Publicada em 27/01/2026 às 09h52
A religião aliada à política é uma ferramenta perfeita para escravizar ignorantes
CARO LEITOR, a religião aliada à política é uma ferramenta perfeita para escravizar ignorantes e, nos últimos tempos, estamos sendo testemunhas de que inúmeros políticos estão usando o nome de Deus em vão, algo proibido na Bíblia. Neste caso, estão invocando o nome de Deus de forma interesseira para legitimar o projeto político, ganhar seguidores, engajamento, angariar votos, autoridade moral e manipular a fé dos eleitores. Contudo, não é função do político utilizar o discurso religioso e a função do cargo para pregar religião, mas para executar, entregar, legislar, fiscalizar, representar o Estado de forma laica e combater a corrupção independentemente de ideologia e religião. O político pode ser extremamente eficaz para a população, demonstrando a sua capacidade de entrega e combatendo a corrupção, o que não é o caso da direita e da extrema-direita no Brasil. Por que digo isso? Toda vez que surge um escândalo de corrupção envolvendo personagens do referido espectro ideológico de direita e extrema-direita, criam uma cortina de fumaça e invocam o nome de Deus como tentativa para encobrir os malfeitos. Na Bíblia, em João 8:32, diz: 'Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará', isso significa dizer que o conhecimento do livro maior somado a outros livros pode deixá-lo livre do pecado da ignorância que o escraviza, o deixa idiota, imbecil, analfabeto funcional e de fácil manipulação por políticos espertalhões.
Misturar
Essa prática de misturar religião com política ignora a laicidade do Estado e transforma decisões políticas em atos messiânicos. Por sua vez, associa Deus ao discurso de ódio, legitima as perseguições, prisões, torturas e discursos autoritários.
Ato
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em vídeos falando da sua caminhada, menciona “ato final” diversas vezes. Tal fala, considerando a História universal, pode ser comparada à “solução final” dos nazistas em relação ao processo de genocídio em massa dos judeus.
Intermediário
Nikolas Ferreira, durante a caminhada, se comportava como apóstolo e, ao término, falou como um intermediário de Deus. Um pecado original segundo a Bíblia. Além disso, o raio que atingiu pessoas no “ato final” gerou um debate esdrúxulo nas redes sociais se foi divino ou natural.
Raio
O raio simboliza a intervenção direta, onipresença e a vontade divina. Na mitologia grega, Zeus usa o raio como arma de poder. Na Bíblia, em Gênesis (38:9-10) e nos Salmos (18:13-15/23:3-10), raios e trovões simbolizam manifestação e poder por meio da voz, força, justiça divina, autoridade suprema e para dispersar inimigos.
Silêncio
É pública a participação de igrejas evangélicas no escândalo do INSS e do Banco Master. O silêncio tomou conta dos parlamentares da extrema-direita, em especial, do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Combate
Os parlamentares que ali estiveram na caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) podem ser eficazes no combate à corrupção, especialmente da CPMI do INSS, se não agirem de forma midiática, mas agirem de maneira técnica, estratégica e disciplinada.
Corrupção
A corrupção se prova identificando a origem do dinheiro, o percurso e o destino final. Rastrear o dinheiro é a forma mais efetiva de encontrar de onde foi subtraído, os culpados e combater a corrupção.
Energia
Quem realmente está preocupado com a corrupção e os problemas estruturais do país deveria estar gastando energia na apresentação de ideias para colocar o país nos trilhos do desenvolvimento e combater os casos de corrupção que desviam bilhões dos cofres públicos, em vez de participar de uma caminhada em benefício de aliados políticos usando o nome de Deus.
Defensor
O senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes) subiu um vídeo nas redes sociais explicando como se deu o processo de concessão da BR. 364. Confúcio foi sim um defensor da concessão quando presidiu a Comissão de Infraestrutura no Senado, mas ele não contava com os preços abusivos do pedágio pela concessionária Nova 364.
Informa
No post e no vídeo, o senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes) explica que a concessão da BR. 364 foi amplamente debatida na Comissão de Infraestrutura do Senado pela bancada federal de Rondônia. Ele também informa que o projeto começou no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e foi efetivado no governo do presidente Lula (PT-SP).
Humanizar
Cabe agora ao senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes) exercer sua influência em Brasília para tentar humanizar a cobrança de pedágios ao longo da BR. 364 aumentando o número de pórticos de pedágios free flow. Com isso, existe a possibilidade de cobrar preços justos por pequenos trechos, a exemplo de Cujubim a Ariquemes, Jaru a Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná a Presidente Médici.
Alertados
Bem antes da concessão da BR. 364, parlamentares federais rondonienses foram alertados por esse colunista dos impactos que o pedágio causaria no bolso do contribuinte, em especial, nos preços das mercadorias ao consumidor no destino final por conta do repasse da cobrança do pedágio somado ao frete.
Prejuízos
A concessão da BR. 364 provocará também enormes prejuízos à economia do estado por conta dos preços abusivos praticados pela concessionária Nova 364. Empresas logísticas de transporte de mercadorias e grãos já planejam mudar a rota para escapar dos preços abusivos do pedágio cobrado em solo rondoniense.
