O TRÁFICO DE DROGAS NA AMAZÔNIA E AS FACÇÕES DO CEARÁ CONTINUAM FIRMES, MAS QUEM PERDE TUDO É QUEM TRABALHA PARA SOBREVIVER
Relatório sobre a violência na Amazônia comprova que nossas hidrovias passaram a ser usadas como rotas estratégicas do tráfico internacional de cocaína. Os rios ligam países produtores à Manaus, que funciona como um ponto de distribuição para outras regiões do Brasil e do exterior. A droga é transportada por barcos e, ao menos até agora, não se tem notícia de que nenhum deles tenha sido incendiado pelas autoridades federais.
No Ceará, dezenas de famílias são expulsas de suas casas por facções, sempre usando armamento pesado e aquelas caminhonetas que fazem inveja a qualquer simples mortal. Até hoje, não se tem notícia que um só bem dos bandidos tenha sido queimado pela Polícia Federal ou se o crime por lá tenha chance de ser controlado.
Mas, para os garimpeiros do rio Madeira e suas famílias, aí vale outra lei. Aquela que vem com crueldade e desumanidade. Aquela que cumpre ordens absurdas. Aquela que ignora documentos oficiais, que joga milhares de litros de óleo diesel no rio; que corre o risco de jogar também o mercúrio que os garimpeiros economizam e raramente deixam cair na água.
Há muito tempo este tipo de violência descabida vem sendo praticada. Raramente se ouviu protestos. Desta vez, não! As redes sociais foram inundadas com protestos. A começar pelo governador eleito Marcos Rogério, que gravou vídeo denunciando a ação e afirmando que vai pedir explicações sobre os virulentos ataques.
Não foi só ele. Dois dos senadores eleitos – Fernando Máximo e Bruno Scheid – seguiram Marcos Rogério e também registraram o que chamaram de abuso contra famílias de gente pobre e trabalhadora. O mesmo fez o senador Jaime Bagattoli. Da Câmara Federal, Lúcio Mosquini, o deputado mais votado da história de Rondônia, também considerou o ato exagerado e absurdo. Na Assembleia Legislativa, vários protestos se ouviram. O primeiro foi o da deputada Dra. Thaisa Sousa. Outro deputado, Marcelo Cruz, também registrou seu protesto.
Os atos abusivos, embora dentro de uma legislação doentia, que pune o trabalho e defende os grandes interesses internacionais, comprova que estamos vivendo num país às avessas. Os criminosos dominam os rios da Amazônia, levando drogas e nossas riquezas, sem serem confrontados. Já os trabalhadores, os que querem sobreviver, estes são perseguidos.
O esquema oficial é claro: ignora, durante décadas, pedidos para regularização de áreas de garimpo. Quando Ibama e PF partem para a destruição, não tem conversa e nem apresentação de documentos, conforme denunciou a dra. Tânia Sena, presidente do Sindicato da categoria. A decisão está tomada. Destruir é a ordem.
Agora, pelo menos, está havendo reação, depois de um lamentável silêncio de longo tempo!
ATAQUES PROPONDO VIOLÊNCIA E MORTE: A BESTIALIDADE TOMA CONTA DAS REDES SOCIAIS MESMO DEPOIS DA ELEIÇÃO
A eleição não acabou! Nas redes sociais, pelo menos. Tanto brasileiros que estão em seu país como os que vivem no exterior, estão numa guerra diária, de ataques, contra ataques, propostas de violência e morte. Uma sucessão de baixarias e bestialidades que, se imaginava, iria diminuir depois do resultado do 25 de outubro. Ledo engano!
No Brasil, bolsonaristas furiosos propõem boicote às empresas que apoiaram Lula e demissão de quem votou nele. O boicote, aliás, foi ideia do esquerdista Fernando Haddad, em 2022. Agora, se proliferou. Petista radicais (e idiotas ou doentes mentais ou as duas coisas, certamente!) pedem que o Brasil declare guerra aos Estados Unidos e que traga de volta, à força, Flávio Bolsonaro.
Brasileiros nos Estados Unidos pedem a expulsão de qualquer um que não seja de direita. O alvo principal é o ato comunista Wagner Moura. Já petistas radicais em solo americano, defendem assassinatos, como o poema de uma jovem comemorando a morte do Charles Kirk.
