Prof. Herbert Lins – MTE 1143
O Brasil não é para amadores
CARO LEITOR, Após a derrota nas urnas no domingo (25), o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ)) afirmou, na segunda-feira (26), que permaneceria no Brasil para organizar a oposição. Na terça-feira (27), a Reuters noticiou sua ida aos Estados Unidos, após o descumprimento do prazo para entregar passaportes à Polícia Federal, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O que observo? Discurso e comportamento em rota de colisão. E a credibilidade, como fica? Flávio deixa para trás 59,8 milhões de votos (48,21%) e narrativas conflitantes: para uns, fuga; para outros, perseguição política. Fato é que há decisões judiciais, prazos não cumpridos e a confirmação de sua saída do país. Dirigentes do PL dizem não ter sido informados, enquanto lideranças evitam comentar. O silêncio também comunica, mas nem sempre significa distanciamento. Nos bastidores, o episódio pode redesenhar alianças, discursos e lideranças na direita. O Brasil não é para amadores.
Muda
E agora, o que muda com a saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os EUA? Para a oposição, o episódio pode enfraquecer a articulação da direita no Congresso Nacional, sobretudo nas pautas bolsonaristas. O PL, porém, terá uma bancada expressiva.
Protagonismo
Entre aliados, a ida de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA pode gerar desconfiança e disputas por protagonismo na liderança do grupo. Vale lembrar que a direita brasileira reúne correntes políticas que vão além do bolsonarismo.
Tensionar
A ida de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA pode tensionar relações com o Brasil e ampliar a repercussão internacional, conforme os desdobramentos do caso. A imprensa estrangeira repercutiu o episódio, e autoridades americanas informaram a emissão de vistos para ele e sua família.
Influenciar
No debate público, a saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os EUA tende a acirrar a polarização e influenciar o discurso dos dois campos ideológicos. O episódio também pode repercutir nas estratégias eleitorais para as eleições municipais de 2028 e gerais de 2030.
Espaço
O bolsonarismo sobreviverá com suas pautas, símbolos e vínculos com apoiadores? A crise de uma liderança não extingue uma identidade política. A saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode abrir espaço para disputas sobre quem representará essa base.
Fidelidade
Outra pergunta que não quer calar: a fidelidade dos apoiadores está ligada à família Bolsonaro ou às ideias que ela representa? A direita reúne diferentes espaços de atuação política e pode preservar sua força mesmo sem uma liderança presidencial.
Esperança
Enquanto aliados questionam decisões judiciais, outros tentam reorganizar a oposição. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), publicou vídeo nas redes sociais com uma mensagem de esperança à direita, afirmando que nem tudo está acabado.
Armadilha I
O fim de 2026 e os anos de 2027 e 2028 serão desafiadores para Lula (PT-SP), governadores e prefeitos, diante da armadilha fiscal, das restrições orçamentárias e de um cenário econômico e político imprevisível.
Armadilha II
Falando em armadilha fiscal, a coluna destacou a estratégia de Léo Moraes (Podemos), que evitou declarar voto presidencial para preservar pontes com o governador eleito Marcos Rogério (PL) e setores da esquerda rondoniense na articulação de recursos federais e estaduais para sua gestão.
Estratégia
Léo Moraes (Podemos) reduziu riscos ao não declarar apoio presidencial, mas ainda depende dos recursos estaduais e federais esperados. Sua estratégia é manter diálogo com diferentes forças políticas, sem se vincular excessivamente a um lado e preservando espaço para futuras negociações.
Questionar
Ontem (27), após a coluna questionar se os acordos de bastidores para ajuda mútua entre o futuro governo Marcos Rogério (PL) e a gestão municipal seriam mantidos, o prefeito Léo Moraes (Podemos) publicou nas redes sociais que recebeu o governador eleito em seu gabinete.
Redação
A redação do post de Léo Moraes (Podemos) sugere superioridade sobre Marcos Rogério (PL). “Visita de cortesia” seria mais protocolar que “recebi em meu gabinete”. Já “caminhamos juntos” soa como cobrança de compromisso eleitoral.
Exonerado
Sai o publicitário, entra o policial militar. O publicitário Massud Brada foi exonerado na noite de ontem (27), em edição suplementar do Diário Oficial. À coluna, afirmou que deixou a pasta por discordar de sugestões para fechar os 25% do orçamento da Educação.
CPF
Massud Brada afirmou ser técnico, saber de onde veio e para onde voltará, e que não quer comprometer seu CPF. A coluna estranha a realização de licitações e a celebração de contratos milionários no apagar das luzes da gestão estadual.
Missão
Na mesma edição suplementar do Diário Oficial, foi nomeado o Cabo da PMRO Alisson Antonio Maia de Sousa, então secretário executivo da pasta. Ele assume a missão de concluir a execução orçamentária da Educação no fim da gestão do governador Coronel Marcos Rocha (PSD).
Legado
O governador Coronel Marcos Rocha (PSD) construiu sua carreira militar mantendo vínculos com a Educação. Fica a pergunta: por que não encerrar a gestão honrando licenças-prêmio pendentes, rescisões e concedendo um rateio histórico aos profissionais da Educação?
Iniciou
O deputado estadual eleito Cássio Gois (PSD), que recebeu 28.988 votos, iniciou visitas às câmaras municipais de Ministro Andreazza, Espigão do Oeste, Cacoal e Nova Brasilândia para agradecer o apoio nas urnas e reafirmar compromissos com os municípios de Rondônia.
Convoca
A campanha de Expedito Netto (PT) ao governo de Rondônia declarou R$ 1,95 milhão de FEFC para campanha eleitoral. Já um convite em grupo de WhatsApp convoca voluntários para limpar a sede do partido, sem menção a pagamento pela tarefa.
Transparência
Convocar voluntários para limpar a sede do Diretório Estadual do PT levanta uma questão incômoda: cadê o dinheiro do Fundo Partidário repassado pelo Diretório Nacional à legenda em Rondônia? Transparência nas contas também faz parte do discurso político.
Ironia
A ironia está no contraste entre recursos públicos de campanha e o apelo à colaboração na faxina. Isso não comprova irregularidade nem vínculo financeiro entre as despesas e a sede. A coluna segue aberta para o contraponto de Expedito Netto e o presidente estadual Ernesto Ferreira.
Derrota
A chapa petista sofreu derrota na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Nova Mamoré, na segunda-feira (26). Liderada por Adalto Ferreira (União), reuniu Joaldo (PP), Claudiomir Rodrigues (Republicanos), Célio Brito (PL), Sargento Milton e Toinho Barroso, ambos do União, chamados de autênticos da direita.
Melancias
Na oposição, a chapa liderada por Fábio Carcará (MDB) reuniu Jefferson Clímaco (Republicanos), Irmão Jó (PP), Abílio Baiano (PL) e André do Sindicato (PT). A aliança com o petista rendeu aos integrantes o apelido de “melancias”, crítica à composição política do grupo.
Sério
Falando sério, na política, alianças revelam mais que discursos: expõem interesses, conveniências e contradições. Na política, discurso e prática precisam caminhar juntos. Entre armadilhas fiscais, acordos de bastidores e disputas por poder, o cidadão espera coerência, transparência e resultados. Afinal, promessas não pagam contas, e o eleitor cobra a fatura.


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