Possibilidade
Como dito anteriormente em colunas pretéritas, o deputado federal Maurício Carvalho (União-Porto Velho) ventilou publicamente durante entrevista a Fábio Camilo do Informa na Hora, a possibilidade de entrar na disputa pelo governo de Rondônia.
Disputar
O deputado federal Maurício Carvalho (União-Porto Velho) disse que poderá disputar o governo caso o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) não renuncie o mandato para disputar uma vaga ao Senado e impeça o vice-governador Sérgio Gonçalves (União-Porto Velho) de assumir a titularidade do cargo.
Natural
Segundo o deputado federal Maurício Carvalho (União-Porto Velho), caso o vice-governador Sérgio Gonçalves (União-Porto Velho) assuma a titularidade do cargo em abril próximo, ele seria o candidato natural da federação União Progressista (UP). Sérgio não assumindo, o candidato a governo será o próprio Maurício.
Aberto
O deputado federal Maurício Carvalho (União-Porto Velho) percebeu que está aberto à disputa pelo governo, ou seja, os francos favoritos de hoje podem não ser os de amanhã. Maurício controla três super legendas partidárias caso entre na disputa: União Brasil, PP e Republicanos.
Arco
Maurício Carvalho pode atrair outras legendas, a exemplo do Avante do ex-deputado estadual Jair Montes (Avante-Porto Velho) e o PRTB do deputado estadual Marcelo Cruz (PRTB-Porto Velho). Assim, o União Brasil, PP, Republicanos e os partidos do arco de alianças podem levá-lo ao segundo turno das eleições de outubro próximo.
Sacrífico
Caso dispute o governo, o deputado federal Maurício Carvalho (União-Porto Velho) devolverá a cadeira na Câmara dos Deputados para sua irmã, a ex-deputada federal Mariana Carvalho (União-Brasil). Neste caso, Maurício vai para o sacrifício para devolver o protagonismo de Mariana no jogo do poder.
Fenômeno
O deputado federal Maurício Carvalho (União-Porto Velho), ganhando a eleição para governador, por ser novo (37 anos), pode se tornar um fenômeno político no jogo do poder em escala estadual. Perdendo, fica com recall eleitoral para enfrentar o prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho) nas urnas quando disputar a reeleição nas eleições de 2028.
Cristaliza
Com a decisão do deputado federal Maurício Carvalho (União-Porto Velho) de disputar o governo, resta saber como se comportarão o vice-governador Sérgio Gonçalves (União-Porto Velho) e o seu irmão, Júnior Gonçalves (União-Porto Velho), atual presidente estadual do União Brasil. A decisão de Maurício cristaliza os irmãos Gonçalves no jogo do poder.
Preferência
O presidente estadual do União Brasil, Júnior Gonçalves (União-Porto Velho), já externalizou nos bastidores do poder sua preferência pelo ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) como candidato a governador da federação União Progressista. Contudo, caso Hildon dispute o governo e não ganhe, pode terminar como o ex-prefeito Carlinhos Camurça: compete, compete e nunca ganha eleição.
Movimentou
Já o prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho) movimentou o tabuleiro político com sua declaração pública confirmando o nome do prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos-Vilhena), como pré-candidato a governador do Podemos. Neste caso, Léo só confirma colunas pretéritas que Flori seria o seu candidato a governador.
Preparado
Na declaração lançando o prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos-Vilhena), como candidato a governador do Podemos, o prefeito Léo Moraes (Podemos-Vilhena) disse que Flori é um dos prefeitos mais bem avaliados, preparado e resolveu o problema da saúde de Vilhena, um problema crônico de qualquer cidade.
Protagonista
A declaração do prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho) ao prefeito delegado Flori (Podemos-Vilhena) como candidato a governador do Podemos sinaliza uma união estratégica entre a capital e o interior. Além disso, coloca o Podemos como protagonista na corrida pelo governo de Rondônia.
Mental
O deputado estadual Eyder Brasil (PL-Porto Velho) está realizando pit stop do Janeiro Branco em Porto Velho. A iniciativa de Eyder leva informação e diálogo sobre saúde mental. A ação busca chamar a atenção da sociedade para a importância do cuidado emocional e para a necessidade de tratar o tema com naturalidade, acolhimento e responsabilidade. A coluna parabeniza a iniciativa do parlamentar rondoniense.
Tapa-buraco
A Seimfra da Prefeitura de Porto Velho atendeu pedido de providências do vereador Dr. Júnior Queiroz (Republicanos-Porto Velho) e iniciou serviços de tapa-buracos na Avenida Calama e Avenida Mamoré. Dr. Júnior trabalha para que o pedido se estenda até o bairro Cristal da Calama.
Sério
Falando sério, a manipulação da fé para fins eleitorais é vista como uma forma de “mercenarismo da fé” e forja projetos de poder. Por exemplo, o uso de lemas como “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, usado por Fernando Collor de Melo e Jair Bolsonaro para chegarem à Presidência da República, segundo Max Weber, é um exemplo de como uma religião é instrumentalizada no cenário político para fundamentar ações políticas.



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