Essa desumanidade é assustadora. O que nos levou a isso? Quem perdeu não aceita que seu adversário tenha vencido? Quem ganhou quer se vingar de quem não apoia seu candidato e nem pensa igual?
Aliás, este tipo de confronto está assustando não só a nós, brasileiros. Em várias partes do mundo, a violência está tomando lugar da paz e do respeito democrático. Estamos cada vez piores, como seres humanos!
FERNANDO MÁXIMO NÃO ACEITA FALAR SOBRE ALCOLUMBRE: “O CANDIDATO DO MEU PARTIDO É O SENADOR ROGÉRIO MARINHO”!
Sem conversa. Fernando Máximo já definiu sua posição sobre o assunto foi o campeão de votos na eleição de Rondônia neste ano, o senador eleito Fernando Máximo. Do alto dos seus 570.799 votos, ele avisa: “meu candidato à Presidência do Senado é Rogério Marinho, porque ele é o nome do meu partido, o PL. Não há uma segunda opção”!
Foi, aliás, o que Máximo disse, num encontro nacional do PL, realizado ontem em Brasília. Para ele, a decisão partidária é o único norte e, destaca, não tem qualquer possibilidade de que seu partido aceite qualquer acordo que não seja para apoiar Marinho para o comando do Senado, que, aliás, terá 19 senadores e formará a maior bancada, a partir de 2027.
Fernando Máximo confirma sua posição de defensor da direita e de que o Senado passe a ser comandado por um personagem dos mais respeitados da política nacional, que pode recolocar a Casa num lugar de destaque no contexto nacional, sem subserviência ao governo e ao STF, por exemplo.
“Não se pensa em qualquer acordo”, disse ele, ao ser questionado se aceitaria uma negociação política para manter Davi Alcolumbre à frente do Senado. Durante toda a campanha, tanto Máximo quanto Scheid ouviram dos eleitores que queriam representantes no Senado para mudar o que está lá e, ainda, tratar de temas polêmicos, como o impeachment de ministros da Suprema Corte.
“Vou seguir sempre meu partido e o desejo dos eleitores”, conclui o senador recordista com seus mais de meio milhão de votos!
SCHEID AVISA: NÃO TEM NEGOCIAÇÃO PARA COMANDO DO SENADO QUE NÃO SEJA ROGÉRIO MARINHO
“Não faço negociação com aquilo que não é meu! O rondoniense me colocou no Senado para mudar a História deste país. Então, pelo voto que eu recebi e pelo pensamento do presidente Bolsonaro, não haverá negociação que não seja ter o senador Rogério Marinho como nosso candidato à Presidência do Senado”.
A declaração, praticamente literal, é do senador eleito Bruno Scheid, questionado se aceitaria uma negociação para a manutenção de Davi Alcolumbre no poder, em troca de benefícios ao próprio Bolsonaro e a outras pautas da direita. Outros nomes da direita, como a senadora Damares Alves, já fecharam as portas para qualquer diálogo com Alcolumbre ou abrindo mão de propor impeachment de ministros do STF.
“A gente vai seguir com o pensamento dentro daquilo que foi eleito para fazer. Não tem negociação, enfim!”, prosseguiu. Contudo, Scheid destacou que este tema tem sido mais tratado na mídia do que na vida real. Segundo ele, que esteve várias dias em Brasília, o assunto não foi tratado como está sendo noticiado.
Ele define a posição: “a orientação que nosso partido tem é que temos candidato, a orientação do presidente Bolsonaro é que nosso candidato é o senador Rogério Marinho e é para isto que vamos trabalhar”.
Bruno Scheid concluiu: “não tem a mínima chance de que eu, senador eleito de Rondônia, faça alguma coisa diferente do que o eleitor rondoniense espera e muito menos do que o meu líder maior, o presidente Jair Bolsonaro, também espera. São estes dois nortes que seguirei”, avisa.
GOVERNADOR MANTÉM SIGILO SOBRE SEU FUTURO. VAI CONTINUAR NA VIDA PÚBLICA OU FICARÁ FORA DELA?
