COLUNA FALANDO SÉRIO
Prof. Herbert Lins – MTE 1143
Data: 21/10/26 – quarta-feira
A esquerda sem sucessores, o silêncio das lideranças e a crise que ronda a Câmara Municipal de Porto Velho
CARO LEITOR, a velha guarda da esquerda, formada por Lula, Dilma Rousseff, Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva, Luiza Erundina e outros nomes históricos, perdeu tração e enfrenta dificuldades para renovar suas lideranças. Entre os possíveis sucessores, Guilherme Boulos surge como uma alternativa, embora ainda precise consolidar sua trajetória eleitoral. João Campos (PSB-PE), antes tratado como uma aposta promissora, sofreu uma derrota inesperada no primeiro turno para a governadora Raquel Lyra (PSD), reeleita em Pernambuco. Outro nome que desponta é o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), reeleito com mais de 70% dos votos, resultado que fortalece seu capital político. Do outro lado, a direita também apresenta nomes para a sucessão nacional, como o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador eleito de Alagoas, João Henrique Caldas (PSDB), a governadora pernambucana Raquel Lyra (PSD), o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito no primeiro turno, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). O contraste expõe o desafio da esquerda: renovar seus quadros sem depender exclusivamente de Lula. Aos 80 anos, o presidente continua sendo o principal eixo de articulação do campo progressista. A pergunta que fica é inevitável: sem Lula, quem assume o bastão? Por enquanto, a sucessão segue como um dos maiores desafios de uma esquerda que precisa transformar sua história em futuro.
Bolha
A esquerda trocou a vida real pela bolha dos diretórios estudantis. Apostou em pautas identitárias que fazem barulho, mas nem sempre viram votos. O resultado é o afastamento de setores da classe média, que não se identificam com esse discurso.
Apostam
O jovem da cidade, do campo ou ribeirinho, celular na mão, não se vê representado por parte das pautas da esquerda. Seus líderes ainda apostam em atores de novela e cantores famosos na reta final da campanha, como se popularidade transferisse votos.
Digital
A batalha eleitoral acontece no digital. Exige consistência, domínio dos algoritmos e presença diária. Não basta aparecer na internet em época de campanha: é preciso construir comunidades, dialogar com eleitores e manter vínculos políticos permanentes.
Desafio
A esquerda errou na sucessão e perdeu terreno na internet. Seu maior desafio talvez não seja apenas enfrentar a força da direita, mas superar a própria incapacidade de renovar lideranças e construir um projeto político para o futuro.
Depende
Lula (PT-SP) concentra enorme capital político e eleitoral. Mas o que acontece quando um campo inteiro depende de uma única liderança? Sem sucessores consolidados, a força acumulada pode se converter em fragilidade e comprometer o futuro da corrente ideológica.
Poder
A internet deixou de ser mera ferramenta eleitoral: tornou-se território de poder, influência e formação da opinião pública. Quem só aparece em ano de eleição começa atrás de quem constrói presença, confiança e diálogo com o eleitor todos os dias.
Paris
O governador Coronel Marcos Rocha (PSD) está em Paris, participando da Sial Paris 2026, promovida pela ApexBrasil. No evento, assinou acordo para elaborar um plano de desenvolvimento da fruticultura em Rondônia, visando ampliar mercados.
Ostracismo
Até 4 de janeiro, quando termina seu mandato, Coronel Marcos Rocha (PSD) ainda fará mais duas viagens internacionais. Mas qual será o futuro político dele e da primeira-dama Luana Rocha, ambos filiados ao PSD? O ostracismo político ronda o casal.
Silêncio
Falando em futuro, no domingo (25), o Brasil volta às urnas para decidir quem ocupará o Palácio do Planalto. Até agora, o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) não declarou publicamente seu voto. O silêncio alimenta dúvidas sobre seu posicionamento político.
Declarou I
O ex-candidato ao Governo de Rondônia Adailton Fúria (PSD) declarou voto no presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em vídeo publicado nas redes sociais, Fúria também deseja sucesso ao governador eleito Marcos Rogério (PL) e pede que ele não se esqueça de Cacoal.
Declarou II
A ex-candidata ao Senado Mariana Carvalho (Republicanos) declarou voto no presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda no primeiro turno e, no segundo, engajou-se na campanha. Mariana poderá assumir um cargo de segundo escalão no governo de Flávio, caso ele vença a eleição.
Post
A deputada federal Silvia Cristina (PP), que perdeu a disputa pelo Senado, publicou um vídeo nas redes sociais ao lado dos deputados estaduais Ismael Crispim e Delegado Arismar Araújo, ambos do PP, declarando voto no presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Posicionamento
O ex-candidato ao Governo de Rondônia Hildon Chaves (União Brasil) ainda não declarou publicamente seu voto para presidente da República no segundo turno. O silêncio mantém em aberto seu posicionamento diante da disputa pelo comando do Palácio do Planalto.
Quem
O prefeito Léo Moraes (Podemos) foi eleito prefeito de Porto Velho no segundo turno das eleições municipais de 2024, com votos da esquerda. Até o momento, Léo não publicou vídeo nem fez declaração pública sobre em quem pretende votar para presidente da República.
Lamentou I
O vereador Dr. Macário (União), em conversa com a coluna, lamentou as decisões da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Porto Velho (CMPV), que exonerou 700 servidores e reduziu cargos, afetando diretamente a estrutura dos gabinetes parlamentares.
Lamentou II
O vereador Márcio Pacele (Republicanos), ex-presidente da CMPV, também lamentou as demissões em massa e a redução do número de assessores nos gabinetes. Segundo ele, faltou planejamento para conduzir os cortes sem comprometer o trabalho parlamentar.
Transição
O vereador Dr. Breno Mendes (Avante), futuro primeiro-secretário da Mesa Diretora da CMPV, solicitou ao presidente Gedeão Negreiros (PSDB) a transição administrativa para identificar o suposto rombo nas contas e propor soluções mais coerentes.
Pergunta
A coluna lembra que o vereador Gedeão Negreiros (PSDB) veio da iniciativa privada. Diante disso, fica a pergunta: como as contas da CMPV chegaram a uma situação de falta de recursos antes mesmo do fim do ano?
Intrigante
O mais intrigante é que a CMPV dispõe de R$ 3 milhões para pagar rescisões e outras despesas. Denúncias apontam cobranças de 50% a 70% para devoluções negociadas, que poderiam alcançar R$ 1,5 milhão a R$ 2,1 milhões. Atenção órgãos de fiscalização e controle.
Sério
Quem acredita que pode voltar ao jogo político aparecendo apenas em ano eleitoral já larga em desvantagem. Na política, relevância não se improvisa às vésperas da votação: constrói-se diariamente, com presença, diálogo, coerência e conexão com o eleitor.


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