Juliano Floss se manifestou após um vídeo falso, produzido com inteligência artificial, em que aparece em uma situação de cunho sexual ao lado de Jonas Sulzbach, começar a circular nas redes sociais. O conteúdo, divulgado nesta quinta-feira (1º), chamou atenção pela semelhança com a aparência real dos dois ex-BBBs, mas não corresponde a uma situação que tenha acontecido de fato.
Em publicação no X, antigo Twitter, Juliano afirmou que pretende identificar e processar os responsáveis pela criação e disseminação do material. “Anotando nome por nome. Não me dá trabalho nenhum achar e processar alguém que está cometendo um crime contra mim. Tem gente que acha que aqui é terra de ninguém, só porque não tem o nomezinho e o CPF”, declarou o influenciador.
Foto: Reprodução X
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Juliano Floss e Jonas Sulzbach foram rivais no BBB
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Os dois participaram do "BBB 26" neste ano e integraram grupos diferentes durante a temporada. Ao longo do confinamento, Juliano e Jonas chegaram a se envolver em discussões dentro da casa. Agora, os ex-rivais tiveram suas imagens utilizadas em um conteúdo manipulado digitalmente.
Chamado de deepfake, o recurso utiliza inteligência artificial para criar ou alterar vídeos, áudios e imagens de maneira a simular pessoas reais em situações que nunca aconteceram. Neste caso, o material atribui aos dois uma situação íntima sem que eles tenham participado da gravação ou autorizado o uso de suas imagens.
Reprodução/Instagram/Juliano Floss
Juliano Floss
Uso de inteligência artificial pode gerar responsabilização
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A legislação brasileira já prevê punições para determinadas práticas relacionadas à divulgação não autorizada de imagens íntimas e à manipulação de conteúdos com o objetivo de inserir uma pessoa em uma situação íntima. Dependendo da finalidade e das circunstâncias, outras condutas também podem ser enquadradas em crimes previstos no Código Penal, como estelionato, extorsão, crimes contra a honra e falsidade ideológica.
O avanço dos conteúdos produzidos por inteligência artificial, no entanto, também tem provocado discussões sobre a necessidade de regras específicas para os chamados deepfakes. Atualmente, projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional propõem criar ou ampliar mecanismos de responsabilização para esse tipo de material.
Entre as propostas está o PL 3.821/2024, que prevê a tipificação da manipulação digital de imagens por inteligência artificial e o aumento de penas em determinadas circunstâncias. Outro texto, o PL 212/2026, trata da criminalização da produção de deepfakes gerados ou manipulados por IA. Caso sejam aprovadas, as propostas ainda passarão pelas etapas previstas no processo legislativo antes de eventualmente entrarem em vigor.


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