Faltando exatos dois meses para o final do governo, depois de oito anos comandando Rondônia, o governador Marcos Rocha mantém silêncio ainda, em relação aos seus projetos futuros. Vai continuar na vida pública? Vai se tornar empresário? O que projeta para daqui para a frente?
Sempre muito reservado sobre sua vida pessoal, Marcos Rocha não tem deixado qualquer pista sobre quais os rumos que tomará a partir do momento em que passar o poder para Marcos Rogério, no dia 6 de janeiro próximo.
A decisão de não concorrer ao Senado, neste ano, foi decisiva para a carreira política de Rocha. Depois de uma viagem a Israel, ele rompeu com o vice-governador Sérgio Gonçalves e, a partir dali, acabou decidindo ficar no cargo até o término do segundo mandato, sem disputar nenhum cargo eletivo em 2026.
A partir desta mudança de rumo, Rocha apenas deu continuidade aos seus planos de governo, sem se envolver diretamente na campanha. Na disputa pelo governo, primeiro ficou ao lado de Adailton Fúria; depois mudou para Hildon Fúria, ambos derrotados, já que seu principal adversário, Marcos Rogério, ganhou fácil, no primeiro turno.
Antes de deixar sua cadeira, o governador Marcos Rocha cumprirá uma última missão internacional: vai liderar uma comitiva para a COP 31, que vai acontecer na Turquia. Depois disso, não há mais qualquer compromisso agendado fora do país, até sua saída do cargo
COMISSÃO PREPARA ORÇAMENTO DE 20 BI E 400 MILHÕES PARA VOTAÇÃO, MAS AINDA NÃO SE SABE QUANDO ELE IRÁ AO PLENÁRIO
Como está o clima na Assembleia Legislativa para a votação do Orçamento de 2027 antes do recesso parlamentar de 18 de dezembro? As conversações de bastidores continuam, mas ainda não se tem certeza se Marcos Rogério começa seu governo com o orçamento atual ou já terá a autorização do parlamento para começar a mexer no do ano que vem, na ordem de 20 bilhões e 440 milhões de reais.
Tudo na Assembleia, na reta final desta legislatura, ainda é difícil de prever. A começar pela presidência e a nova Mesa Diretora, já que há pelo menos dois grupos fortes buscando o prêmio máximo para o biênio 2027/2008.
O orçamento é sempre algo complexo, porque depende de muita conversa e negociação com os deputados. Todos querem eventualmente colocar emendas, buscar ter maior participação, ter a certeza de que poderá usufruir do bolo orçamentário, em benefício das suas regiões e dos seus eleitores.
Nos dois últimos anos, pelo menos, o Orçamento só foi voltado depois do recesso, já em janeiro do ano seguinte. Na Assembleia, há que ache que a votação poderá acontecer ainda este ano, enquanto outro grupo considera que nada será decidido antes de 4 de janeiro, quando recomeça o ano legislativo.
Por enquanto, o orçamento percorre a Comissão de Finanças, Tributos e Orçamento, presidida pelo deputado Ezequiel Neiva, que não pode concorrer à reeleição. Dentro de alguns dias saberemos se, enfim, a votação vai ao plenário até o dia 18 de dezembro ou se ficará para o ano que vem.
BR 319 TEM 51 PONTES DE MADEIRA. UMA DELAS TEVE QUE SER CONSERTADA ENQUANTO SE FORMAVAM LONGAS FILAS DE ESPERA
Não se pode negar que, em alguns trechos, as obras de reasfaltamento da BR 319 estão andando. Mas há ainda enormes desafios a serem superados. Um deles são as pontes de madeira, que de vez em quando colapsam e causam a interrupção do tráfego nos dois sentidos. Mais que isso, some-se a protestos dos usuários, que não entendem como uma Rodovia como a 319, que está sendo revitalizada, não receba pontes definitivas, de concreto.
Há alguns dias, o problema se registrou novamente. A cerca de 10 quilômetros de Realidade, sentido Porto Velho/Manaus, na altura do KM 600, parte da ponte de madeira ruiu. Enquanto operários faziam o conserto, quase duas quilômetros de enormes filas num sentido e no outro. Em determinado momento, nos dois sentidos, dezenas de caminhões e de veículos particulares aguardavam, ansiosos, pela liberação da ponte.
