Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143
#TBT da política: A campanha de Ivo Cassol que transformou realizações em votos e venceu a eleição de 2002
CARO LEITOR, no #TBT da política rondoniense, a eleição de 2002 permanece como uma das maiores viradas eleitorais da história do Estado. Ivo Cassol iniciou a disputa pelo Governo de Rondônia ocupando as últimas posições nas pesquisas, mas transformou a campanha em um movimento de credibilidade e proximidade com o eleitor. Em vez de promessas vazias, apresentou resultados concretos da gestão como prefeito de Rolim de Moura, destacando obras, eficiência administrativa e capacidade de decisão. A mensagem encontrou sintonia com o sentimento predominante da época: Rondônia queria um gestor público comprometido com o desenvolvimento regional, capaz de tirar projetos do papel. Ao conquistar a confiança do eleitorado, Cassol chegou ao segundo turno e venceu a eleição, provando que campanhas sustentadas por realizações e por uma narrativa alinhada aos anseios da população podem superar cenários inicialmente desfavoráveis.
Estratégia
Virar uma eleição exige estratégia, mensagem clara, credibilidade e sintonia com o eleitor. O candidato precisa apresentar resultados, ocupar espaços, responder aos adversários com inteligência e convencer os indecisos de que representa a melhor solução.
Decisão
Capacidade de decisão é a habilidade de avaliar cenários, definir prioridades e agir no momento certo com responsabilidade e firmeza. Um líder que decide com eficiência transmite confiança, reduz incertezas e transforma planejamento em resultados concretos.
Compromisso
Promessas vazias são compromissos anunciados sem planejamento, viabilidade ou intenção real de cumprimento. Servem para conquistar apoio momentâneo, mas, sem ações concretas e resultados, geram frustração, perda de credibilidade e descrédito junto ao eleitor.
Resultados
Apresentar resultados concretos de gestão fortalece a credibilidade do candidato, pois demonstra capacidade de executar, cumprir compromissos e resolver problemas. Para o eleitor, realizações comprovadas oferecem mais segurança do que promessas sem histórico de entrega.
Convenções
Encerraram-se os prazos para a realização das convenções partidárias destinadas à escolha e homologação dos candidatos às eleições. A partir de agora, as atenções se voltam ao registro das candidaturas e ao início oficial da campanha eleitoral.
Campanha
Embora escolhido em convenção, o candidato só pode iniciar a campanha em 16 de agosto. Até lá permanece em pré-campanha. O descumprimento das regras eleitorais pode gerar representações, multas e até comprometer o registro da candidatura.
Puro-sangue I
O Partido Novo oficializou o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo-MG) ao Planalto em 2026. Sem sucesso nas negociações por alianças, a legenda consolidou uma chapa puro-sangue para a disputa.
Puro-sangue II
Sem conseguir ampliar alianças, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) foi levado a formar uma chapa puro-sangue. A escolha do vice busca explorar diretamente as principais fragilidades da gestão do presidente Lula (PT-SP) e ampliar espaço em redutos historicamente favoráveis ao PT.
Agrega
A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) concentra a estratégia em três frentes: Segurança Pública, fraudes no INSS e fortalecimento do palanque no Nordeste. Promotor e ex-secretário da área, agrega experiência a um tema sensível para o governo Lula.
Reuniu
Falando em estratégia, o candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) reuniu cerca de 600 lideranças políticas de Porto Velho na noite de terça-feira (5), no auditório da Unopar. No encontro, recebeu manifestações de apoio e discursou em defesa dos ideais patriotas.
Ausência
Bruno Bolsonaro Scheid (PL) discursou para lideranças mobilizadas pelo deputado estadual Alan Queiroz (PL) e pela vereadora Sofia Andrade (PL), que lotaram o auditório da Unopar. A ausência dos demais candidatos do PL de Porto Velho, porém, chamou atenção.
Apareceu
O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL) apareceu na reunião de Bruno Bolsonaro Scheid (PL), na Unopar. Pelo visto, o ciúme político ficou do lado de fora. A presença sinalizou maturidade e mostrou que, ao menos por uma noite, a unidade falou mais alto.
