O pré-candidato ao Senado Federal Bruno Bolsonaro Scheid (PL) criticou a operação realizada pela Polícia Federal contra garimpeiros que atuam no Rio Madeira e afirmou que o Estado precisa deixar de tratar trabalhadores como criminosos.
Segundo Scheid, a atividade garimpeira sustenta milhares de famílias em Rondônia e faz parte da história econômica do estado. Para ele, quem trabalha para garantir o sustento de casa não pode ser colocado no mesmo patamar de organizações criminosas.
"Garimpeiro não é bandido. É trabalhador. O que precisa ser combatido é o crime organizado, e não quem acorda cedo, enfrenta o sol e tira da terra o sustento da própria família."
Na avaliação do pré-candidato, o problema não está no trabalhador, mas na ausência de uma política séria de regulamentação da atividade mineral. Para Scheid, enquanto o poder público insiste em operações ostensivas, milhares de famílias permanecem sem segurança jurídica para exercer uma profissão que movimenta a economia de Rondônia há décadas.
"O Estado deveria cumprir seu papel de regulamentar, fiscalizar e punir quem age fora da lei. Mas não pode transformar todo garimpeiro em suspeito apenas por exercer sua atividade", afirmou.
Bruno Scheid defende que as forças de segurança concentrem seus esforços no combate às facções criminosas, ao tráfico de drogas, ao contrabando e aos demais crimes que ameaçam a população. Para ele, criminalizar quem vive do garimpo não resolve os problemas da Amazônia e apenas amplia a insegurança de milhares de trabalhadores.
"O ouro retirado do Rio Madeira não é produto do crime. É riqueza produzida por homens e mulheres que querem apenas trabalhar com dignidade. Regularizar é trazer essas pessoas para dentro da lei, garantindo fiscalização, proteção ambiental e segurança jurídica."
Para o pré-candidato, Rondônia precisa abandonar a lógica da perseguição e construir um modelo que una desenvolvimento econômico, respeito ao meio ambiente e valorização do trabalhador.
"Garimpeiro não é bandido. Bandido é quem integra facções, quem trafica drogas, quem rouba e aterroriza a população. O trabalhador merece respeito, não perseguição."



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