Em abril passado, o Dnit confirmou que existem 71 pontos no trecho de menos de 900 quilômetros entre as duas capitais. Tantas pontes são necessárias porque a BR-319/AM atravessa vários pontos hídricos (rios, igarapés) e a imensa maioria delas é de madeira. O Dnit garante que, aos poucos, as 51 pontos de madeira serão substituídas por concreto, mas não se sabe quando isso ocorrerá.
O governo federal está pagando 1 milhão e 560 mil reais por quilômetro, hoje, apenas para tapar buracos e manter a BR-319 transitável. Só neste ano, até setembro, os gastos na Rodovia já somam mais de 585 milhões de reais, centralizados em uma única empreiteira. O novo contrato será de cerca de 223 milhões e 500 mil reais para manter a 319 aberta.
A VIOLÊNCIA TOMA CONTA NAS RUAS, NO TRÂNSITO E NO CONFRONTO DE BANDIDOS COM A POLÍCIA
A violência tomou conta de Porto Velho e região, nos últimos dias. Mortes no trânsito, assassinatos, bandidos que se foram ao tentar matar policiais; feridos graves, confusões, ameaças, brigas de rua. Tudo isso sem contar com as ameaças das facões contra moradores de conjuntos habitacionais populares, onde quem manda são eles, não a polícia: tudo isso registrado em poucos dias.
O assassinato de duas mulheres (mais duas) mostra que o chamado feminicídio é um tipo de crime que está longe de diminuir em Rondônia. Só perdemos para nosso vizinha Acre, em termos de crimes de morte contra as mulheres. Lá são 3,2 mortes por 100 mil habitantes; aqui 2,9.
Só no último domingo, foram três vítimas fatais no trânsito e apenas na Capital. Na manhã da segunda-feira, uma quarta vítima. Um motoboy teve sua moto destroçada, partida ao meio, numa colisão frontal com um carro. Todos os dias, muitos acidentes (a maioria envolvendo motos) são registrados na Capital.
E no Distrito de União Bandeirantes, mais dois criminosos (inclusive envolvidos no assassinato de um policial aposentado) atacaram a polícia a tiros. Ambos foram mortos.
O noticiário policial está cada vez mais banhado de sangue, tanto pela violência das ruas quanto pela do trânsito. O que está acontecendo com nossa terra?
EMPRESAS DE TELEFONIA, AÉREAS E DE ENERGIA SÃO OBRIGADOS A TER ATENDIMENTO HUMANO DOZE HORAS POR DIA
Digite 1 para isso. Digite 2 para aquilo. Digite 3... Enfim, recorrer ao Serviço de Atendimento ao Consumidor de algumas empresas é um daqueles desafios de paciência para quem estava atrás da solução de algum dos seus problemas.
Agora, ao menos para alguns tipos de serviços, isto vai mudar. Desde a segunda -feira, alguns dos prestados de serviço serão obrigados a contratar pessoas, para implantar o atendimento humano, ao menos das 8h da manhã até às 20h, também conhecida como oito da noite. Ou seja, em pelo menos 12 horas por dia.
Decreto federal determina que empresas de telefonia, planos de saúde, do setor financeiro (como bancos e Fintechs), empresas aéreas e concessionárias de energia, são obrigadas a implantar o serviço. O decreto ainda determina que empresas de transporte individual ou de encomendas também prestem informações ao governo sobre o atendimento aos consumidores.
A partir de agora, começa uma nova etapa para o atendimento do público, neste tipo de serviços que é considerado essencial. Pela nova legislação, haverá um tempo mínimo e máximo de atendimento humano. Não há detalhes sobre como vai funcionar a fiscalização sobre as empresas e nem que tipo de punição, caso o sistema não seja cumprido.
Nos próximos dias, certamente, serão dadas mais informações. As grandes empresas de telefonia e concessionárias de energia, ao menos até esta terça, não haviam ainda dado informações sobre como vão implantar o novo sistema.
PERGUNTINHA
Você também ficou surpreso com o vídeo de um encontro entre o governador Marcos Rocha e seu sucessor, Marcos Rogério, ambos duros adversários políticos há anos e que agora, em nome da democracia, voltaram a aparecer sorridentes e trocando gentilezas num encontro no Palácio Rio Madeira/CPA?


Comentários
Seja o primeiro a comentar!