Publicada em 24/01/2026 às 08h10
COLUNAS (RE)PUBLICADAS
O padre e a Catedral de Porto Velho

Publicada em 16.11.23
Republicada em 24.1.26
Em “Achegas para a história de Porto Velho” (*) há uma narrativa sobre os primeiros movimentos dos católicos da cidade, em 1917, para a construção de uma catedral, e o jornal “Alto Madeira” destaca como foram as primeiras ações, contando com participação de todos os segmentos sociais, inclusive de maçons e membros da Irmandade de Santa Bárbara, desde 1915 instalada num terreiro ao lado do cemitério de Mocambo.
Seguindo a tradição amazônica, de que o primeiro templo católico – em Porto Velho desde cedo chamado “catedral”, mas em outras cidades, como Manaus é a “igreja matriz - era construído sobre o maior elevado na cidade e possibilidade de ser vista, sobrepondo-se a outras construções a partir do rio.
Ouvi duas versões da razão de a catedral – do Sagrado Coração de Jesus – não ter sido construída no sítio em que foi iniciada, onde depois foi o palácio Presidente Vargas e agora é o Museu Estadual (FOTO).

A primeira versão de que um padre, em missão catequética no Rio Madeira, em pouso em Porto Velho, sonhou que o lugar não deveria ser aquele, mas em outro local mais adiante.
Os que narraram tinham versões diferentes a respeito do fim da obra, mas sempre de acordo com o sonho do padre. Numa versão quem destruiu o esqueleto da igreja foi um incêndio. N’outra que teria sido um imenso temporal.
Logo a seguir, conforme o sonho do religioso, a catedral foi construída onde ele disse. Vários prefeitos fizeram algumas coisas para a construção, mas a obra começa mesmo a “andar” em 1927 e dada como inaugurada na década de 1940.
Em 1927 o poeta Mário de Andrade visitou Porto Velho, sendo atribuído a ele o registro fotográfico anexo.
(*) Antonio Cantanhede, 1950



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