PORTO VELHO, RO - O senador Confúcio Moura (MDB-RO), ex-governador de Rondônia, publicou no último domingo, 31, um artigo intitulado “Política, porta de entrada”, no qual apresenta reflexões sobre a atividade política, a representação popular, a ocupação de cargos públicos e o funcionamento da democracia.
No texto, o parlamentar afirma que sua permanência na vida pública ocorreu de forma gradual e relata a relação construída ao longo dos anos com a atividade política. “O exercício da política é viciante. A gente entra nela, geralmente, por acaso. E vai ficando, ficando… nem sabe se está gostando. Tem hora que digo que vou parar, mas no dia seguinte, esqueço. E a história continua”, escreveu.
Na sequência, Confúcio Moura ressalta que não considera a política uma atividade negativa e atribui a ela importância para a sociedade. “Não é que a política seja ruim. Não é. Pelo contrário, é necessária. E digo para você: dá para fazer muita coisa boa para a população”, declarou.
Ao tratar do tema poder, o senador questiona a percepção de que a principal motivação para a busca de cargos públicos seja o exercício de autoridade. “Muitos dizem que estão nos cargos públicos pelo poder. Mas qual poder? O poder é uma ilusão. É como subir no pau de sebo”, registrou.
Ainda no artigo, o parlamentar aborda a responsabilidade individual dos agentes públicos e afirma que o comportamento das pessoas não é transformado pela atividade política. “Você pode fazer o bem e pode fazer o mal. A chave está em sua mão, assim como a faca e a arma. Ninguém muda o homem; a política não muda vagabundo”, escreveu.
Em outro trecho, Confúcio Moura relaciona a escolha dos representantes ao resultado obtido nas urnas e à conduta daqueles que ocupam funções públicas. “Se você vota num bandido, terá um bandido no poder. Os cargos públicos que se exerce devem ser honrosos”, afirmou. Único aliado do governo Lula, do PT, na bancada federal, Moura manteve a neutralidade de praxe e não apontou nomes ligados à sua crítica.
O senador também destaca a relevância da representação política e do exercício das atribuições inerentes aos cargos públicos. “Além do mais, é uma grande distinção para qualquer cidadão ser escolhido para representar os demais. Só isso já é o máximo que se pode ter: o de representar. E o de fazer o que deve ser feito e o que realmente é preciso fazer”, declarou.
Na parte final do texto, Confúcio Moura trata da democracia e faz referência ao processo eleitoral como instrumento de substituição de governantes. “O extremismo é a barbárie. A democracia é a forma mais razoável, pois podemos colocar ou tirar o político do cargo sem disparar um tiro. O tiro é o voto”, escreveu.
Encerrando a publicação, o senador defende a moderação na atuação política e associa a atividade pública à busca de equilíbrio. “Nada melhor na arte da política do que a sensatez”, concluiu.
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