratégia ganha a guerra (direção) e a tática ganha as batalhas (execução).



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