Publicada em 07/01/2026 às 08h11
A importância do marketing eleitoral para a construção de um candidato e de uma pré-campanha
CARO LEITOR, o marketing eleitoral na construção de um candidato e de uma pré-campanha é crucial para obter o sucesso nas urnas. O marketing digital, como ferramenta aliada ao marketing eleitoral, potencializa uma linguagem do discurso clara, objetiva e transparente, permitindo segmentar o candidato em diversas camadas do público-alvo. Em face disso, possibilita ao candidato envolver-se diretamente com o público-alvo, criando um relacionamento bidirecional via redes sociais. Contudo, faz-se necessário construir uma narrativa forte, mensagens de forma objetiva e clara no sentido de superar os meios tradicionais, com isso, alcançar diferentes públicos e engajamento nas redes sociais. Assim, alcance e segmentação pelas redes sociais permitem aos políticos atingir diferentes segmentos eleitorais com mensagens personalizadas (por cidade, bairro, idade, interesse, etc.), algo difícil de conseguir com os meios de comunicação tradicionais. Assim, requer do pré-candidato perfis ativos no Instagram, Facebook, TikTok e X para divulgar propostas, eventos e interagir. Em resumo, o marketing digital é indispensável para campanhas modernas, pois reflete a forma como os cidadãos consomem informações e como se identificam com o candidato e a campanha eleitoral.
Canal
O engajamento e a interatividade exigem do candidato a criação de um canal de mão dupla nas redes sociais, ou seja, responder e curtir comentários como forma de aproximar o candidato do eleitor, transformando-o de mero receptor em participante ativo.
Construção
A construção de imagem e reputação do pré-candidato nas redes sociais ajuda a moldar a percepção do candidato, mostrando suas ações, propostas, valores, princípios e o que ele representa, sendo fundamental para a construção da candidatura e da pré-campanha.
Ferramentas
O uso das ferramentas digitais para impulsionar o conteúdo e a mensagem do pré-candidato potencializa um custo-benefício bem maior para a pré-campanha por conta do seu alcance. Esse território molda narrativas, reputações e futuros eleitorais.
Integrar
As mídias tradicionais, como jornais eletrônicos, rádio e televisão, não podem ser desprezadas. Neste caso, funciona em conjunto com as redes sociais como estratégia de integrar diferentes canais para uma comunicação mais abrangente.
Aplicado
O marketing digital aplicado ao marketing eleitoral em Rondônia começou a engatinhar nas eleições de 2010. Nesta campanha, o candidato a governador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes) conseguiu interagir bem mais com o segmento eleitoral mais jovem, fazendo toda a diferença na pré-campanha e na campanha eleitoral que culminou com a sua vitória.
Dono
O senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes) é simbolicamente o ativo principal do uso do marketing digital em campanhas eleitorais. Dono de uma comunicação moderna e objetiva, parecia dominar as redes sociais até surgirem os fenômenos políticos: deputado federal Fernando Máximo e os prefeitos Adailton Fúria (Cacoal) e Léo Moraes (Porto Velho).
Revela
O Ativaweb DataLab de monitoramento digital revela dados impressionantes em relação à estratégia de comunicação eleitoral nas redes sociais. Os últimos dados revelaram que políticos crescem e permanecem pela consistência, já os de espetáculo derretem rápido.
Ativos
Enquanto políticos mais ativos nas redes sociais preservam números absolutos expressivos, políticos com maturidade estratégica avançam onde mais importa hoje: no engajamento. Isso significa uma estratégia mais poderosa porque o público-alvo não apenas vê, eles reagem, comentam, defendem e compartilham.
Diferença
A estratégia de comunicação política deixou de ser apenas de alcance, passou a ser vínculo e, a grande diferença entre alcance e engajamento está no estilo, estética, narrativa, identidade, objetividade, clareza e transparência. Além do princípio básico na comunicação política e eleitoral: quem emociona, engaja.
Discurso
A linguagem do discurso nas redes sociais exige despertar o sentimento de pertencimento, enfrentamento e valores. Tal discurso produz engajamento mais orgânico, menos artificial, mais fiel. A percepção sobre o político muda completamente, deixa de ser uma comunicação defensiva e passa a ser afirmativa.
Jogo
Quer se tornar um candidato vencedor nas eleições de outubro? Compreenda a importância de manter perfis ativos no Instagram, Facebook, TikTok e X para divulgar propostas, eventos e interagir com o público-alvo. Lembre-se: o jogo agora é outro para conquistar um mandato eletivo proporcional ou majoritário.
Cálculos
Falando em jogo, deputados estaduais, mesmo de recesso parlamentar, visitam as bases eleitorais para ficar mais próximos do eleitor e segmentar o voto. Já outros fazem cálculos eleitorais das nominatas que viabilizam o seu retorno à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados.