Mariana
A candidata ao Senado Mariana Carvalho (Republicanos) iniciou a semana cumprindo agenda no Cone Sul. Com forte ritmo de campanha, aposta no recall de duas disputas majoritárias e de dois mandatos bem avaliados como deputada federal para fortalecer sua candidatura.
Atuação
Mariana Carvalho (Republicanos) exerceu dois mandatos como deputada federal, período em que destinou recursos para Porto Velho e municípios do interior. Também manteve atuação frequente nas votações em plenário, defendendo posições alinhadas às pautas que apresentou ao longo do mandato.
Repercute
Ainda repercute nos bastidores políticos o discurso do pré-candidato a governador Hildon Chaves (União) durante a convenção da Federação União Progressista (UP) e Republicanos, que homologou sua candidatura ao Governo de Rondônia e reuniu lideranças de diversas regiões do Estado.
Discurso
Hildon Chaves (União) evitou concentrar seu discurso em ataques aos adversários. Preferiu transformar a própria gestão na Prefeitura de Porto Velho em vitrine eleitoral, destacando obras, ações administrativas e resultados alcançados ao longo de seus dois mandatos a frente do Prédio do Relógio.
Credencial
Hildon Chaves também relembrou os desafios encontrados ao assumir a Prefeitura de Porto Velho, com desequilíbrio fiscal e obras paralisadas, como os viadutos. Apresentou sua experiência administrativa como credencial para convencer o eleitor de que está preparado para governar Rondônia.
Determinou
A Justiça Eleitoral entrou em cena. Em decisão liminar, o TRE-RO determinou que o PSD e o candidato ao Governo de Rondônia, Adailton Fúria (PSD), retirem materiais de propaganda que teriam permanecido expostos após a convenção realizada em Porto Velho.
Multa
A liminar fixou multa de R$ 1 mil por hora em caso de descumprimento pelo PSD e por Adailton Fúria (PSD). O mérito da ação ainda será analisado, garantindo às partes o direito de apresentar defesa antes da decisão definitiva.
Desequilíbrio
Falando em desequilíbrio fiscal, quando um governo recorre a recursos de fundos específicos para outras finalidades, o sinal de alerta se acende. O governo Coronel Marcos Rocha (PSD) remanejou R$ 12 milhões do Fundo Sanitário destinado à defesa animal e vegetal.
Perdeu
Com menos recursos no Fundo Sanitário, o Idaron perdeu capacidade financeira. Em meio a esse cenário, a agência confirmou três casos de raiva bovina em uma propriedade rural de Rondônia e intensificou vacinação, orientação aos produtores e investigação de novos casos suspeitos.
Raiva
A confirmação de casos de raiva bovina reacendeu dúvidas entre produtores. Alguns questionam se episódios sanitários podem influenciar o mercado da arroba do boi, pressionando preços. Até o momento, porém, não há evidências públicas que comprovem essa relação.
Livre
O reconhecimento de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação não elimina a necessidade de vigilância sanitária. A raiva bovina exige monitoramento permanente, pois representa risco aos rebanhos e, em situações específicas, também à saúde humana.
Intensifica
Laércio Torres (Avante) intensifica a pré-campanha por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO). Ex-secretário de Obras de Vilhena, aposta na experiência administrativa, na presença no interior e no diálogo com lideranças para ampliar sua base eleitoral.
Manteve
Por unanimidade, o TRE-RO manteve o mandato do vereador Thiago Tezzari por 7 votos a 0. A Corte reconheceu a validade da carta de anuência que autorizou sua saída do PSDB para o PSD. Após o julgamento, Tezzari afirmou que tentaram cassá-lo “no tapetão”, mas que a migração ocorreu dentro da legalidade.
Cumprimenta
A coluna cumprimenta o TRE-RO pela decisão unânime que manteve o mandato do vereador Thiago Tezzari (PSD). O julgamento reforça a segurança jurídica, prestigia o devido processo legal e demonstra que controvérsias eleitorais devem ser resolvidas com base na lei.
Sério
Falando sério, Ivo Cassol deixou de disputar eleições após decisões judiciais que resultaram em sua inelegibilidade. Seus apoiadores afirmam que houve excesso da Justiça, enquanto decisões dos tribunais apontaram condenações e os efeitos previstos na legislação eleitoral, afastando-o das disputas.


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