Publicada em 07/01/2026 às 16h09
Porto Velho (RO) - O senador Marcos Rogério (PL), presidente estadual do Partido Liberal em Rondônia e pré-candidato ao governo do estado, publicou dois vídeos em suas redes sociais comentando a situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, após a autorização para que ele fosse levado a um hospital para a realização de exames médicos. As postagens ocorreram depois de decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que permitiu a saída do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso.
No primeiro vídeo, Marcos Rogério utilizou a frase “Querem matar Bolsonaro?” como chamada na imagem que acompanhava a publicação. O conteúdo fazia referência a uma reportagem sobre o estado de saúde do ex-presidente, que havia sofrido uma queda dentro da cela. Na legenda, o senador escreveu: “Depois de horas de espera, finalmente Bolsonaro foi liberado para exames médicos para acompanhar a evolução do seu quadro de saúde após uma queda na prisão. Qual o motivo de tanta demora?”.
A publicação ocorreu no contexto da autorização judicial concedida nesta quarta-feira (7), um dia após a queda registrada na madrugada de terça-feira (6). Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, está custodiado pela Polícia Federal desde a sentença.
Em um segundo vídeo, mais recente, Marcos Rogério voltou a abordar o episódio. Desta vez, afirmou que o ex-presidente já havia chegado ao hospital para realizar os exames, destacando que a autorização só teria ocorrido após atuação da defesa. “Nosso presidente Bolsonaro já chegou ao hospital para realizar exames, depois de uma autorização que só veio após pressão da defesa, mesmo diante de uma queda e de um traumatismo craniano”, escreveu. A publicação também incluiu mensagens de apoio pessoal e religioso: “Força, presidente. Seguimos em oração. Deus está no controle”.
A ida de Bolsonaro ao hospital foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após a defesa apresentar novos pedidos, com base em indicação de um médico particular. Segundo os advogados, o ex-presidente apresentava quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva, oscilação de memória e um corte na região da têmpora. Diante disso, foram solicitados exames como tomografia e ressonância magnética do crânio, além de eletroencefalograma.
Na decisão, Moraes determinou que o transporte fosse feito pela Polícia Federal de forma discreta, com desembarque pela garagem do hospital. A PF também ficou responsável pela vigilância do ex-presidente durante a realização dos exames, devendo reconduzi-lo à Superintendência da corporação logo após os procedimentos.
A queda havia sido divulgada inicialmente por Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, ainda na terça-feira. Em publicação nas redes sociais, ela relatou que o marido passou mal durante a madrugada. “Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, afirmou.
No mesmo dia, a defesa tentou a remoção imediata de Bolsonaro para um hospital, pedido que foi negado pelo ministro do STF. A negativa se baseou em avaliação da equipe médica da Polícia Federal, que apontou ferimentos considerados leves e não identificou, naquele momento, a necessidade de exames hospitalares. Somente após a apresentação dos pedidos específicos de exames, fundamentados em parecer médico externo, a autorização foi concedida.



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