Entre os dias 20 e 27 de junho, Porto Velho se transforma em cenário para as gravações do curta-metragem Tudo Que Não Cabe no Silêncio, uma produção audiovisual rondoniense que aborda temas como afeto, inclusão, diversidade e pertencimento.
O projeto é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio de edital da Fundação Cultural de Porto Velho, fortalecendo a produção audiovisual local e ampliando o espaço para narrativas que refletem a pluralidade da sociedade brasileira.
A trama acompanha a história de Irenita, interpretada por Kaline Leigue, uma mãe atípica que enfrenta os desafios cotidianos da criação de seu filho, Lipe, personagem vivido por Kel do Vale, um menino cadeirante. Ao lado deles está Benvinda, interpretada por Renata Evans, uma mulher travesti e transformista que compartilha com os dois uma rotina marcada pelo cuidado, pelo afeto e pela construção de laços familiares.
Juntos, os três personagens formam uma família comum, mas frequentemente invisibilizada pela sociedade. O filme propõe um olhar sensível sobre suas vivências, revelando histórias que muitas vezes permanecem à margem das representações tradicionais do audiovisual brasileiro.
O elenco também conta com as participações de Alexandre Braga, Teo Nascimento, Jória Lima, Agrael de Jesus, Rafael Rogante, Emiliano e José Valdomiro, artistas que contribuem para a construção de uma narrativa marcada pela diversidade de experiências e pela valorização dos talentos locais.
Com direção e roteiro de Fabiano Barros, a partir de uma ideia original de Osmar Scarpatti, o curta busca provocar reflexões sobre respeito às diferenças, inclusão social e o reconhecimento das múltiplas formas de família existentes no país.
Segundo a produção, Tudo Que Não Cabe no Silêncio nasce do desejo de dar voz a personagens historicamente pouco representados nas telas, valorizando suas trajetórias e evidenciando a importância do acolhimento e da convivência em uma sociedade mais diversa e humana.
A equipe técnica reúne profissionais do audiovisual rondoniense. A direção de fotografia é assinada por Gabriel Varvounis, enquanto a captação de som está sob responsabilidade de Verônica Brasil e Anita Ferreira. A direção de arte é conduzida por Osmar Scarpatti, a coordenação de produção por Emilly Lamarão e a produção executiva por João Leão.
Além de fortalecer a cadeia produtiva do audiovisual em Rondônia, a obra reafirma o potencial do cinema produzido na Amazônia brasileira, destacando histórias locais com relevância universal e contribuindo para a ampliação da representatividade nas produções nacionais.
Após a conclusão das filmagens e da etapa de pós-produção, o curta-metragem deverá iniciar sua circulação por festivais de cinema, mostras audiovisuais e espaços de difusão cultural no Brasil e no exterior, levando ao público uma história sobre amor, resistência, inclusão e humanidade.



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