Optou
O MDB, para se manter vivo nos espaços de poder legislativo, optou por uma solução caseira: deverá lançar os vereadores do interior como candidatos a deputados federais e estaduais. Neste caso, resta saber se os 25 candidatos alcançaram o quociente eleitoral para eleger pelo menos um deputado estadual e um deputado federal.
Dificuldade
O ex-senador Acir Gurgacz, presidente estadual do PDT, concentra forças para construir uma nominata de deputado federal e estadual. A velha receita de Gurgacz não funciona e, para piorar, fazendo parte da frente dos partidos da esquerda em Rondônia, encontrará pela frente grande dificuldade para construir nominatas competitivas.
Esquerda
A federação partidária Fé Brasil, formada pelo PT/PCdoB/PV, deverá manter a cadeira na Assembleia Legislativa. Já o PSB e a federação partidária Rede/PSOL seguem como incógnitas na construção de nominatas de deputados estaduais e federais. Além disso, resta saber se tais legendas de esquerda conseguem construir uma nominata de deputado federal que entregue pelo menos a cláusula de barreira ao Diretório Nacional.
Muda
A federação partidária Renovação Solidária, formada pelos partidos PRD e Solidariedade, só vinga a nominata de deputado estadual e federal se o vice-governador Sérgio Gonçalves (União-Porto Velho) assumir o governo em abril próximo. Do contrário, muda de mão e salva um grupo de deputados estaduais desesperados por legenda para disputar a reeleição.
Sabido
O deputado estadual Marcelo Cruz (PRTB-Porto Velho) foi o mais sabido, colocou debaixo do braço o nanico PRTB e, com a estrutura do mandato, construiu uma forte nominata de deputado estadual. Ele deverá repetir a proeza do pleito eleitoral de 2022, elegendo três deputados estaduais na legenda que comanda.
Caladinho
Quem também ficou sabido no jogo foi o deputado estadual Ribeiro do Sinpol (PRD-Porto Velho), caladinho, constrói a nominata de deputado estadual no partido Democracia Cristã (DC) no sentido de garantir a sua reeleição. Contudo, a promessa é a legenda eleger dois deputados, agora resta saber se a nominata atingirá o quociente eleitoral.
Ousada
O ex-deputado estadual Jair Montes, presidente estadual do Avante, criou uma campanha de marketing ousada para atrair pré-candidatos a deputados estaduais e federais. Jair afirma que o partido tem “la plata” para bancar a campanha e o candidato não vai precisar vender a casa, penhorar a casa e fazer empréstimo consignado para tentar ganhar a campanha.
Força
O ex-prefeito Hildon Chaves, presidente estadual do PSDB, afirma que não vai construir nominata de deputado estadual, apenas de federal. Neste caso, Hildon perde a oportunidade de provar a sua força política para reeleger a sua esposa, deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil-Porto Velho) no PSDB e atrair aliados para próximo de si, em especial, um bloco de deputados estaduais que estão sem legenda para buscar a sua reeleição.
Preparada
O prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho) prepara a nominata de deputado estadual e federal. Contudo, a nominata de deputado estadual está sendo preparada para eleger o seu irmão, Paulo Moraes Júnior. Assim, os três deputados estaduais da legenda não terão vaga para disputar a reeleição e, além disso, impede a entrada de outros mandatários que desejam disputar a reeleição pelo Podemos.
Disputa
A federação partidária União Progressista (UP), formada pelo União Brasil e PP, deverá abrigar de oito a dez deputados estaduais que buscarão a reeleição. Será batizada de “grupo da morte”. Já o PL trabalha para eleger quatro deputados estaduais, por sua vez, o Republicanos, apenas dois deputados estaduais. A disputa é grande por vagas nesses quatro partidos por deputados estaduais que buscam a reeleição.
Calda
O PSD, presidido pelo ex-senador Expedito Júnior (PSD-Rolim de Moura), já conta com três deputados estaduais e poderá receber a filiação de mais dois deputados estaduais que buscam a reeleição. Agora resta saber se a calda da nominata do PSD garantirá a reeleição de quatro deputados estaduais.
Nanicos
Os partidos nanicos no campo da direita, Agir e Novo, encontram muita dificuldade para construir nominatas de deputados estaduais competitivas. Já os partidos nanicos de centro, centro-esquerda e extrema-esquerda, Mobiliza, O Democrata (ex-PMB), Cidadania, Unidade Popular, PCB, PCO e PSTU, dificilmente conseguirão montar uma nominata de deputado federal e estadual.
Missão
Em Rondônia, o Partido Missão da meninada do Movimento Brasil Livre segue sem Diretório Estadual. A sigla de extrema-direita poderia ser uma alternativa para o bloco de deputados estaduais que buscam um partido para garantir a reeleição em outubro próximo.
Sério
Falando sério, o marketing digital aplicado ao marketing eleitoral não termina na eleição. Ele é essencial para o marketing político como estratégia de manter engajado o mandato do político nas redes sociais com a população. O sucesso acontece mostrando as ações políticas, entregas e interação com o público-alvo.



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