A rodovia, com cerca de 900 quilômetros, ligando Porto Velho a Manaus, é a única opção rodoviária entre as duas capitais. Sem ela, Manaus, hoje com cerca de 2,3 milhões de habitantes, só teria as opções aérea e fluvial para ligação com os demais estados.
A BR-319 (Rodovia Álvaro Maia) foi construída na década de 70 e inaugurada em março de 1976. Atualmente, não oferece as mínimas condições para um tráfego seguro. O pavimento no conhecido “Meião”, com cerca de 400 quilômetros, há anos está praticamente intransitável.
No Inverno Amazônico (chuvas diárias praticamente todos os dias durante meses), a viagem é uma aventura, pois nunca se tem um dia certo para chegar, devido às péssimas condições de boa parte do asfalto, que desapareceu. No inverno, os trechos tornam-se atoleiros. No verão, os motoristas enfrentam a poeira, além dos buracos em boa parte do trecho, porque o asfalto desapareceu.
Componentes de ONGs (nacionais e estrangeiras) pressionavam — e continuam pressionando —, “exigindo” que a rodovia fosse fechada, alegando a destruição do meio ambiente. Como se isso não ocorresse em outras regiões, devido à falta de fiscalização e aos dois maiores problemas do País, que são a corrupção e a impunidade.
Os membros das ONGs, residindo em grandes cidades, à sombra dos grandes edifícios, do ar-condicionado, dos veículos do ano e das mordomias de quem não trabalha e não quer deixar que os outros trabalhem, estão constantemente “denunciando” alguma ilegalidade (inexistente) como justificativa para fechar a rodovia e não torná-la, como agora, graças ao presidente Lula da Silva (PT), uma Estrada-Parque, com todas as garantias de preservação e da necessária convivência humana com a natureza, seja animal ou vegetal.
Esta semana, o presidente Lula, em visita de trabalho a Manaus para inaugurar um condomínio do Minha Casa Minha Vida, programa habitacional do Governo Federal, foi bastante enfático ao afirmar que “a BR-319 não é uma estrada qualquer. Ela está situada em um lugar muito sensível da Amazônia e a gente, para autorizar a fazer essa estrada, está discutindo há meses para saber qual é o sistema de segurança ambiental mais seguro, que envolva empresários, o Governo Federal, o Governo do Estado, os prefeitos das cidades, a Polícia Federal e o Exército Brasileiro”.
Lula foi além: “então, nós vamos trabalhar para que a BR-319 seja a estrada que vai ser feita com o maior cuidado ambiental já realizado em qualquer país do mundo. Será a estrada-modelo, modelo de qualidade e de preservação ambiental”, concluiu.
A luta não somente pela recuperação, readequação e reasfaltamento da BR-319 ocorre há mais de uma década pelo RONDÔNIA DINÂMICA, sempre contestando os argumentos absurdos da maioria dos dirigentes das ONGs. O mundo todo tem estradas e ambientes onde humanos, floresta e animais convivem normalmente, inclusive no Brasil, como a Transpantaneira, que cruza o Pantanal, em Mato Grosso. Por que somente a BR-319, que já existe há décadas, não pode ser um exemplo de Estrada-Parque, como já propôs o senador Confúcio Moura, que preside o MDB no estado?
O desmatamento e a venda ilegal de madeira ocorrem desde quando Pedro Álvares Cabral aportou por aqui, com as caravelas Santa Maria, Pinta e Nina tendo os porões lotados de bandidos, marginais e assassinos que foram “despejados” na terra descoberta pelos portugueses. Ou seja, boa parte da colonização brasileira teve a participação da escória de Portugal, e hoje não é muito diferente, pois o bandido, o marginal, que mata, estupra e violenta, quando preso, tem café da manhã, almoço, café da tarde, jantar e desjejum à noite, tudo sob os cuidados de nutricionista. E ainda recebe “salários”, acima do mínimo, para sustentar sua família. Para as famílias dos mortos, estuprados e violentados, nada.
É importante lembrar que, ao longo dos 900 km da BR-319, temos 21 municípios que dependem da rodovia. Eles são habitados, abrigam gente, seres humanos.
Está correto o ministro do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA), João Paulo Capobianco, na visita a Manaus com o presidente Lula, quando disse que “o Amazonas e Rondônia vão se beneficiar muito com o projeto. Paramos de brigar com o desenvolvimento. Estamos juntando meio ambiente e desenvolvimento em uma nova perspectiva para a região mais preservada do Brasil, que possui uma diversidade biológica e cultural única. Então, vamos fazer as coisas corretamente, vamos desenvolver, mantendo o principal, que é essa maravilha, riqueza natural e cultural que essa região possui. O Brasil e o mundo precisam dela”.
Méritos para o presidente Lula e sua equipe, que trataram da readequação e restauração da BR-319 como prioridade governamental, transformando a rodovia em exemplo de “modus vivendi”, um relacionamento harmonioso entre humanos, natureza e animais.
Sugestão: o trecho da BR-319 transformado em Estrada-Parque deve ser fechado aos sábados, domingos e feriados ao tráfego pesado. Somente veículos de passeio, para fomentar o turismo, incentivando a visitação.



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